sexta-feira, 12 de junho de 2015

Não estou ofendido...

    Quando vi as imagens da transexual "crucificada"na parada gay não me senti ofendido, como cristão. É óbvio que discordei da estratégia de marketing dos organizadores e sem dúvida percebi que o alvo era mesmo a provocação aos cristãos. Embora o episódio tenha sido justificado como sendo uma forma de expor a humilhação sofrida pelos gays, a impressão que dá é outra.

     Mas, afora isto, não me senti provocado, atingido ou ofendido. Por uma razão simples. Ali não estava acontecendo uma profanação de objetos sagrados para mim - no caso, a cruz - simplesmente por que para mim uma cruz de madeira nada tem de sagrada nela. Meu cristianismo evangélico reformado não tem templos sagrados, objetos sagrados, images sagradas, símbolos sagrados ou líderes sagrados. 

       Por isto não ficamos explodindo bombas quando zombam de Lutero, Zuinglio ou Calvino, quando tripudiam sobre a Bíblia ou quando picham as igrejas. E por isto eu não me sinto ofendido quando alguém usa uma cruz de madeira para suas manifestações anticristãs ou para outros objetivos. As coisas que considero santas estão muito além do alcance dos homens, para que estes possam profaná-las. O meu Salvador está nos céus, o meu Deus é rei do universo, minha morada é celestial, a Palavra de Deus está escrita nos céus e é eterna, o pão e o vinho nada mais são que representações materiais daquele que se assenta no trono do universo. Realmente, não há nada no meu cristianismo que esteja ao alcance de quem deseja me ofender através da profanação.


       Claro, para quem a cruz é sagrada, as imagens são sagradas, os templos são sagrados, seus líderes são sagrados... estes ficarão ofendidos. Eu os entendo. Devemos respeitar toda crença. Mas, no meu caso, uma transexual pendurada numa cruz provoca, no máximo, a confirmação do que eu já sei, que nenhum pecador consegue se livrar de Deus, ou daquilo que ele pensa que é Deus. Só me vem à mente o Salmo 2:

"Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs?
Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o SENHOR e contra o seu Ungido, dizendo: Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas.
Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles.
Na sua ira, a seu tempo, lhes há de falar e no seu furor os confundirá."

Augustus Nicodemus Lopes

Nota do Blog: Concordo plenamente com a posição do Reverendo Augustus Nicodemus, apesar de que se o movimento LGBT quer respeito, primeiramente deve respeitar os outros, suas crenças, ideologias e tradições. A parada gay já perdeu o seu foco à muito tempo, e hoje simplesmente se transformou num festival de fornicação, prostituição, uso de drogas e adoração ao deus desse século, além de um desfile onde candidatos tentam alavancar carreiras políticas. Pena que o dinheiro público, nessa decadência econômica, seja utilizada para propósitos tão baixos e sem propósitos.

Prof. Saulo Nogueira

Palestina ou Israel – Qual o Nome da Terra Santa?

     Durante os últimos séculos, o mundo, inclusive os cristãos, adotou um hábito ruim. Caímos na armadilha de uma antiga propaganda romana. Temos usado o nome “Palestina”, que foi colocado no país de Israel pelo imperador romano Adriano no ano de 135 d.c. Como essa denominação foi usada durante tanto tempo, esse nome se tornou de uso comum. Porém, ele é tão incorreto quanto seria chamarmos a Rússia de hoje de “União Soviética”, ou nos referirmos atualmente a Berlim como “Alemanha Oriental”.

O uso de “Palestina” na atual propaganda política


      Está acontecendo agora uma guerra de propaganda política com o termo “Palestina”. Em um dado momento no passado, pode-se afirmar que “Palestina” era uma designação inócua da área do Oriente Médio que é geralmente entendida como a Terra Santa. Durante as últimas décadas, entretanto, o termo “Palestina” foi adotado pelos árabes que moram em Israel para designar a área a oeste do rio Jordão. O termo é usado especificamente para evitar o uso do nome Israel, e deve ser considerado um termo anti-Israel. Em todos os mapas publicados na Jordânia, no Egito, etc., a área a oeste do Rio Jordão é denominada Palestina, sem qualquer referência a Israel. A Palestina é o termo usado agora por aqueles que querem negar a legítima existência de Israel como uma nação genuína dentre a família das nações. O termo agora adotado pela entidade política dentro de Israel que está gradativamente obtendo mais e mais porções de território através do “processo de paz” é Autoridade Palestina (AP). Embora tenha que tratar diariamente com os documentos oficiais israelenses, a AP odeia usar o termo Israel em qualquer uma de suas comunicações.

