segunda-feira, 18 de abril de 2016

Matusalém e a paciência de Deus

Por Nathan Busenitz

          Uma pequena reflexão sobre o homem que mais viveu:

     Qualquer pessoa que já participou de qualquer tipo de jogo de perguntas e repostas sobre a Bíblia sabe que Matusalém viveu mais do que qualquer outro ser humano. Ele morreu na avançada idade de 969 anos. Mas você já se perguntou o porquê?

      Deixando de lado os fatores ambientais do mundo pré-Dilúvio (onde a vida durava muito mais do que dura hoje), estou convencido de que a resposta tem mais a ver com o caráter de Deus do que com a constituição física ou a cuidado com a própria saúde de Matusalém. Quando Matusalém nasceu, o texto de Gênesis indica que seu pai Enoque começou a andar com o Deus (Gênesis 5.21-22). Muitos comentaristas acreditam que foi durante a época do nascimento de Matusalém que Deus revelou a Enoque a realidade do Dilúvio vindouro – o motivo pelo qual Enoque gastou os próximos três séculos alertando o mundo ao seu redor sobre a retribuição divina que viria (Judas 14-15).

      O nome de Matusalém pode ser traduzido como “homem da lança” ou “homem do lançamento”. É provável, especialmente no contexto de Gênesis 5-6, que seu nome faça referência à realidade do julgamento vindouro de Deus – um Dilúvio global que seria lançado com força e destruição repentinas. A grande implicação é que a ira divina não cairia até que Matusalém morresse (alguns acadêmicos até mesmo afirmam que o significado do seu nome é “sua morte trará”). Matusalém viveu 969 anos. Se você somar o tempo entre o nascimento de Matusalém e a entrada de Noé na arca (187 + 182 + 600), também dá 969 anos. Isso significa que, no mesmo ano que Matusalém morreu, o Dilúvio foi lançado como uma lança sobre a terra.

       Então por que Deus permitiu que Matusalém vivesse por tantos anos – mais do que qualquer outro na história da humanidade?

       Eu creio que isso é uma ilustração de Sua grande paciência. O fato de que Matusalém viveu quase 1.000 anos demonstra a natureza longânima de Deus. Desde quando Deus revelou a realidade do julgamento a Enoque, se passou quase um milênio até que as gotas da ira começassem a cair nos dias de Noé. A longa vida de Matusalém se encaixa na descrição de Pedro da paciência de Deus em 2 Pedro 3. Após falar sobre o Dilúvio (v. 5-6), o apóstolo escreve nos versos 8-9:
"Há, todavia, uma coisa, amados, que não deveis esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia. Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento."
      Por isso, na próxima vez que alguém perguntar “qual é o nome do homem mais velho da Bíblia?”, não responda simplesmente “Matusalém”, como se sua idade fosse apenas uma curiosidade. Ao invés disso, considere o fato de que 969 anos é um tempo muito grande – não só para um homem viver, mas para um Deus santo ser paciente com um planeta rebelde.

***
Traduzido por Filipe Schulz  no Reforma21

segunda-feira, 4 de abril de 2016

O apóstolo Paulo vendia lenços consagrados para curar os enfermos?

      Um pseudoapóstolo tupiniquim disse em resposta á uma pastora, que tem base bíblica para vender indulgências modernas, como os famigerados "lencinhos ungidos". Mas antes de prosseguir, sugiro que para entender a história, leia esse artigo. 

       Bom, agora que voltamos e, você está de boca aberta com tanta bobagem, perguntamos: existe base bíblica para defender a venda de "lencinhos ungidos"? O texto base usado pelos pregadores da prosperidade é Atos 19, onde se diz:

"E Deus pelas mãos de Paulo fazia milagres extraordinários, de sorte que lenços e aventais eram levados do seu corpo aos enfermos, e as doenças os deixavam e saíam deles os espíritos malignos." (Atos 19:11,12)

     Esse texto pode ser usado para defender essa prática, muito comum nessas denominações? Vamos fazer uma análise sistemática desse versículo, desmascarando que ao contrário do que eles pregam, jamais foi a intenção, nem de Paulo, nem de nenhum outro apóstolo dar brecha para que essa abominação atualmente fosse feita.

