segunda-feira, 14 de maio de 2018

EUA inauguram nesta segunda sua embaixada em Jerusalém

       Os Estados Unidos inauguram nesta segunda-feira (14) sua embaixada em Jerusalém. A decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de transferir a representação diplomática de Tel Aviv para essa cidade foi muito polêmica, criticada pela União Europeia e por países árabes porque rompe com o consenso internacional de não reconhecer a cidade como capital da Palestina ou de Israel até que um acordo de paz seja firmado entre as duas partes. Em uma primeira fase, a embaixada ficará dentro da seção de vistos do consulado-geral dos EUA em Jerusalém. O imóvel sofreu adaptações para receber o embaixador David Friedman e sua equipe. Placas foram instaladas indicando o local da embaixada e um novo acesso também foi construído. No entanto, por questão de espaço, boa parte dos diplomatas será mantida em Tel Aviv.

         A nova embaixada está no bairro de Arnona, em Jerusalém Ocidental, num prédio construído em 2010. Parte do terreno era considerada, até a Guerra dos Seis Dias (1967), terra de ninguém. Na inauguração, Trump não estará presente, mas se dirigirá por meio de um vídeo aos cerca de 800 funcionários americanos e israelenses que participarão. O Consulado-Geral dos EUA mantém outro prédio em Jerusalém, na parte oriental da cidade, que seguirá atuando para os palestinos. A embaixada será a representação americana perante Israel. Em até um ano, um novo anexo será construído para ampliar o espaço da embaixada. O objetivo é construir uma sede própria para a representação diplomática em até dez anos. Após o anúncio americano, Guatemala e Paraguai decidiram também transferir suas embaixadas para Jerusalém.

Via: G1

Nota do Blog: Jerusalém sempre foi e sempre será a capital do Estado de Israel.

terça-feira, 6 de março de 2018

Destruição da Síria é cumprimento de profecia bíblica?

       Desde o ano passado, quando o cenário de destruição na Síria começou a se aproximar da capital Damasco, alguns teólogos vêm fazendo diferentes análises sobre a possibilidade de isso ser o cumprimento, em nossos dias, de antigas profecias bíblicas. A partir do último dia 18 de fevereiro, as tropas do presidente sírio Basha Al Assad começaram um bombardeio maciço nos subúrbios ao Leste da capital, na região de Ghouta Oriental. Com cerca de 400 mil moradores e dominada por forças rebeldes ao regime, quase que diariamente há notícias de dezenas de civis mortos após os ataques. A ONU tentou negociar uma trégua, que incluiria um cessar-fogo de 30 dias, quando seria possível evacuar a região. Porém, ela não foi seguida e agora surgem denúncias do uso de armas químicas. O conflito em Ghouta se estende desde 2013. Distando cerca de 15 km de Damasco, uma derrota ali permitiria que os opositores do presidente conquistassem a capital, ponto fim ao regime atual.


       Ainda que alguns estudiosos descrevam essa lamentável crise humanitária como evidência do cumprimento de profecias bíblicas, há quem classifique essa conexão como “irresponsável” e “equivocada”. Os textos mais citados são Isaías 17 e Jeremias 49, que falam sobra a destruição de Damasco, que se tornaria um “montão de ruínas”.

"Advertência contra Damasco: "Damasco deixará de ser cidade; e se tornará um monte de ruínas". (Isaías 17:1)

"Damasco tornou-se frágil, ela se virou para fugir, e o pânico tomou conta dela; angústia e dor dela se apoderaram, dor como a de uma mulher em trabalho de parto. Como está abandonada a cidade famosa, a cidade da alegria! Por isso, os seus jovens cairão nas ruas e todos os seus guerreiros se calarão naquele dia", declara o Senhor dos exércitos". (Jeremias 49:24-26)

       Para o renomado escritor evangélico Joel Rosenberg, “Estamos vendo o que parece o fim de Damasco. Não sabemos se esse é o prelúdio para o cumprimento dessas profecias. Porém, Damasco é a cidade mais antiga da Terra a ser habitada continuamente. O fato de ela estar sendo destruída é algo extraordinário… No passado, ela foi atacada, sitiada e conquistada, mas nunca ficou completamente destruída e desabitada”.

       Autor de vários livros sobre escatologia, Rosenberg lembra que “O profeta Ezequiel escreveu há 2.500 anos que, nos ‘últimos dias’, a Rússia [Gogue?] e o Irã [Pérsia] formarão uma aliança militar para atacarem Israel pelo norte. Os estudiosos da Bíblia chamam este conflito escatológico, descrito em Ezequiel 38 e 39 de a guerra de Gogue e Magogue”. O teólogo acredita que a participação ativa de Moscou e Teerã neste conflito nos últimos anos não é apenas uma coincidência, mas um cumprimento profético. Lançado em 2016, o livro “Armageddom Code” [O código do Armagedom] do jornalista cristão
Billy Hallowell possui uma interpretação muito similar a maneira como as cidades e países mencionados no “cenário dos últimos dias” podem ser facilmente identificadas em muitas reportagens exibidas recentemente na TV.