       Portanto, “Palestina” deve agora ser considerado um termo de propaganda política com implicações maciçamente anti-Israel. A imprensa mundial usa o termo para questionar a legitimidade do Israel moderno. Os cristãos também têm usado o termo Palestina há séculos para se referirem à Terra Santa. Em tempos passados, isso poderia ser desculpado (embora biblicamente questionável) por causa de seu uso comum. Todavia, à luz da atual guerra de propaganda política contra Israel, os cristãos devem reavaliar o termo “Palestina” e considerar se é um termo bíblica, teológica ou profeticamente correto. 

O uso bíblico de “Palestina”


      O termo Palestina é raramente usado no Antigo Testamento, e quando é usado, refere-se especificamente à área costeira a sudoeste de Israel ocupada pelos filisteus. É a tradução da palavra hebraica “Pilisheth”. O termo nunca é usado para se referir a toda a área de Israel. Antes que Israel se estabelecesse na terra, seria geralmente correto dizer que a área costeira a sudoeste era denominada Filístia (o Caminho dos Filisteus, ou Palestina), enquanto que as áreas centrais mais altas eram denominadas Canaã. Tanto os cananeus quanto os filisteus haviam desaparecido como povos distintos pela época do cativeiro de Judá em Babilônia (586 a.C.), e já não mais existem. No Novo Testamento, o termo Palestina não é usado nenhuma vez. O termo Israel é essencialmente usado para se referir ao povo de Israel, em vez de se referir à Terra. Contudo, em pelo menos duas passagens, Israel é usado para se referir à Terra: 
“...um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse-lhe: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel; porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino. Dispôs-se ele, tomou o menino e sua mãe e regressou para a terra de Israel” (Mt 2.20-21).
“Quando, porém, vos perseguirem numa cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel, até que venha o Filho do Homem” (Mt 10.23).
       A primeira passagem aconteceu quando José, Maria e Jesus retornaram do Egito para Israel; e a segunda refere-se à proclamação do Evangelho por toda a Terra de Israel. O anjo que falou a José, Mateus e Jesus usam o termo Israel com referência à Terra Santa, embora esse termo não fosse reconhecido pelas autoridades romanas naquela época. Fica claro, então, que a Bíblia nunca usa o termo Palestina para se referir à Terra Santa como um todo, e que os mapas bíblicos que se referem à Palestina no Antigo e no Novo Testamento são, na melhor das hipóteses, imprecisos, e, na pior das hipóteses, são uma negação consciente do nome bíblico de Israel.

A história do termo “Palestina”


       Onde se originou o termo “Palestina”? Como foi que o mundo e a Igreja adotaram o hábito de chamar a terra de Israel de “Palestina”? Um dos guias ás turnês a Israel, Zvi Rivai, um israelense cristão messiânico, que já fez consideráveis pesquisas sobre o assunto, nos informa que, antes do ano 135 d.C., os romanos usavam os termos Judéia e Galiléia para se referir à Terra de Israel. Quando Tito destruiu Jerusalém no ano 70 d.C., o governo romano cunhou uma moeda com a inscrição Iudea Capta, querendo dizer “a Judéia foi capturada”. O termo “Palestina” nunca foi usado nas designações romanas antigas. Foi apenas quando os romanos aniquilaram a segunda revolta dos judeus contra Roma, liderada por Bar Kochba, em 135 d.C., que o imperador Adriano aplicou o termo “Palestina” à Terra de Israel. Adriano, como muitos ditadores de seu tempo, percebeu o poder da propaganda política dos termos e dos símbolos. Ele substituiu os santuários do Templo Judeu e do Sepulcro de Cristo em Jerusalém por templos a deidades pagãs. Ele mudou o nome de Jerusalém para Aelia Capitolina, e mudou o nome de Israel e da Judéia para Palestina. A escolha do termo Palestina por Adriano foi proposital, não acidental. Ele tomou o nome dos antigos inimigos de Israel, os filisteus, latinizou o termo para Palestina, e aplicou-o à Terra de Israel. Ele esperava apagar o nome de Israel de todas as memórias. Desse modo, o termo “Palestina”, da forma que foi aplicado à Terra de Israel, foi inventado pelo inveterado inimigo da Bíblia e do povo judeu, o imperador Adriano. É interessante observar que os filisteus originais não eram, de forma nenhuma, do Oriente Médio. Eram povos europeus do Mar Adriático próximo à Grécia. Deve ter dado prazer a Adriano usar esse termo helenista para a terra dos judeus. De qualquer modo, o termo original “palestinos” não tem absolutamente nada a ver com os árabes.