Pano de Fundo

      Paulo, após sua miraculosa conversão e chamado, se tornou um pregador itinerante. Porém, exercia trabalhos manuais, como a fabricação de tendas para se sustentar e não ser pesado à nenhuma igreja (At. 18.3). Paulo era um apóstolo e trabalhador incansável, que, quando não estava exercendo seu ofício, estava pregando o evangelho. Durante o período em que passou em Éfeso, um pouco mais de dois anos, Paulo exerceu grande influência e obteve significativo êxito, que foram relatados por Lucas:


“Todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus, tanto judeus como gregos” (19.10); “assim, a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia” (19.20).

      "Em Éfeso, ele desempenhou o ministério na sinagoga durante cerca de três meses, e depois passou a pregar no edifício de Tirano durante dois anos. Era uma característica de Paulo levantar cedo e executar a tarefa do dia com as suas mãos — provavelmente junto com Aqüila em sua profissão de fazer tendas para sustentar a si mesmo e aos seus colegas (At. 20.34) — e depois pregar e ensinar durante cinco horas enquanto dispunha do uso do edifício. Evidentemente, ele passava as noites ministrando aos convertidos, pois lembrou aos anciãos de Efeso: "... durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar, com lágrimas, a cada um de vós” (At. 20.31). Paulo foi um dos mais consagrados e abnegados pregadores de todos os tempos. Uma vez, ele disse: “eu tenho trabalhado mais do que eles” (2 Co 11.23, Phillips). Sua vida e sua obra são um desafio a todo ministro da atualidade que foi chamado por Deus."[1]

       Essa pregação no edifício de Tirano continuou pelo espaço de dois anos. Como aconteceu em Corinto, o ministério de Paulo era dividido em duas partes. Em Corinto, o apóstolo discutiu na sinagoga todo sábado (At. 18.4), durante um desconhecido período de tempo, e ensinou a Palavra de Deus na casa de Justo durante um ano e meio (At. 18.7-11). 

       Analisando a narrativa do livro de Atos dos apóstolos, alguns dos métodos usados podem parecer um pouco surpreendentes para nós. Mas temos que term em mente, que Atos é um livro descritivo, não normativo. E nem tudo que ocorreu naquele momento ímpar da história, ocorrerá necessariamente nos dias de hoje. O texto diz que do corpo de Paulo, eram levados lenços — lenços usados na cabeça e aventais (lit., aventais dos trabalhadores).[2] Estas peças de tecido, que Paulo usava no trabalho, não produziam, de fato, nenhuma cura. Mas Deus pode se ajustar à demanda humana por alguma coisa tangível, pois até o Senhor Jesus usou terra e saliva (Jo. 9.6) como amparos materiais para uma fé frágil demonstrada pelas pessoas (cf. At. 5.15; Lc. 8.44). Deus pode trabalhar com ou sem materiais intermediários. Neste caso, as pessoas não só eram curadas das doenças, como os demônios eram expulsos. Devemos entender essas atitudes, dentro de um contexto judaico, onde sacrifícios, atos proféticos e outras coisas palpáveis eram comuns como forma muito mais didática do que dogmática em si. 

      Porém, em momento nenhum, a igreja primitiva usou desses recursos para ganhar dinheiro ou fazer campanhas onde esse material fosse utilizado como elemento místico, como vemos no atual cenário das igrejas neopentecostais. E tem mais: os reformadores lutaram ferozmente contra esse tipo de misticismo durante a Idade Média, abrindo os olhos dos fiéis contra qualquer tipo de doutrina que os levasse à idolatria, veneração de relíquias, ou elementos dotados de "poderes", como água benta e ossos de santos. Por mais que a situação estivesse crítica naquele período, os proponentes da atual venda de indulgências estão conseguindo superar a própria igreja de Roma em seus devaneios heréticos. (Veja aqui, aqui e aqui.)
       
       Interessante é que os modernos "apóstolos" se acham no direito de repetir aquilo que os verdadeiros apóstolos de Cristo faziam, porém, não os imitam nas questões concernentes à viver uma vida de abnegação e renúncia, se afastando da cobiça e da inveja, mas pelo contrário, se degladiam  por horários de TVs superfaturados e só envergonham o Verdadeiro Evangelho do Nosso Senhor Jesus Cristo. Vender lencinho "ungido" é fácil. Difícil mesmo é colocar a própria vida em risco por causa do Evangelho, como Paulo e os demais fizeram. Defender a Verdade das heresias que impregnam as denominações. Se levantar no meio de uma geração corrupta e perversa para desmascarar a hipocrisia, a mentira e o engano. Isso sim é que é difícil. E, já que gostam de imitar o feitos do verdadeiros apóstolos, porque também não são arrebatados de uma nação para outra para a divulgação mais rápida do evangelho, como ocorreu com Felipe (At. 8.39), que nem apóstolos era, ao invés de comprar jatinhos de luxo?