       O grande drama humanitário do Oriente Médio poderá ficar ainda pior nas próximas semanas, uma vez que tantos os Estados Unidos quanto o Reino Unidos ameaçam bombardear Damasco, caso fique comprovado o uso de armas químicas, que violam os acordos da ONU. Embora o alvo primordial seria os arsenais de Assad, isso poderia, definitivamente, fazer com que a capital Síria se torne “um montão de ruínas”. Cabe ressaltar que, a geografia bíblica é distinta da atual e nos dias do Antigo Testamento, a localização de Damasco incluía o que hoje é Ghouta, palavra que significa “oásis” e faz referência a uma fonte de água no deserto, condição essencial para o estabelecimento de cidades na antiguidade.

Profecia cumprida no passado

       A ideia que não faria sentido relacionar os eventos atuais com a profecia bíblica é rejeitada por eruditos que acreditam que tanto Isaías quanto Ezequiel se referiam a algo que já ocorreu: o ataque dos assírios contra Damasco no ano 732 a.C. É o que defende Hank Hanegraaff, teólogo com vários livros publicados no Brasil, e apresentador do programa de rádio “Bible Answer Man”, onde esclarece dúvidas sobre a Bíblia. Questionado por um ouvinte sobre o texto de Isaías 17, foi enfático: “Usar essa passagem de Isaías para explicar o que está acontecendo atualmente na Síria é um bom exemplo “escatologia de imprensa”. É uma vergonha os pastores fazerem isso. Ou eles não conhecem a palavra de Deus ou quererem promover o sensacionalismo e sofismas”.

       Hanegraaff defende a ideia, comum nos seminários tradicionais, que Isaías 17 foi cumprido há milhares de anos. “Se olharmos para o que a Bíblia realmente diz, fica muito claro que o cumprimento da profecia também é relatado pelo texto bíblico. Se você olhar para o que começa a ser dito em Isaías 7, verá uma permutação, e seu cumprimento é descrito no capítulo seguinte, em Isaías 8”. No entendimento de Hanegraaff, quem foge da interpretação histórica dessas passagens está tentando “encaixar as profecias em suas próprias visões escatológicas”.

       Ele não está sozinho. A doutora Candida Moss, professora de Novo Testamento e Cristianismo Primitivo na Universidade Católica de Notre Dame, também acredita que a prometida destruição de Damasco ocorreu no século VIII antes de Cristo, mais especificamente na sua conquista pelos assírios, em 732 a.C. “Porém, essa não foi a única vez que Damasco testemunhou grandes conflitos”, sublinha Moss. Entre os conquistadores de cidade, sempre com algum tipo de destruição, incluem-se o rei Nabucodonosor, da Babilônia, e o rei grego Alexandre, o Grande. Menos conhecido no Ocidente, o general islâmico Khalid ibn al-Walid, fez um cerco militar à cidade, no século 7. Posteriormente, na início do século 15, os exércitos turco-mongóis de  Timur-i-Lenk (Tamerlão, em português) conquistaram Damasco, matando toda a sua população. 

Com informações de CBN


Nota do Blog: Obviamente a Profecia Bíblica foi cumprida cronologicamente no século XIII, durante o cerco Assírio. Dizer que a cidade nunca foi destruída totalmente e desabitada, é não entender muitas vezes as figuras de linguagem e os hebraísmos bíblicos! Querer encaixar esses acontecimentos para fazer sensacionalismo  através de sofismas e escatologia forjada, não colabora em nada para a discussão sobre a veracidade das profecias bíblicas. 

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Morre Billy Graham, aos 99 anos

    Faleceu nesta quarta-feira (21) o evangelista mundialmente conhecido Billy Graham. Ele tinha 99 anos, e morreu em sua casa em Montreat, na Carolina do Norte (EUA). A notícia foi dada por Jeremy Blume, porta-voz da Associação Evangelística Billy Graham. Nos últimos anos ele vinham lutando contra o mal de Parkinson e desde 2005 não realizava mais as cruzadas públicas que o tornaram famoso. Em 2013 transmitiu os últimos programas televisivos, no programa “Minha Esperança”, criado pelo seu ministério. A família enviou uma nota à imprensa com palavras escritas pelo neto Will, que também é evangelista:


“Meu avô disse uma vez: Um dia você vai ouvir que Billy Graham morreu. Não acredite nisso. Naquele dia, eu vou estar mais vivo do que nunca! Vou ter apenas mudado de endereço “. Meus amigos, hoje meu avô mudou-se da terra dos mortos para a terra dos vivos”. Lamentamos que ele não esteja mais conosco fisicamente, aqui na Terra, mas não nos entristecemos como aqueles que não têm esperança. Meu avô investiu toda a sua vida em compartilhar a promessa da eternidade através de Jesus Cristo, e hoje ele teve a oportunidade de ver essa promessa cumprida quando, ajoelhando-se diante de seu Salvador  ouviu as palavras: “Muito bem, servo bom e fiel”.