A adoção do termo “Palestina” pelos cristãos


       Um dos primeiros usos do termo “Palestina” é encontrado nos trabalhos de Eusébio, o historiador da Igreja, que vivia em Cesaréia. Ele escreveu em torno do ano 300 d.C., uma vez que a perseguição romana aos cristãos estava terminando e o imperador Constantino começava a aceitar o cristianismo como legal. Eusébio não aceitou a designação Aelia Capitolina que Adriano deu a Jerusalém, mas usou o termo “Palestina”. O próprio Eusébio considerava ser um dos bispos da Palestina. Assim, o nome anti-Israel e anticristão de “Palestina” foi assimilado ao vocabulário da Igreja à medida que o Império Bizantino ia sendo estabelecido. Desde aquela época, a Igreja tem usado amplamente o termo “Palestina” na literatura e nos mapas para se referir à Terra de Israel. Não obstante, deve-se observar que as Cruzadas chamavam sua terra de Reino de Jerusalém. Entretanto, quando os britânicos receberam o mandato, depois da Primeira Guerra Mundial, eles chamavam os dois lados do rio Jordão de Palestina. Esse se tornou um termo geopolítico aceito por várias décadas, e aqueles que viviam naquela terra eram chamados de palestinos, sendo eles judeus, árabes ou europeus. Até mesmo cristãos evangélicos que crêem no futuro de Israel têm usado o termo “Palestina”. No final de muitas bíblias há mapas intitulados “A Palestina no Tempo de Jesus”. Nunca houve uma Palestina na época de Jesus. Esta é uma grave identificação incorreta. Seria algo como olhar um moderno mapa do estado do Texas com o título “O México no Século XX”. Parece que os cristãos que creem na Bíblia, seja consciente ou inadvertidamente, têm seguido o mundo, os pagãos e os que odeiam Israel ao chamarem Israel pelo nome anti-Israel de “Palestina”. Esse nome é encontrado em muitos mapas bíblicos, em comentários bíblicos e em livros-texto.

A designação adequada da terra


       O uso do termo “Palestina” foi inadequado biblicamente e errado em toda a era da Igreja. Contudo, é mais do que apenas errado, é devastador quando, em nossos dias, o termo “Palestina” é a pedra de esquina da guerra da propaganda política contra Israel e contra o povo judeu. Será que queremos usar termos inventados por aqueles que odeiam a Cristo, a Bíblia e Israel? Será que queremos utilizar termos usados pelos inimigos de Israel que desejam realizar nada menos do que a destruição do povo judeu? Acho que não!

       Os cristãos deveriam usar a terminologia da Bíblia sempre que possível. Por que não voltamos aos termos usados no Novo Testamento? Os escritores dos Evangelhos usaram o termo “Israel” para se referirem à Terra Santa. Por que deveríamos usar qualquer outro termo quando nos referimos à Terra Santa, especialmente agora que os judeus estão de volta a ela e se restabeleceram como a nação de Israel dentre a família das nações?

       À medida que nos aproximamos da Segunda Vinda de Cristo, devemos entender que a fúria de Satanás contra a Igreja e contra Israel irá crescer exponencialmente. Satanás odeia o Evangelho do Messias crucificado e ressurreto, e odeia a realidade da restauração de Israel como nação que finalmente receberá Jesus como Messias em Seu retorno, e a nação que será o quartel-general terreno de Cristo. O único termo que devemos usar para a Terra Santa é Israel, ou suas subdivisões: Judéia, Samaria e Galiléia. Deveríamos empreender todos os esforços para remover o termo “Palestina” de nossos mapas bíblicos e de nossos livros-texto, e usar apenas termos bíblicos com referência à Terra Santa de Israel.

Prof. Saulo Nogueira

Artigo escrito por:
(Thomas S. McCall, Th.D. - Pre-Trib Research Center -http://www.beth-shalom.com.br)

terça-feira, 9 de junho de 2015

O design inteligente e o "polegar" do panda

     Alguns darwinistas alegam que estruturas complexas em seres vivos são inúteis e não funcionais, e assim esses seres não devem ter sido projetados, mas sim evoluídos. Stephen Gould (in memoriam), paleontólogo da Universidade de Harvard, escreveu sobre um desses supostos exemplos de “bad design”: o pseudo-polegar do panda. Ao contrário do que ocorre com a mão humana, a do panda não tem um polegar opositor. Ele tem cinco dedos, nenhum dos quais é oponível ao outro. Além disso, o panda possui uma ampliação óssea original em seu pulso chamada de “sesamoide radial”. Ele às vezes usa esse osso como dedo a fim prender o bambu (sua dieta principal) em um movimento de pinça, e por isso os biólogos chamam de “polegar” do panda. Gould afirmou que esse osso na mão do panda é “ineficiente”, deixa o panda “desajeitado” para comer, e “não ganharia nenhum prêmio de engenharia em Derby (cidade inglesa conhecida no ramo da engenharia)”.