       Mesmo diante desses exemplos, temos que entender que jamais Paulo ou qualquer apóstolo vendeu esses lenços ou, muito menos, construiu impérios e fortunas através desse ato. Muito pelo contrário, morreram sem honras humanas ou riquezas, mas ajuntaram tesouros no céu, "onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam". (Mateus 6:20)

     Os defensores dos vendedores e cambistas do templo, tentando defender o indefensável, vão dizer que esses lenços não são vendidos, mas são doados para aqueles que depositam sua "oferta" no "altar de Deus". Bom, chamem do que quiser, mas se um valor é estipulado sobre determinada mercadoria, e o freguês paga aquele valor determinado, ele está de fato comprando o referido produto. E não adianta mentir: eles vendem sim, e de maneira descarado e absurda, tentando enganar os mais incautos de que receberão o lenço em troca de uma oferta. 


        Para finalizar, deixo aqui algumas questões relevantes levantadas pelo Pastor Renato Vargens em seu Blog:

1-) O livro de Atos é um livro histórico, e não doutrinário, além disso não encontramos nas epístolas bem como em todo Novo Testamento orientações por parte de Jesus e dos apóstolos sobre a necessidade de ungir lenços, aventais e semelhantes.

2-) O ocorrido em Atos 19:11-12, foi a narrativa  de que algumas pessoas tiveram contato com as peças de roupa de Paulo sendo curadas de suas enfermidades. Ao ler o texto sou tomado pela convicção que Paulo não tomou a iniciativa de ungir lenços e aventais. Na verdade, o texto nos trás a ideia que isso aconteceu de forma espontânea e não dogmática.

3-) Embora Deus tenha curado inúmeras pessoas através dos lenços e aventais de Paulo, conforme é mencionado no capítulo 19 de Atos, em todo o Novo Testamento não encontramos nenhuma permissão ou ordem nas Escrituras ensinando ou orientando a prática de distribuição de objetos ungidos. Ademais, vale a pena ressaltar que do ponto de vista hermenêutico não devemos elaborar ou instituir doutrinas em textos isolados, o que é o caso de Atos 19.

4-) Em nenhum lugar no Novo Testamento, encontramos Jesus ou os apóstolos orientando a igreja a ungir objetos.

5-) Em Atos 19, vemos que os lenços foram levados aos enfermos e não vendidos ou comercializados, isto é, não existiu o comércio dos lenços ou dos aventais ungidos, como acontece nos dias de hoje, mesmo porque, a  prática da simonia era fortemente rechaçada pelos apóstolos e igreja.

6-) Não encontramos nos reformadores nem tampouco na Reforma protestante o incentivo aos crentes possuírem objetos mágicos. Na verdade, vemos os reformadores condenando o uso de utensílios como instrumentos de bênçãos e milagres.

     Diante do exposto, creio que é indefensável, com base bíblica, a venda de lenços ungidos ou similares e, que somente através de uma distorção do texto é possível defender essa prática em nosso meio. 

Soli Deo Gloria.

Prof. Saulo Nogueira

Referências:
[1] Comentário Bíblico Beacon, João à Atos, Vol. 7. 1ª edição - Rio de Janeiro: CPAD, 2006. pg. 353
[2] Ibid. pg. 354
Dicionário Bíblico Wyclif.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Estudo sugere que não existe nenhum planeta como a Terra nesse universo

     Uma equipe de astrônomos de diversas universidades ao redor do mundo fizeram um censo de exoplanetas e, partir dele, estimam que não existe nada como a Terra pelo universo que habitamos. Os resultados foram publicados recentemente no periódico científico The Astrophysical Journal. Eles fizeram uma compilação de todos os exoplanetas terrestres que existem - foram descobertos dois mil deles, mas estima-se que existam 700 quintilhões no universo. Com esses dados foi possível fazer uma simulação no computador.

