sexta-feira, 20 de março de 2015

Levy fidelis, Babilônia, Dolce & Gabanna e a intolerância gay

Casos emblemáticos na discussão acerca do casamento gay e da liberdade de expressão aconteceram durante essa semana:

        Levy Fidélix, candidato à Presidência da República no ano passado, foi condenado a pagar uma multa de um milhão de reais por afirmar, em rede nacional durante debate político, que "aparelho excretor não gera filhos". A justiça não aceitou a defesa baseada na liberdade de expressão e de crença apresentada por seus advogados. Na mesma segunda, estreou pela Rede Globo de Televisão a novela Babilônia, que em seu primeiro capítulo levou ao ar uma cena onde as atrizes Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg protagonizam um beijo lésbico. O deputado do PSOL, Jean Wyllys, em sua conta no twitter, não poupou adjetivos em sua comemoração: “O choro é livre, reacionários e fundamentalistas e fascistas e homofóbicos. Eu vivi para ver! Parabéns, #Babilônia”.

       Enquanto isso no exterior, os estilista Domenico Dolce e Stefano Gabanna, ambos homossexuais, emitiram uma opinião favorável à família tradicional. “Nós não inventamos a família. (…) E não é questão de religião ou estado social, não tem jeito: você nasce e tem um pai e uma mãe – ou ao menos deveria ser assim", afirmou Dolce. “Eu sou contra a ideia de uma criança que cresce com dois pais gays. A criança precisa de uma mãe e um pai", declarou Stefano Gabanna, e acrescentou: “Sou gay, não posso ter um filho. Creio que não se possa ter tudo na vida. Também é bom privar-se de algo. A vida tem o seu curso natural, há coisas que não devem ser alteradas. E uma delas é a família”.

       A opinião de Dolce e Gabanna despertou a ira de celebridades como Rick Martin e Elton John. Elton se manifestou através de sua conta no instagram: "O pensamento arcaico de vocês está fora de sintonia com os tempos, assim como sua grife. Eu nunca mais vou vestir Dolce & Gabbana de novo".

       Embora os ativistas gays sejam velozes em acusar os religiosos e conservadores de intolerância, são eles que estão se especializando em estigmatizar e promover a exclusão de todos os que ousam pensar de maneira diferente. Na defesa de sua ideologia, alguns acabam fazendo comentários ridículos e fora de lugar, como o cantor Elton John que ameaçou deixa de usar as roupas da grife Dolce & Gabanna pelo fato dos estilistas sustentarem uma posição diferente da dele quanto à adoção de filhos por casais homossexuais. Em sua intolerância, o cantor parece ignorar o fato de que milhares de cristãos católicos e protestantes compram seus discos, apesar de discordarem de algumas de suas opiniões e do seu estilo de vida.

       Não resta dúvida que a nossa sociedade está cada vez mais comprometida com a ideologia gayzista. Aqueles que pensam de forma diferente devem prepara-se para ser cada vez mais hostilizados. Porém, nós como cristãos não podemos nos omitir de nossa responsabilidade. Precisamos persistir em fazer nossa leitura da sociedade com lentes cristãs, não deixando-se dominar pelo espírito deste mundo e pelo pensamento "politicamente correto". Os ideais do cristianismo nunca foram populares, já que muitos dos seus pressupostos são simplesmente contraculturais. 

       O fato de gays estarem fazendo apologia à família tradicional, enquanto religiosos fazem concessões a causa gay, ordenando ministros homossexuais e realizando cerimonias de casamento entre pessoas do mesmo sexo (como no caso da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, noticiado neste site) nos mostra o quanto os crentes estão se distanciando da verdade em nome do pensamento "politicamente correto", que pode parecer correto aos olhos torcidos de uma humanidade caída, mas está totalmente distanciado do pensamento de Deus.