       O paleontólogo estava tão convencido da importância de sua tese que, em 1980, ele publicou um livro sobre o assunto chamado The Panda’s Thumb.[1] Dois anos antes ele já havia escrito um artigo a respeito do mesmo tema.[2] No entanto, a tese de “bad design” de Gould estava errada. O erro dele estava em comparar a mão do panda com a de um ser humano, assumindo que o polegar do panda teria a mesma função. Por outro lado, Paul Nelson, um filósofo e teórico do design inteligente, fez o seguinte comentário: “Embora o polegar do panda não seja o ideal para muitas tarefas (tais como digitação), parece adequado para o que parece ser sua função habitual, descascar bambu.”[3]

      Um estudo científico corroborou a análise de Paul Nelson ao analisar o polegar do panda-gigante (Ailuropoda melanoleuca) por meio de tomografia computadorizada, ressonância magnética (MRI) e técnicas relacionadas. Ao contrário do que os darwinistas já expressaram sobre o “bad design”, estudos mostram que o osso sesamoide radial (o “polegar”) é um dos sistemas de manipulação mais extraordinários entre os mamíferos.[4-6] As funções do osso sesamoide radiais como manipulador ativo permitem ao panda agarrar hastes de bambu entre o osso e a palma adversária. Uma análise computadorizada das imagens tridimensionais indica que o sesamoide radial não se move independentemente dos seus ossos articulados, mas age como parte de uma unidade funcional de manipulação. O osso sesamoide radial e o osso acessório do carpo formam um aparelho eficaz que permite que o panda manipule objetos com grande destreza.

       Os darwinistas dizem que o design do polegar do panda é ruim em comparação com o polegar opositor do primata. No entanto, o polegar opositor não é projetado para agarrar continuamente. Esse tipo de uso pode resultar na síndrome do túnel do carpo (basta perguntar a qualquer técnico de laboratório que tenha pipetado por muitos anos). Sendo um herbívoro, o panda-gigante gasta quase todas as suas horas de vigília comendo. Ele coleta as folhas de bambu, segurando e descascando as folhas dos caules. Diante disso, ao contrário do que dizem os darwinistas, a presença de um polegar opositor (como o de humanos), sim, seria um projeto ruim para o panda, uma vez que não poderia funcionar sob o estresse do uso contínuo. A mão do panda, com o seu “falso polegar” ligado aos metacarpos, é um projeto muito mais forte capaz de suportar o uso contínuo. Os autores concluíram seu estudo com a seguinte declaração: “Nós mostramos que a mão do panda-gigante tem um mecanismo de garras muito mais refinado do que tem sido sugerido em modelos morfológicos anteriores.”[7]

     Outro estudo mostrou que o panda-gigante e o panda vermelho não foram relacionados, apesar de ambas as espécies possuírem o falso polegar. Além disso, um parente do panda-vermelho do período Mioceno (de supostos 23 milhões a 5,3 milhões de anos atrás), também teve um falso polegar (evidência fóssil).[8] Portanto, o evolucionista deve agora postular que esse “bad design” evoluiu mais de uma vez! Uma vez que o polegar ósseo do panda não é um projeto afuncional, muito pelo contrário, facilita o movimento e evita rompimento dos tendões, isso mostra que são falsas as reivindicações feitas pelos darwinistas ao longo dos últimos 150 anos de “órgãos vestigiais” e “bad design”; eles não compreendem e, por isso, não podem explicar as origens de qualquer estrutura biológica complexa na natureza.


(Everton F. Alves é enfermeiro e mestre em ciência da Saúde pela UEM)

Referências:
[1] Gould SJ. The Panda’s Thumb. New York: W.W. Norton, 1980.
[2] Gould SJ. “The panda’s peculiar thumb.” Natural History 1978; 87(9):20-30.
[3] Nelson P. “Jettison the Arguments, or the Rule? The Place of Darwinian Theological Themata in Evolutionary Reasoning.” Access Research Network, 1988. Disponível em: http://www.arn.org/docs/nelson/pn_jettison.htm
[4] Endo H, Hayashi Y, Yamagiwa D, Kurohmaru M, Koie H, Yamaya Y, Kimura J. “CT examination of the manipulation system in the giant panda (Ailuropoda melanoleuca).” J Anat. 1999; 195 (Pt 2):295-300.
[5] Endo H, Sasaki M, Hayashi Y, Koie H, Yamaya Y, Kimura J.” Carpal bone movements in gripping action of the giant panda (Ailuropoda melanoleuca).” J Anat. 2001; 198(Pt 2):243-6.
[6] Endo H, Hama N, Niizawa N, Kimura J, Itou T, Koie H, Sakai T. “Three-dimensional analysis of the manipulation system in the lesser panda.” Mammal Study 2007; 32(2):99-103.
[7] Endo H, Yamagiwa D, Hayashi Y, Koie H, Yamaya Y, Kimura J. “Role of the giant panda’s ‘pseudo-thumb’.” Nature. 1999; 397(6717):309-310.
[8] Salesa MJ, Antón M, Peigné S, Morales J. “Evidence of a false thumb in a fossil carnivore clarifies the evolution of pandas.” Proc Natl Acad Sci USA. 2006; 103(2):379-82.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Os dias estão se "abreviando" conforme profetizado biblicamente?