Grande Legado

       William Franklin “Billy” Graham era de família evangélica, tendo se batizado aos 16 anos.  Após graduar em teologia na Faculdade de Wheaton, foi ordenado pastor batista em 1939. Foi co-fundador da Youth for Christ [Mocidade para Cristo] junto com Charles Templeton. Começou a viajar como evangelista por todo os Estados Unidos até que em 1949 realizou a primeira grande cruzada. Anos depois, iniciou seu ministério internacional, com missões em Londres que duraram 12 semanas,  em 1954. Seus eventos sempre foram em locais públicos, como parques e estádios. Sempre desfrutou de uma reputação privilegiada, focando-se exclusivamente na mensagem de salvação pela fé em Jesus Cristo. Esteve em lugares que para outros evangelistas parecia impossível. Durante as décadas da Guerra Fria, Graham conseguiu pregar para multidões em países da Europa Oriental e da antigo União Soviética. Esteve no Brasil com cruzadas no Rio de Janeiro em 1960, 1974. Retornou em 2000 para uma em Recife e a última foi em São Paulo, em 2008.


       Ao longo de seu ministério público de 60 anos, estima-se que tenha pregado a 210 milhões de pessoas, em 185 países. Além disso, escreveu dezenas de livros e promoveu a evangelização através de programas de rádio, TV e pela internet. Um dos mais influentes pregadores do século XX, serviu como conselheiro de diversos presidentes da república americanos e figurou sucessivas vezes em listas de pessoas “mais influentes do mundo” da revista Time. Casou-se em 1943 com Ruth Graham. O casal teve 5 filhos, 19 netos e 28 bisnetos. Seus filhos Franklin Graham e Anne Graham Lotz também são evangelistas, e deram continuidade ao trabalho do pai.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Nosso sistema solar aponta para um Criador, afirma astrofísico

       Um novo estudo publicado na revista científica The Astronomical Journal, mostra que nosso sistema solar pode ser único em todo o universo. As características que tornam o nosso arranjo planetário único são os mesmos elementos que tornam a Terra habitável, explica Jay Richards, pesquisador do Discovery Institute e co-autor do livro “O Planeta Privilegiado”. Os astrofísicos da Universidade de Montreal, no Canadá, estudaram 909 planetas e 355 estrelas e descobriram que, ao contrário do nosso sistema solar, os planetas em outros sistemas são de tamanho semelhante, com espaçamento regular entre suas órbitas, lembra a pesquisadora Lauren Weiss.

       Em nosso sistema solar, Júpiter, o maior planeta, é 28,5 vezes maior em diâmetro que o menor planeta, Mercúrio e os planetas têm espaços surpreendentemente grandes entre suas órbitas. Os pesquisadores observaram que essas variações poderiam sugerir que nosso sistema solar se formou de maneira bem diferente dos outros no universo. Weiss disse que essas disparidades “não ocorreriam se os tamanhos ou espaçamentos dos planetas fossem atribuídos aleatoriamente”. Os pesquisadores compararam as propriedades distintas de nossos planetas às interrupções causadas pelos tamanhos de Júpiter e Saturno.

       Para Richards, esse design incomum de nossos corpos planetários mostra a mão de um Criador. O estudioso acredita que esse novo estudo certamente mostra algo muito incomum no nosso sistema solar, formado por alguns planetas rochosos na parte interna, com uma zona habitável (onde fica a Terra) e um par de gigantes cheios de gás na parte externa para proteger os planetas rochosos, exatamente o que é necessário para haver vida.


“Se você está tentando construir um sistema habitável, ele precisaria ser muito, muito parecido com o que temos aqui”, destaca. Com informações WNG

Via: Gospel Prime 

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Selo com 2.700 anos é descoberto em Jerusalém

Segundo especialista, selo confirmaria uma menção feita
pela Bíblia de um dirigente de Jerusalém no século VI ou VII a.C.
       Um selo de argila de 2.700 anos de antiguidade descoberto em Jerusalém foi apresentado nesta segunda-feira (1) como uma primeira prova material da existência de um governador nessa cidade, segundo a autoridade de antiguidades israelense. Este artigo redondo do tamanho de um botão foi encontrado em um edifício na explanada do Muro das Lamentações, na Cidade Velha de Jerusalém. O selo data do século VI ou VII a.C. e demonstra a existência de um dirigente em Jerusalém, acrescentou a autoridade. Este período corresponde ao do primeiro templo judeu na Cidade Santa. No objeto figuram dois homens trajados com vestidos um de frente para o outro e de mãos dadas, com o que parece ser uma lua entre as duas mãos. Abaixo desta representação, vê-se uma inscrição em hebraico antigo que indica: "ao governador da cidade", o que corresponde às funções do prefeito.

       O selo parece ter sido colado a uma espécie de envio e servia "de logo ou de pequeno souvenir, enviado ao governador da cidade", afirmou Shlomit Weksler Bdolah, que participa nas escavações no Muro das Lamentações. "É uma descoberta pouco comum", afirmou. Segundo ela, este selo confirma a menção feita pela Bíblia de um dirigente de Jerusalém.

"A importância dessa descoberta reside no fato de que até agora, só conhecíamos a expressão de 'governador da cidade' pela Bíblia", explica. "É a primeira vez que encontramos esta menção em um contexto arqueológico".