       Em um primeiro momento, os astrônomos criaram uma espécie de mini universo que continha os modelos das primeiras galáxias. A partir disso, as leis da física foram aplicadas e, a partir daí, os cientistas conseguiram simular com as galáxias crescem e como os planetas se desenvolvem. Os astrônomos aceleraram a simulação em 13,8 bilhões de anos de história cósmica. Os dados mostram que a formação da Terra é única entre todos. Isso porque, de acordo com os cálculas, o nosso planeta é uma espécie de anomalia: não há nenhum outro na Via Láctea que seja mais velho, maior e tenha a capacidade de sustentar vida.

"É supreendente que estejamos em um ponto em que finalmente conseguimos fazer esse tipo de coisa", disse Andrew Benson, coautor do estudo, em entrevista ao Scientific American.

       Como aponta o Science Alert, os cientistas admitem que essas previsões possam ter falhas, ainda mais considerando o quão pouco se sabe sobre os exoplanetas. "Claro que há bastante incerteza nesse tipo de cálculo, nosso conhecimento dessas parcelas é imperfeito", disse Benson. Ainda assim, ter a possibilidade de fazer esse tipo de simulação é incrível - e pode trazer muitos benefícios para os estudos astronômicos nos próximos anos.

Galileu

Nota do Blog: Claro que, cientificamente falando, essa pesquisa ainda não é conclusiva. Porém, para nós que cremos é apenas mais uma prova de que fomos criados e colocados (temporariamente, claro) em um lugar especialmente projetado para receber o homem, obra prima da Criação de Deus.

Prof. Saulo Nogueira

terça-feira, 8 de março de 2016

Estado Islâmico só Teme Israel

      Um jornalista alemão que passou 10 dias com o Estado Islâmico diz que o grupo jihadista radical que conquistou vastas faixas da Síria e do Iraque é dissuadido por apenas um país do Oriente Médio —  Israel. Em uma entrevista com o noticioso britânico Jewish News, Jurgen Todenhofer lembrou seu breve tempo atrás das linhas inimigas durante o qual ele falou com combatentes do ISIS. 

"O único país que o ISIS teme é Israel", disse Todenhofer, um ex-membro do parlamento alemão, ao Jewish News. "Eles me disseram que sabem que o exército israelense é forte demais para eles."

"Eles não têm medo dos britânicos e dos americanos, eles estão com medo dos israelenses e me disseram que o exército israelense é o perigo real. Não podemos derrotá-los com a nossa estratégia atual. Essas pessoas [IDF] conseguem lutar numa guerra de guerrilha". — The Jerusalem Post, 29 de dezembro de 2015.

       Sempre que as nações lutaram entre si, o vencedor escreveu a história, ditou novas leis, e ganhou o direito de impor a sujeição dos derrotados. É assim que foram estabelecidos praticamente todos os países do mundo. Não é assim quando se trata de Israel. Em cinco grandes guerras contra Estados árabes vizinhos, Israel foi vitorioso, conquistando território chegando quase até as portas de Damasco, no norte e do Cairo, no sul. Mas cada vez, foram as nações do mundo que forçaram Israel a render território conquistado. Não admira que os terroristas ISIS estão assustados e com medo de confrontar Israel.

Arno Froese — Beth-Shalom.com.br

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Os primeiros frutos do Congresso de "Avivamento" do "apóstolo" Agenor Duque