      Certo dia, conversando com uma pessoa sobre assuntos cotidianos e como o ano "está passando rapidamente", a mesma, na sua simplicidade, disse que os dias estão passando mais rapidamente e, que na Bíblia existe uma passagem que diz que nos últimos tempos os dias seriam abreviados. Por conhecer o versículo e o contexto em que ele está inserido, rapidamente expliquei aquela irmã, que o versículo em questão não se referia as horas do dia, ou os meses do ano, mas que se referem há um tempo específico.

          Na realidade não era a primeira vez que eu ouvia alguém dizer isso. Até em pregações já ouvi alguns irmãos dizendo que os dias estão se abreviando e cumprindo-se o profetizado pela Bíblia Sagrada. Resolvi então, fazer um artigo tratando sobre a interpretação dessa passagem bíblica e o que de fato ela quer nos ensinar. Vamos ao texto:

"E se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias." (Mateus 24:22)

Quais "dias" que seriam abreviados a qual o texto se refere? Voltando simplesmente alguns versículos atrás, podemos verificar a qual período de tempo específico a passagem em questão faz alusão:

"porque haverá então uma tribulação tão grande, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá." (Mateus 24:21)

        Enquanto Jesus estava sentado no monte das Oliveiras, que permite visualizar a área do Templo, os discípulos lhe fizeram uma pergunta tríplice: "Dize-nos quando serão essas coisas, (a destruição do Templo) e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?"(vs. 3). A resposta de Jesus envolve as questões que se referiam à queda de Jerusalém e consequentemente do Templo, mas também às questões concernentes à Sua Volta e ao fim. Mas é difícil separar as respostas para essas perguntas. Definitivamente, elas não parecem ser respondidas em seqüência, contudo parece que Jesus começa respondendo a segunda pergunta.

      Grande parte do capítulo 24 de Mateus se refere à profecias que ainda irão se cumprir. Porém, algumas passagens tiveram seu cumprimento durante o cerco de Jerusalém, no ano 70 pelo General Tito que, de certa forma foi um "prelúdio" da tribulação que viria sobre todos os moradores da terra. Devemos entender que também houve uma "Tribulação" sobre os Judeus, conforme profetizado por Jesus quando alertou os seus discípulos sobre a "abominação da desolação"(vs. 15). 

      O Comentário Bíblico de Beacon nos traz a seguinte nota:

     "“O termo Thlipsis é usado aqui quase no seu sentido literal para a opressão diária do cerco. Sempre se objetou que as palavras desse versículo são fortes demais, e por isso não poderiam ser aplicadas ao ano 70 d.C. Mas Josefo escreve: “Penso que os infortúnios de todos os homens, desde o princípio do mundo, se comparados ao infortúnio dos judeus, não são tão importantes”. Carr assim resume a situação:

     "Não há palavras que possam descrever os incomparáveis horrores desse cerco. Era a época da Páscoa, e os judeus de todas as partes estavam comprimidos dentro das muralhas. Três facções, inimigas entre si, estavam cravadas em Sião e no monte do Templo (...) o pátio do Templo estava inundado com o sangue da discórdia civil, que literalmente se misturava com o sangue dos sacrifícios."

    Josefo afirma que mais de um milhão de judeus morreram nessa catástrofe, e que aproximadamente cem mil foram vendidos como escravos. Parece que a melhor maneira de interpretar o versículo 21 é permitir a aplicação dupla - à queda de Jerusalém em 70 d.C., e também à “grande tribulação” do final desta era.[1](grifo meu)

      Em relação á abreviação daqueles dias, o comentarista continua:

  "Abreviar aqueles dias (versículo 22) se refere ao cerco final de Jerusalém, que surpreendentemente durou menos de cinco meses (de abril a setembro de 70 d.C.). Isto aconteceu por causa dos escolhidos - para que os judeus cristãos da Judeia não fossem, em sua totalidade, eliminados em uma guerra que visava o extermínio dos judeus. A frase por causa dos escolhidos também poderia significar “por causa das orações dos cristãos em Pella, orações pelos judeus que eles tinham deixado para trás”.[2]

         Lembrando-se das profecias de Jesus sobre a queda do Templo de Jerusalém, alguns cristãos vendo que o cerco romano era iminente, fugiram para Pella, cidade localizada do outro lado do Jordão. De alguma forma, durante a "Grande Tribulação" que virá sobre todo o mundo, podemos entender que aqueles dias também serão abreviados. 