       O selo não menciona o nome do dirigente de Jerusalém, mas Shlomit Weksle Bdolah acredita que faz referência à Cidade Velha, já que foi encontrado no mesmo edifício onde haviam sido encontrados outros objetos. Os exames científicos que serão feitos em breve deverão confirmar o vínculo com Jerusalém, considera. A lua que aparece no selo poderia ilustrar a existência de influências externas. "O que é interessante é que a lua é conhecida como um objeto de culto de culturas vizinhas", revela

Via: G1

Nota do Blog: Essa descoberta simplesmente confirma as referências a esse título, utilizado nesse período, nos textos bíblicos de 2 Reis 23:8 – quando Josué governava a capital nos dias do rei Ezequias – e 2 Crônicas 34:8, onde Maaséias era governador de Jerusalém nos dias do rei Josias.

"Josias trouxe todos os sacerdotes das cidades de Judá e, desde Geba até Berseba, profanou os altares onde os sacerdotes haviam queimado incenso. Derrubou os altares idólatras junto às portas, inclusive o altar da entrada da porta de Josué, o governador da cidade, que fica à esquerda da porta da cidade.
(2 Reis 23:8)

"E no ano décimo oitavo do seu reinado, havendo já purificado a terra e a casa, enviou a Safã, filho de Azalias, e a Maaséias, governador da cidade, e a Joá, filho de Joacaz, cronista, para repararem a casa do Senhor seu Deus." (2 Crônicas 34:8)

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

A dívida da ciência com a religião

O estudo científico teve como impulso o método de
interpretação da Bíblia redescoberto pelos protestantes.
      Vivemos num mundo estruturado sobre a tecnologia e que, por isso, é incrivelmente dependente dela. Graças ao avanço científico, somos capazes de enviar robôs a outros planetas, carregar computadores na palma da mão ou amarrados ao pulso e até modificar o código genético de espécies. No entanto, a ciência nem sempre teve essa precisão e status. Os “cientistas” da Idade Média trabalharam em condições bem precárias, comparadas às atuais. E essa diferença não se explica somente pelo abismo tecnológico e de conhecimento que separa os dois ­períodos, mas também pelo modo com o qual as pessoas interpretavam os fenômenos naturais. Alguns estudiosos defendem a ideia de que existe uma relação íntima entre a forma com que a Bíblia (o livro da revelação especial de Deus) era interpretada e como a natureza (o livro da revelação natural de Deus) era estudada. Este artigo pretende mostrar como o método de interpretar o texto sagrado redescoberto pelos protestantes teve impacto no modo de fazer ciência. 

Do alegórico para o literal


       Durante a Idade Média, o método de interpretação alegórico proposto por Orígenes (185-253) foi o mais empregado no estudo da Bíblia. Em seu livro Tratado Sobre os Princípios, ele desenvolve sua teoria hermenêutica (de interpretação) defendendo que todo texto bíblico tem três sentidos: o literal, o moral e o alegórico, sendo que o último deveria ser o mais almejado pelos intérpretes cristãos[1]. O método alegórico buscava encontrar o sentido espiritual do texto bíblico. Assim, objetos, animais, lugares ou pessoas relatados na Bíblia representavam verdades espirituais além deles mesmas. As cinco pedrinhas que Davi pegou para matar Golias, por exemplo, eram interpretadas por exegetas (intérpretes) católicos como significando fé, obediência, serviço, oração e Espírito Santo. Por sua vez, para o abade francês Bernardo de Claraval (1090-1153), os dentes da amada de Cantares 4:2 significavam os monges e a vida no mosteiro.

     Nesse tempo, tudo era visto de forma simbólica; e esse método era aplicado à natureza também. O valor simbólico da natureza era visto como superior a seu aspecto físico. E somente os fenômenos naturais mencionados nas Escrituras recebiam atenção. Sendo assim, a natureza não era explorada por seu valor intrínseco nem pelo interesse em seus mecanismos, mas era utilizada apenas como um repertório para lições teológicas e morais. Basílio de Cesareia (329-379), por exemplo, afirmava que “todo animal venenoso é aceito como a representação dos poderes contrários e perversos” encontrados no ser humano[2]. Agostinho, por sua vez, acreditava que criaturas aladas representassem os fiéis que haviam recebido instrução na fé cristã, e que, assim, poderiam “voar pelos céus”[3]. 


Pesquisa restrita aos livros


      Outro contraste entre a ciência moderna e a medieval é que a daquela época não tinha como base a observação e a experimentação, não era empírica como a de hoje. Os “cientistas”, como podemos chamar os filósofos naturais daquele período, restringiam suas pesquisas às bibliotecas. Quando os oceanos ou as estrelas eram o objeto de estudo, eles recorriam aos livros de pensadores gregos como Aristóteles e Platão, porque não entendiam a pesquisa científica como um empreendimento exploratório ou inquisitivo. Predominava a cultura do livro, na qual a ciência era entendida como uma atividade de preservação e transmissão do conhecimento obtido pelos autores clássicos da Antiguidade [4]. Porém, com o advento do protestantismo, Lutero passou a defender uma hermenêutica literalista da Bíblia. Para muitos protestantes, o que importava era o sentido óbvio que emana do texto. Desse ponto de vista, não mais era preciso depender dos pais da igreja para entender a Bíblia. Cada leitor tinha autonomia para interpretar as Escrituras. Em busca do sentido literal do texto, os exegetas protestantes se voltaram para as línguas originais da Bíblia a fim de corrigir os erros que haviam sido inseridos nas traduções do livro sagrado e que, consequentemente, influenciaram a distorção de algumas doutrinas cristãs. O esforço deles acabou resultando no retorno à fonte do verdadeiro conhecimento espiritual. 