     A cantora e pastora Ana Paula Valadão participou do 8º Congresso Fogo de Avivamento para o Brasil organizado pelo "apóstolo" Agenor Duque com a participação de Benny Hinn. O evento aconteceu de 4 a 10 de fevereiro no Estádio do Canindé, em São Paulo, e atraiu milhares de pessoas. Durante sua ministração, Ana Paula alertou os presentes que a toalha “ungida” comercializada ou doada pela igreja organizadora do evento não fazia milagres, assim como ela e os demais ministros que participariam do evento. A líder do Diante do Trono ministrou durante uma das canções que os milagres são feitos por Jesus e que Ele é que deve ser adorado.
“Você recebeu um símbolo para ajudar na sua fé (sic) que é uma toalhinha, daqui a pouco mais pessoas de Deus vão orar aqui e você vai ser curado, vai receber vitórias. Mas eu quero dizer que você não estará recebendo da parte de homens, você não estará recebendo da parte de pessoa que tem nome na Terra, mas que você dê sempre o reconhecimento aquele que é o Todo Poderoso. Honre somente a Ele, Jesus Cristo”.
       Porém Agenor Duque não gostou do que Ana Paula falou e resolveu atacá-la durante um programa. O autointitulado apóstolo – ex-pastor das igrejas Universal do Reino de Deus e Mundial do Poder de Deus – relembrou o episódio onde a cantora caminhou de quatro pelo palco rugindo como um leão. Agenor disse que não tem base bíblica para tal ato e que a venda de toalhas “ungidas” sim teria base bíblica, pois os apóstolos de Jesus curavam e expulsavam demônios usando lenços pessoais dessas pessoas. 
“Se você não crê eu respeito, mas respeita quem crê. Teve uma pastora que falou mal dos lencinhos na televisão, mas eu tenho base bíblica para mostrar isso”, disse Agenor.
“Eu poderia pegar o meu horário, mas eu não vou fazer isso, e colocar uma imagem da senhora dizendo que está cheia do Espírito Santo andando de quatro e fingindo que é um leão. Eu nunca achei base bíblica nisso”.
       Ele ainda diz que a pose de Ana Paula Valadão não curou ninguém, mas que os lenços vendidos ou doados  na igreja curam e libertam muitas pessoas.

Veja:




Nota do Blog: Não entendi a bronca do "apóstolo". O que Ana Paula Valadão disse de mais? Apesar dela também estar envolvida com a Nova Reforma Apostólica, atos proféticos e outras heresias, ela disse a mais pura verdade. Creio o que o grande erro dela foi ter aceitado participar desse grande engodo. É Deus quem faz os milagres: "Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós." (2 Coríntios 4:7). Ela apenas fez uma citação bíblica. (Claro que no versículo acima, Paulo se refere ao Evangelho, mas vamos dar uma colher de chá pra ela). O poder é de Deus, a glória é de Deus e nós somos meramente instrumentos nas mãos dEle. Quase que ela "estragou" tudo por dizer a verdade. Duque também disse que tem base bíblica para vender "toalhinhas ungidas" (estou extremamente ansioso pelas suas referências). Mas o grande problema e, que talvez a maioria das pessoas não notaram, é que Agenor Duque, de fato acredita que as toalhinhas têm poder de curar as pessoas. Ele não está afirmando que é o poder de Deus que cura, mas a unção da toalhinha. Caso contrário ela confirmaria a opinião de Ana Paula. 

Soli Deo Gloria!

Prof. Saulo Nogueira

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Carta de Campina Grande 2016

     Nós, membros da igreja de Jesus Cristo, participantes do 18º Encontro para a Consciência Cristã, celebramos a comunhão que desfrutamos como povo de Deus, e unidos ao redor do evangelho de Cristo afirmamos:

1-) Que a mensagem pregada pelos apóstolos tinha por conteúdo exclusivo a verdade inequívoca de que Jesus Cristo era o único capaz de salvar os homens de seus delitos e pecados, e que fora dele absolutamente ninguém pode ser salvo (Atos 4:12).

2-) Afirmamos também que através da morte de Cristo na Cruz todo escrito de dívida que era contra nós foi cancelado (Colossenses 2:13-14) e que, devido a isso, não existe nenhuma maldição ou condenação que possa prevalecer, amedrontar ou escravizar aqueles que por Ele foram salvos.

3-) Afirmamos que o sacrifício de Cristo na cruz do Calvário foi suficiente para livrar o crente de toda condenação do pecado.Em virtude disso, tornam-se desnecessárias ações humanas cujo foco destina-se a quebra de maldições hereditárias, repreensão de espíritos familiares que escravizam os homens ou até mesmo a observância de elementos místicos cujos conceitos não estão fundamentados nas Sagradas Escrituras. Ao contrário disso, afirmamos veementemente que cremos que a morte de Cristo na cruz foi suficiente para libertar os salvos das garras de Satanás dando a estes, vida eterna (Colossenses 1:13-14).

4-) Afirmamos que Cristo é suficiente para a salvação do pecador. Em virtude disso, não existe nada, nem ninguém, nem tampouco nenhuma observância religiosa capaz de corroborar com a salvação dos homens. Acreditamos que a salvação não se deve a uma conquista humana, mas é uma dádiva de Deus.Não nos é possível alcança-la por mérito, mas sim por graça, e que também não é um tipo de troféu que erguemos como fruto do nosso esforço pessoal, mas um presente imerecido (Efésios 2:1-10).