      Alguém poderia dizer que grandes mudanças, como grandes terremotos poderiam mudar a rotação da Terra, fazendo com que ela girasse mais rapidamente. De fato, existem algumas mudanças fortes o suficiente para alterar a rotação da Terra. Por exemplo, o terremoto de 8,9 graus na escala Richter que assolou o Japão em 2011 foi tão forte que acelerou a rotação da Terra e encurtou os dias em 1,6 microssegundo, segundo a Nasa. Algo parecido ocorreu por causa do terremoto no Chile, um ano antes. Já o abalo de Sumatra, em 2004, causou uma aceleração de 6,8 microssegundos, segundo cientistas.[3] Porém essas mudanças são tão sutis que são imperceptíveis á nós.
    
Conclusão

      Os dias que foram abreviados se referiam aos dias do cerco Romano contra Jerusalém, caso contrário ninguém suportaria tamanha Tribulação. Algo parecido também ocorrerá na grande tribulação mundial, onde aqueles dias serão abreviados, para que os redimidos não sejam completamente destruídos. Tanto Daniel 7.25, quanto Ap.12.14 sugerem que o comprimento real do tempo durante o qual a Besta terá permissão de aterrorizar o mundo está fixado em três anos e meio.  Em relação a impressão que temos que o tempo está "passando mais rapidamente", é simplesmente uma questão de percepção. Devido à nossa rotina, com correria e excesso de trabalho, não encontramos tempo suficiente para realizar todas as atividades que nos propomos à fazer. A modernidade e a velocidade em que as informações chegam até nós, aliados á prazos curtos de entregas de planilhas, memorandos ou trabalhos de faculdade, nos faz ter a percepção de que o tempo de fato está passando mais rapidamente. Mas é só ficar um dia sem fazer nada, olhando para o relógio que iremos ter a percepção que de as horas custaram a passar!

Paz do Senhor Jesus à todos

Prof. Saulo Nogueira


Notas: 

[1]Comentário Bíblico Beacon, pg. 165-166
[2]Ibid.
[3]Uol Notícias Ciência

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Igreja protestante da França decide abençoar casamentos homossexuais

       A principal igreja protestante da França dá um grande passo na direção dos casais de pessoas do mesmo sexo. Os pastores, se quiserem, poderão abençoar os casais de gays e lésbicas que tiverem se casado no civil em uma cerimônia na igreja.
      A decisão foi aprovada neste domingo (17) pela ampla maioria dos participantes de um sínodo protestante. A bênção aos casais homossexuais recebeu 94 votos a favor e apenas três contra, no mesmo dia em que associações programaram manifestações para marcar o Dia Internacional de Combate à Homofobia.
      O pastor Laurent Schlumberger, que participou do sínodo ocorrido em Sète (sul), ficou impressionado com o clima que ele descreveu como "excelente" durante a votação. Segundo o reverendo, a sessão foi marcada pela "confiança e fraternidade" entre os participantes. Schlumberger é presidente do conselho nacional da Igreja Protestante Unida (Epuf), a mais antiga corrente do protestantismo instalada no território francês. A instituição reúne 250 mil fiéis e 500 pastores em todo o país.
    O reverendo Marc Pernot, pastor do Oratório do Louvre, uma das principais paróquias protestantes de Paris, disse em entrevista à RFI ter ficado "um pouco surpreso" com o resultado favorável e "contente com o consenso sobre a questão". Até agora, o reverendo Pernot só podia abençoar os casais de pessoas do mesmo sexo em um local privado. Ele explicou que o fato de ser autorizado a abençoar as uniões homossexuais em público, nas instalações da igreja, é uma conquista importante para muitos fiéis.
    A iniciativa de acolher os casais homossexuais com uma bênção formal às uniões já regularizadas no registro civil será uma decisão facultativa de cada pastor. O benefício é concedido dois anos depois da regulamentação do casamento gay na França, promulgado em maio de 2013.

Precedente

     Até agora, só a Missão Popular Evangélica francesa autorizava seus pastores a acolher homossexuais em suas celebrações. Essa igreja é, no entanto, menos representativa do que a Igreja Protestante Unida, uma corrente histórica no protestantismo francês.
     Segundo o especialista e historiador de religiões Odon Vallet, a decisão da Epuf revela uma evolução do "Movimento Casamento para Todos", que militou pela legalização do casamento gay. Em outros países, onde a presença dos protestantes é mais numerosa, como nos Estados Unidos, no Canadá e em países escandinavos, a bênção a casais do mesmo sexo é mais frequente. 
   "Para o protestantismo, ao contrário do catolicismo, o casamento não é um sacramento", explica Vallet. "É um fato social, importante, mas não um ato de veneração", diz o historiador. Ele considera que a aceitação do casamento entre pessoas do mesmo sexo é algo "inimaginável" na Igreja Católica, mas nota que alguns padres contrariam a proibição.
Nota do Blog: É muito triste ver notícias como essas, onde igrejas históricas, (veja também) envolvidas com o Liberalismo Teológico, fazem concessões ao "politicamente correto", negligenciando o ensino das Escrituras. Casamento é uma instituição Divina, com o intuito do homem e da mulher viverem a plenitude de um relacionamento hétero afetivo, procriarem e se satisfazerem sexualmente. Quando esses "pastores", levantarem suas mãos para abençoar essas uniões, farão um ato vazio e sem validação divina, pois o Senhor jamais entrará em contradição com a Sua Palavra. 
Paz do Senhor à todos
Prof. Saulo Nogueira