Da contemplação para a observação


      As mudanças propostas por reformadores como Martinho Lutero, João Calvino e Ulrico Zuínglio impactaram a sociedade europeia do século 16 de tal maneira a ponto de mudar a filosofia, a educação e as ciências. A exemplo dos intérpretes da Bíblia, estudiosos de outras áreas perceberam que precisavam urgentemente romper com o pensamento medieval a fim de encontrar novos métodos para a obtenção do conhecimento. Assim como os teólogos, os cientistas migraram do estudo alegórico ou simbólico da natureza para uma análise literal e concreta do mundo que os cercava. Deixaram a ênfase mais contemplativa para procurar entender os mecanismos naturais por meio da observação e experimentação. O objetivo deles era controlar a natureza a fim de aprimorar a condição humana. De certa maneira, o ideal protestante de encontrar o sentido óbvio do texto bíblico contribuiu para que a sociedade da época procurasse métodos “científicos” de explicar os fenômenos naturais e de utilizar esse conhecimento de forma prática.

      Além disso, a leitura literalista do livro de Gênesis ajudou os cientistas a olhar de outra forma para o mundo natural, pois eventos, pessoas e lugares relatados na Bíblia passaram a ser interpretados como reais e históricos. As referências ao jardim do Éden, por exemplo, atraíram esforços de curiosos para identificar sua verdadeira localização e características físicas. “O texto de Gênesis, lido literalmente, proporciona lampejos de volta à época em que a humanidade teve conhecimento completo do mundo natural, exerceu domínio total sobre todas as criaturas e se comunicou numa linguagem natural que fosse perfeitamente capaz de retratar a essência de todas as coisas”, analisa o historiador Peter Harrison[5].

O papel redentivo da ciência


      Naquele contexto, a queda moral de Adão e Eva também passou a ser interpretada como um fato histórico. Assim, exegetas protestantes começaram a acreditar que toda a perfeição da humanidade, incluindo sua capacidade de obter conhecimento, havia se perdido com a expulsão do paraíso. Por isso, como forma de redenção, os cientistas protestantes passaram a ver na empreitada científica um modo de restaurar a humanidade à sua condição de soberania original. Essa restauração do ser humano (e da criação, por consequência) deveria se dar em duas frentes. Na primeira, a mente humana restauraria todas as coisas à sua unidade original pelo conhecimento do mundo natural. Na segunda, o ser humano assumiria o controle da natureza, retomando a posição de Adão como mordomo da criação. Como podemos ver, para muitos, a investigação científica se tornou uma atividade redentiva e com motivação espiritual.

      Esse foi um conceito especialmente defendido pelo inglês Francis Bacon (1561-1626). Em sua obra Novum Organum, Bacon argumenta que “o ser humano, por meio de sua queda no pecado, perdeu tanto seu estado de inocência quanto seu domínio sobre a criação. Ambas as perdas, entretanto, podem ser reparadas nesta vida de forma parcial – a primeira por meio da religião e da fé; a última por meio das artes e das ciências”[6]. Movido por esse ideal “restauracionista”, ele conseguiu criar uma “reforma das ciências”, fundamentando-a em seu conhecido método de indução. Bacon também foi fundamental no estabelecimento da Sociedade Real de Londres, renomada instituição que até hoje patrocina o avanço da ciência no Reino Unido. “O domínio sobre as coisas” era um dos objetivos da sociedade, conforme relata Thomas Sprat, primeiro historiador da entidade[7]. Graças a esse espírito, a Inglaterra foi o berço do método empírico de Bacon e das invenções tecnológicas que viabilizaram a revolução industrial nos séculos 18 e 19. “Se não fosse o conhecido empirismo britânico, fundado por Francis Bacon durante a era elisabetana, as ciências modernas teriam permanecido, em grande medida, um ramo especulativo da ‘filosofia ­natural”, analisa o filósofo e teólogo norte-americano Carl Raschke.[8]

      Em resumo, podemos concluir que a interpretação literal do texto bíblico resgatada pelos protestantes foi um dos fatores a impulsionar o surgimento da ciência moderna, com sua ênfase no estudo empírico da natureza. É, portanto, uma ironia pensar que, em nossos dias, interpretar literalmente o texto bíblico seja visto como símbolo de fundamentalismo e um obstáculo para o avanço científico. Ao que parece, a moral da história entre ciência e religião é que a primeira tem uma dívida com a Reforma Protestante.  