terça-feira, 12 de maio de 2015

Novo terremoto no Nepal provoca pânico e deixa mortos

     Um forte terremoto de magnitude 7,3 atingiu o Nepal nesta terça-feira (12), matando ao menos 37 pessoas e ferindo 1.066, segundo a agência de notícias Reuters. Prédios e estruturas que estavam danificadas pelo terremoto de 25 de abril - que matou 8 mil pessoas no país - colapsaram.

      Segundo a rede CNN, 29 pessoas morreram no tremor - que teve epicentro 68 km a oeste da cidade de Namche Bazaar, perto do Monte Everest e da fronteira com o Tibet, segundo o Serviço Geológico dos EUA. O terremoto pôde ser sentido no norte da Índia e em Bangladesh. A agência de notícias France Press fala em 24 mortos.

         Nas cidades indianas fronteiriças com o Nepal morreram cinco pessoas -uma em Uttar Pradesh e quatro em Bihar, de acordo com autoridades, e a mídia chinesa relatou uma pessoa morta no Tibet após deslizamento de rochas sobre um carro. Prédios tremeram em Nova Délhi, fazendo com que funcionários de escritórios corressem para as ruas. Moradores da cidade indiana de Siliguri, perto da fronteira como Nepal, disseram que pedaços de concreto caíram de um ou dois prédios.

    A OIM, um grupo intergovernamental, mobilizou equipe para Chautara após o devastador terremoto de 25 de abril. Chautara é capital do distrito de Sindhupalchowk, que sofreu o mais pesado número de mortos no terremoto de magnitude 7,8 do mês passado. O país ainda não se recuperou do potente sismo de abril. O forte tremor matou mais de 8 mil pessoas, deixou mais de 17.800 feridos e destruiu milhares de imóveis e monumentos. A destruição foi tamanha que o Nepal ainda continua contando mortos e buscando por desaparecidos.

     O terremoto desta terça sacudiu o acampamento base para o Everest. Foi registrado a 68 km a oeste da cidade de Namche Bazar, perto do Monte Everest. Ondas de choque foram sentidas em todo o norte da Índia e em Bangladesh.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

O apêndice não tem nada de “órgão vestigial”

       Há muito tempo o apêndice tem sido considerado pelos naturalistas darwinianos como um “órgão vestigial”, isto é, vestígios evolutivos de um passado terrestre com ancestralidade comum entre as espécies. Charles Darwin foi o primeiro a sugerir que o apêndice teria surgido durante a transição da dieta de folhas para uma alimentação baseada no consumo de frutos.[1] Para ele, os supostos ancestrais primatas dos humanos necessitavam de um ceco de grandes dimensões para a digestão das folhas fibrosas, que se tornou desnecessário quando passaram a se alimentar, sobretudo, de frutas. Essa mudança no hábito alimentar teria provocado a atrofia do ceco, e o apêndice corresponderia a uma das suas pregas. Segundo sua (i)lógica reducionista, devido ao fato de o alimento não passar mais pelo apêndice ao longo do percurso intestinal, isso sugere que ele não possui função alguma. É fato que ele não possui a função digestiva. No entanto, o intestino é muito mais do que apenas um órgão digestivo. Um exame microscópico do apêndice mostra que ele contém uma quantidade significativa de tecido linfoide.[2] Agregados semelhantes de tecido linfoide (conhecido como tecidos linfoides associados ao intestino, GALT) ocorrem em outras áreas do sistema gastrointestinal. Os GALT estão envolvidos na capacidade do corpo de reconhecer antígenos estranhos no material ingerido. 

        A medicina tem lucrado muito com o conceito evolucionista de que o apêndice não tem função, causa inflamação e leva pessoas à morte. Assim, o apêndice é frequentemente retirado por meio de cirurgias. No entanto, pesquisas demonstram por meio de experimentos em coelhos que a apendicectomia (retirada do apêndice) em filhotes recém-nascidos prejudica o desenvolvimento da imunidade da mucosa.[3] Estudos morfológicos e funcionais do apêndice de coelhos indicam que ele é provavelmente o equivalente à bursa das aves em mamíferos.[4, 6] A bursa (órgão linfoide onde são formados os linfócitos B) tem um papel crucial no desenvolvimento da imunidade humoral em aves. A semelhança histológica e imuno-histoquímica do apêndice humano e do coelho sugere que o apêndice humano tem uma função similar à do apêndice do coelho. Para indivíduos adultos a retirada do apêndice pode não causar tantos prejuízos, porém ele é essencial nas primeiras fases da vida.

          Sabe-se hoje que o apêndice humano é importante no início da vida porque ele atinge o seu maior desenvolvimento logo após o nascimento e, em seguida, regride com a idade, assemelhando-se, eventualmente, a outras regiões de GALT como placas de Peyer no intestino delgado. De acordo com o Dr. Moore, o apêndice em lactentes e crianças tem a aparência de um órgão linfoide bem desenvolvido e possui importantes funções imunológicas.[7] Pesquisa recente revelou que o apêndice humano pode proteger contra a infecção recorrente por Clostridium difficile.[8] Os resultados indicaram que indivíduos sem apêndice foram quatro vezes mais propensos a ter uma infecção recorrente por Clostridium difficile (um patógeno comum em hospitais). Enquanto a infecção recorrente nos indivíduos com o apêndice intacto foi de apenas 11%, em indivíduos sem o apêndice a recorrência atingiu 48% dos casos.

       Outro estudo sugere que o apêndice vermiforme funciona como uma casa segura para a sobrevivência de bactérias intestinais comensais (bactérias boas), facilita o crescimento da flora bacteriana normal (cultiva as bactérias boas), e permite a recolonização do cólon após diarreias ou uso de antibióticos que matam as bactérias benéficas.[9] A forma do apêndice é perfeita para armazenar essas bactérias benéficas. Ele possui um fundo cego e uma abertura estreita, impedindo assim o influxo dos conteúdos intestinais. As bactérias benéficas estão presentes no intestino e vivem em harmonia com o hospedeiro, ajudando a digerir a celulose, sintetizando compostos nutricionais como a vitamina K e componentes vitamínicos do complexo B. Também ajudam a matar bactérias que podem agredir o intestino humano. 

       Um estudo de anatomia comparativa sugeriu que o apêndice evoluiu minimamente 32 vezes, mas foi perdido menos que sete vezes.[10] O autor concluiu a partir de seus resultados, e juntamente com outras evidências médicas e imunológicas, que as hipóteses de Darwin já estão refutadas. Ademais, o autor sugeriu que o apêndice é adaptável, mas não evoluiu como uma resposta a qualquer fator social ou dieta particular avaliada no estudo. Como pode ser observado, não é pelo fato de a ciência não saber a função de um órgão que isso significa que esse não tenha alguma função. Somente agora a ciência sabe que o apêndice humano não é um órgão vestigial, como tem sido argumentado durante tantas décadas a favor do evolucionismo. Ainda assim, diante de tantas evidências, há os que se mantêm céticos devido ao filtro naturalista e ao dogmatismo darwiniano.

(Everton F. Alves, mestre em Ciências da Saúde)


Referências:
[1] Barras C. Appendix Evolved More Than 30 Times. Science magazine. [Fev. 2013]. Disponível em:http://news.sciencemag.org/plants-animals/2013/02/appendix-evolved-more-30-times
[2] Spencer J, Finn T, Isaacson PG. Gut associated lymphoid tissue: a morphological and immunocytochemical study of the human appendix. Gut. 1985; 26(7):672-679.
[3] Dasso, J. F. and M. D. Howell. Neonatal appendectomy impairs mucosal immunity in rabbits. Cellular Immunology 1997; 182:29-37.
[4] Weinstein PD, Mage RG, Anderson AO. The appendix functions as a mammalian bursal equivalent in the developing rabbit.Advances in Experimental Medicine & Biology 1994; 355:249-253.
[5] Dasso JF., H. Obiakor, H. Bach, A.O. Anderson and R.G. Mage. A morphological and immunohistological study of the human and rabbit appendix for comparison with the avian bursa. Developmental & Comparative Immunology 2000; 24:797-814.
[6] Fisher RE. The primate appendix: a reassessment. The Anatomical Record 2000; 261: 228-236.
[7] Moore KL. Clinically Oriented Anatomy. Baltimore: Williams & Wilkins, 1992.
[8] Im GY, Modayil RJ, Lin CT, Geier SJ, Katz DS, Feuerman M, Grendell JH. The Appendix May Protect Against Clostridium difficileRecurrence. Clin Gastroenterol Hepatol. 2011; 9(12):1072-7.
[9] Bollinger RR, Barbas AS, Bush EL, Lin SS, Parker W. Biofilms in the large bowel suggest an apparent function of the human vermiform appendix. J Theor Biol. 2007; 249(4):826-31.
[10] Smith HF, Parker W, Kotzé SH, Laurin M. Multiple independent appearances of the cecal appendix in mammalian evolution and an investigation of related ecological and anatomical factors. Comptes Rendus Palevol 2013; 12(6):339-354.