Via: Criacionismo

Notas bibliográficas:

1 - The AnteNicene Fathers, v. 4, p. 359;

2- Fathers of the Church, v. 46, p. 207;

3 - Nicene and Post-Nicene Fathers of the Christian Church, v. 1, p. 199;

4 - The New Cambridge Modern History: The Reformation, 1520-1559, v. 2, p. 423;

5 - The Bible, Protestantism, and the Rise of Natural Science (p. 70);

6 - Works, v. 4, p. 247;

7 -  History of the Royal Society, p. 62;

8 - Encyclopedia of Sciences and Religions (p. 1751).


quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Os judeus "roubaram" a terra dos palestinos?

     Nos dias atuais, o povo judeu está na Terra Prometida graças ao decreto divino e a muito sangue, suor e lágrimas. Apesar da propaganda árabe alegar que os judeus “roubaram” a terra dos palestinos, a verdade dos fatos mostra que os judeus, além de não roubarem a terra, compraram-na legalmente dos proprietários muçulmanos que não davam valor à terra nem a queriam mais. Os turco-otomanos saquearam e pilharam a terra, mas os pioneiros judeus lhe restauraram a vida. A história comprova que aquela terra só floresce e frutifica quando o povo de Deus está de posse dela. O Império Otomano se estabeleceu no século XIII e sua influência se estendeu sobre a Terra Santa em 1516, quando o Império Turco, sob o comando do sultão Salim al-Yavuz derrotou e expulsou os mamelucos que dominavam aquele território e o Egito desde 1270.[1]

       Os otomanos, que apesar de não serem árabes professavam a fé islâmica, dividiram aquele território recentemente anexado ao seu império em quatro sanjaks (termo turco que significa “estandarte” ou “bandeira”).[2] Eram eles: Jerusalém, Gaza, Nablus e Safed. Cada sanjak se constituía numa entidade organizacional, militar, econômica e jurídica.[3] Contudo, aquela terra viveu em estado de miséria sob o governo otomano. Os primeiros três séculos de domínio otomano isolaram a Palestina da influência externa [...] O sistema tributário otomano foi nocivo e muito contribuiu para que a terra continuasse subdesenvolvida e sua população permanecesse pequena. Quando [o historiador] Alexander W. Kinglake atravessou o rio Jordão nos idos de 1834-1835, utilizou a única ponte que havia sobre o Jordão, uma antiguidade romana que sobreviveu.[4] No entanto, apesar de toda sorte de privações, um remanescente do povo judeu sempre permaneceu na terra.

       Mesmo depois da destruição do Estado judeu pelos romanos, comunidades judaicas continuavam a existir. Vez por outra, todos os governos subsequentes tentaram eliminar os judeus, porém nenhum deles conseguiu, segundo comprovam vários relatos no decorrer dos séculos. No século XIX, quando iniciaram o atual “retorno” à Eretz Yisrael [Terra de Israel], os sionistas se juntaram aos judeus que nunca deixaram a terra.[5] Os judeus foram perseguidos impiedosamente pelos turcos e tiveram que pagar tributos conforme índices que equivaliam à extorsão. Em seu extraordinário livro, intitulado From Time Immemorial [“Desde Tempos Imemoriais”], Joan Peters citou frases de alguns cristãos que visitaram a importante cidade judaica de Safed no século XVII. Eles declararam: “os judeus pagam pelo próprio ar que respiram”.[6] Contudo, a senhora Peters escreveu: “na virada do século, a população judaica aumentara de 8-10 mil (em 1555) para algo entre 20-30 mil habitantes”.[7]

       Entretanto, a situação deles era trágica pelo fato de que todos os não-muçulmanos eram oficialmente tolerados (num status de segunda classe denominado dhimmi), mas não eram considerados iguais perante a lei. Desse modo, o povo judeu não tinha direitos nem proteção sob a lei islâmica. E mais, eles estavam sujeitos a pagar tributos exorbitantes, a serem humilhados e, até mesmo, mortos – como a maioria deles foi – pelos muçulmanos. Em 1660, por exemplo, os judeus de Safed foram massacrados e a cidade foi destruída, apesar das aviltantes taxas e tributos que o povo judeu pagava. A senhora Peters escreveu que em 1674, “os judeus de Jerusalém foram igualmente empobrecidos pela opressão do regime turco-muçulmano”. Ela citou as seguintes palavras do padre jesuíta Michael Naud: “Eles [os judeus] preferem ser prisioneiros em Jerusalém a desfrutarem da liberdade que poderiam ter em outro lugar [...] O amor dos judeus pela Terra Santa [...] é inacreditável”.[8] Um judeu que visitou a terra de Israel em 1847 escreveu o seguinte:
"Eles [o povo judeu] não têm nenhuma proteção e estão à mercê de policiais e paxás (título dos governadores de províncias do Império Otomano) que os tratam do jeito que bem entendem [...] as suas propriedades [dos judeus] não estão à disposição deles e eles não ousam reclamar de algum dano sofrido por temerem a vingança dos árabes. A vida deles é precária e todos os dias correm o risco de morrer.[9]"

Uma “Vastidão Deplorável”


       Quando Mark Twain, o famoso escritor e humorista americano, visitou aquela terra em 1869, a descrição que fez da terra, então governada pelos muçulmanos turco-otomanos, estava muito distante de uma “terra que mana leite e mel”:

"Nós atravessamos algumas milhas de um território abandonado cujo solo é bastante rico, mas que estava completamente entregue às ervas daninhas – uma vastidão deplorável e silenciosa [...] lagartos cinzentos, que se tornaram os herdeiros das ruínas, dos sepulcros e da desolação, entravam e saíam por entre as rochas ou paravam quietos para tomar sol. Onde a prosperidade reinou e sucumbiu; onde a glória resplandeceu e desvaneceu; onde a beleza habitou e foi embora; onde havia alegria e agora há tristeza; onde o esplendor da vida estava presente, onde silêncio e morte jaziam nos lugares altos, lá esse réptil faz a sua morada e zomba da vaidade humana.[10]"

Em outro capítulo, Twain escreveu o seguinte:

"Não há um único vilarejo em toda a sua extensão – nada num raio de trinta milhas em qualquer direção. Existem dois ou três agrupamentos de tendas de beduínos, mas não há sequer uma habitação permanente. Uma pessoa pode cavalgar dez milhas pelas redondezas sem conseguir ver dez seres humanos. Uma das profecias se aplica a essa região: “Assolarei a terra, e se espantarão disso os vossos inimigos que nela morarem. Espalhar-vos-ei por entre as nações e desembainharei a espada atrás de vós; a vossa terra será assolada, e as vossas cidades serão desertas” (Lv 26.32-33). Nenhum ser humano que esteja aqui nas proximidades da deserta Ain Mellahah pode dizer que a profecia não se cumpriu.[11]"

       De fato, a desobediência do povo de Israel na Antiguidade trouxe desolação. Porém, a terra nem sempre foi assim. A Bíblia descreve a terra dada a Abraão, Isaque e Jacó como “uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel” (Êx 3.8). Deus prometera a Seu povo que eles seriam abençoados na seguinte condição: “Se atentamente ouvires a voz do SENHOR, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que hoje te ordeno...” (Dt 28.1). Além disso, Deus advertiu que a desobediência deles lhes causaria o afastamento da Terra Prometida e que a própria terra ficaria desolada. Entretanto, Deus também prometeu uma restauração:“Dias virão em que Jacó lançará raízes, florescerá e brotará Israel, e encherão de fruto o mundo” (Is 27.6). A Palavra de Deus é categórica: a terra de Israel só gerará o fruto recompensador quando o povo que biblicamente lhe faz jus ao título e a quem pertence, estiver de posse dela. Do contrário, ficará sem cultivo, vazia e desolada.

       Na realidade, o povo judeu alimenta dentro de si um anseio natural e intenso pela terra de Israel e por Jerusalém, sua amada cidade. O salmista compreendeu esse desejo singular, quase inexplicável, quando escreveu: “Se eu de ti me esquecer, ó Jerusalém, que se resseque a minha mão direita” (Salmo 137.5). Por outro lado, os conquistadores muçulmanos não tinham nenhum interesse nem amor pela terra que dominavam. A senhora Peters escreveu que embora aquele território tenha se tornado propriedade islâmica, os árabes que lá viviam “não tinham vontade nem experiência no trabalho agrícola; eles não tinham nenhum interesse ‘no trabalho duro’ nem no cultivo do solo”’.[12] Hal Lindsey, em seu livro intitulado Everlasting Hatred [“Ódio Perpétuo”], fez a seguinte descrição da Terra Prometida sob o domínio dos turcos-otomanos:

"A Terra Santa sofreu mais assolações nos quatrocentos anos de domínio turco-otomano do que nos mil e quinhentos anos anteriores. Por volta do século XIX, o antigo canal e os sistemas de irrigação foram destruídos. A terra estava estéril e cheia de brejos infestados de transmissores de malária. Os morros estavam completamente devastados, sem árvores e sem mata, de modo que toda a camada superior e arável do solo, bem como os terraços, já tinham sofrido erosão, restando somente a camada pedregosa.[13]"

       As coisas estavam tão ruins que a maioria dos muçulmanos ficou feliz por vender sua terra a qualquer pessoa que pudesse pagar os pesados impostos. Em 1901 foi instituído o Jewish National Fund [i.e., Fundo Nacional Judaico]. Esse fundo começou com a coleta de dinheiro no mundo todo, a fim de comprar a terra que estava nas mãos dos usurpadores muçulmanos e torná-la acessível à população judaica nativa e a muitos imigrantes judeus que quisessem fazer da Palestina – a antiga Terra Prometida – novamente o seu lar. Golda Meir, que junto com seu marido foi uma das pioneiras a chegar àquela terra em 1921 e que, posteriormente, se tornou primeira-ministra de Israel, escreveu:

"As únicas pessoas que talvez pudessem se encarregar do serviço de drenagem da região pantanosa do Emek [o vale de Jezreel] eram os pioneiros altamente motivados do movimento Sionistas Trabalhistas, que estavam preparados para recuperar a terra a despeito da dificuldade das circunstâncias e apesar do risco para a vida humana. Além do mais, eles estavam prontos a realizar aquela obra por si mesmos, em vez de empreendê-la através da contratação de trabalhadores árabes supervisionados por administradores agrícolas judeus.[14]"
“Já estou muito cansada de ouvir alegações de que os judeus ‘roubaram’ a terra dos árabes na Palestina. A verdade dos fatos é bem diferente. Muito dinheiro de boa procedência foi dado em pagamento pela terra e a realidade é que muitos árabes ficaram riquíssimos. Naturalmente houve outras organizações [além do Jewish National Fund (JNF) – “Fundo Nacional Judaico”] e inúmeros indivíduos que também compraram extensões de terra. Entretanto, no ano de 1947, só o JNF – com o dinheiro arrecadado em milhões das famosas ‘caixas azuis’ que se enchiam – já havia comprado mais da metade de todas as propriedades rurais judaicas naquele país. Portanto, acabem ao menos com essa calúnia”. – Golda Meir, no livro My Life.

A falecida primeira-ministra de Israel, Golda Meir.
    À medida que o povo judeu continuou na prática do aliyah (termo hebraico que significa “subir”; imigração) a Israel, ficou evidente o seu amor pela terra. Eles adquiriram áreas estéreis assoladas e instalaram sistemas de irrigação; roçaram o terreno, retiraram as pedras e fizeram o plantio do solo. Além disso, drenaram vales pantanosos, brejos infestados de mosquitos, e os transformaram em terra fértil cultivada. Há 40 anos atrás, quando os israelenses começaram a se mudar para a região de Gush Katif na Faixa de Gaza, os árabes lhes disseram que a terra era amaldiçoada e que nada podia ser colhido daquele solo. Contudo, recentemente, quando os israelenses foram obrigados a deixar aquele território em virtude da política governamental de retirada da Faixa de Gaza, eles já tinham transformado Gush Katif no celeiro de cereais de Israel. Na realidade, esses judeus conseguiram fazer ali o que sempre fizeram: levar o deserto a florescer. Os turco-otomanos muçulmanos deixaram um legado de desolação. Porém, Deus prometera que a terra ficaria desolada até que Seu povo – os filhos de Abraão, Isaque e Jacó – retornassem a ela:

“Portanto, profetiza e dize: Assim diz o SENHOR Deus: Visto que vos assolaram e procuraram abocar-vos de todos os lados, para que fôsseis possessão do resto das nações e andais em lábios paroleiros e na infâmia do povo [...] Portanto, assim diz o SENHOR Deus: Certamente, no fogo do meu zelo, falei contra o resto das nações e contra todo o Edom. Eles se apropriaram da minha terra, com alegria de todo o coração e com menosprezo de alma, para despovoá-la e saqueá-la. Portanto, profetiza sobre a terra de Israel e dize aos montes e aos outeiros, às correntes e aos vales: Assim diz o SENHOR Deus: Eis que falei no meu zelo e no meu furor, porque levastes sobre vós o opróbrio das nações. Portanto, assim diz o SENHOR Deus: Levantando eu a mão, jurei que as nações que estão ao redor de vós levem o seu opróbrio sobre si mesmas. Mas vós, ó montes de Israel, vós produzireis os vossos ramos e dareis o vosso fruto para o meu povo de Israel, o qual está prestes a vir” (Ez 36.3,5-8).

     Apesar da opinião do mundo acerca de Israel ser predominantemente anti-semita, a Escritura Sagrada é muito clara: o Deus soberano do universo criou os céus e a terra (Gn 1.1). Ele também criou o povo judeu, como uma nação constituída que nunca existira anteriormente. Além disso, Ele prometeu aos judeus um bem imóvel [um território] que se localiza literalmente no centro do mundo. Israel é uma Terra Prometida a um Povo Escolhido. O relacionamento entre a terra e o povo é simbiótico, ou seja, eles podem existir como entidades distintas, mas somente juntos são capazes de cumprir plenamente tudo o que o Senhor Deus prometeu. 

"Dias virão em que Jacó lançará raízes, e florescerá e brotará Israel, 

e encherão de fruto a face do mundo". (Isaías 27:6)

(Thomas C. Simcox - Israel My Glory)

Via: Chamada

Notas:

1 - Hal Lindsey, The Everlasting Hatred: The Roots of Jihad, Murrieta, CA: Oracle House, 2002, p. 163.

2 - “Sanjak”, publicado no site http://en.wikipedia.org/wiki/Sanjak

3 - Haim Z’ew Hirschberg, “Israel, Land of: History”, publicado na Encyclopaedia Judaica, edição em CD-ROM, 1997.

4 - “Early History, Palestine History”, publicado no site www.palestinefacts.org

5 - Ibid.

6 - Joan Peters, From Time Immemorial (1984); reimpressão, Chicago: J. Kap Publishing, 1993, p. 178.

7 - Ibid.

8 - Ibid., p. 178-179.

9 - Ibid., p. 190-191.

10 - Mark Twain, Innocents Abroad, Electronic Text Center, Biblioteca da Universidade de Virginia, cap. 47, p. 489.

11 - Twain, cap. 46, p. 485.

12 - Ibid., p. 151.

13 - Lindsey, p. 167.

14 - Golda Meir, My Life, Londres: Futura Publications, 1976, p. 63.