5-) Afirmamos que o evangelho é a boa notícia da salvação graciosa de Deus de que somente pela fé em Jesus Cristo o homem pode ser salvo e que ninguém pode ser justificado por suas obras, visto que todos pecaram e distanciaram-se da glória de Deus (Romanos 3:23; 6:23; Efésios 2:8-9), tornando-se assim incapazes de se autojustificarem diante de Deus (Romanos 3:10-11).

Diante do exposto, concluímos:

Estamos convictos de que fora de Cristo absolutamente ninguém pode ser salvo, portanto, com coração contrito, afirmamos que rejeitamos todo tipo de doutrina, ensino ou conceito teológico que afirme a possibilidade de salvação do pecador fora de Cristo.

Declaramos também, como discípulos do Senhor, que assumimos o compromisso de proclamar Cristo à todos os povos, tribos, línguas e nações, como o único capaz de salvar o homem de seus delitos e pecados (João 10:6; 11:25; 14:6).

Portanto, confiantes na graça de Deus, assumimos este compromisso diante do Todo-poderoso e de Seu povo, a fim de vermos em nossa nação um poderoso progresso do Evangelho de Cristo.

Pr. Euder Faber Guedes Ferreira (presidente da VINACC) 
Pr. Augustus Nicodemus (IPB/GO)
Pr. Aurivan Marinho (IC/PE)
Prof. Brenno Douettes (IB/PR)
Pr. Calvino Rocha (IPB/PB)
Pr. Ciro Sanches Zibordi (AD/RJ)
Pr. Conrad Mbewe (KBC/ZAM)
Pr. Franklin Ferreira (IB/SP)
Pr. Gaspar de Souza (IPB/PE)
Pr. Geremias Couto (AD/RJ)
Pr. Joaquim de Andrade (CREIA/SP)
Pr. Jonas Madureira (IB/SP)
Pr. Jorge Noda (ILEST/PB)
Pr. José Bernardo (AMME/SP)
Pr. Marcos Gladstone (SBB/SP)
Prof.ª Norma Braga (IPB/RN)
Pb. Solano Portela (IPB/SP)
Pr. Renato Vargens (ICA/RJ)
Miss. Rosali Melo (IC/PB)
Miss. Thomaz Litz (Juvep/PB)
Pr. Tiago Santos (IB/SP)

Blog do Pastor Renato Vargens

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Grandes heresias neopentecostais: Congresso de "Avivamento" com área VIP

       VIP é a sigla em inglês de “Very Important Person”, uma expressão utilizada para se referir a uma pessoa muito importante e ilustre. Este termo geralmente é dado para pessoas que, por sua importância, tem alguns privilégios que não são concedidos aos demais. Normalmente, uma pessoa VIP é uma celebridade artística, como cantores e atores famosos, ou indivíduos que pertençam a um grupo exclusiva da alta classe social, como as socialites, por exemplo. As celebridades podem ser também os chefes de Estado, os chefes de governo, empresários de grandes grupos, políticos com grande influência sobre a mídia ou pessoas com grandes fortunas.[1]

       As pessoas consideradas socialmente VIP’s costumam utilizar este título para influenciar ou persuadir outras pessoas para conseguirem algo que desejam, como participar de um evento restrito, por exemplo. Este termo surgiu entre as décadas de 1930 e 1940, que inicialmente referia-se principalmente aos clientes de determinada loja ou banco que possuíam altos limites financeiros. Atualmente, o termo é utilizado em qualquer lugar como sinônimo de exclusividade, como por exemplo, nos aeroportos onde existem zonas VIP para alguns passageiros com privilégios de embarque e comodidades especiais.[2]

       Após essa rápida explanação sobre o significado do termo VIP, podemos elaborar algumas questões: Esse termo caberia em um conceito de Cristianismo, que prega a igualdade entre todos e a não fazer acepção de pessoas? Como um Congresso dito evangélico, pode cobrar valores exorbitantes para que as pessoas tenham acesso a uma área, que segundo o próprio conceito da expressão, seria para pessoas mais importantes que as demais ou que gozem de alguns privilégios que não são concedidos aos outros? Será que aqueles que tiverem na área VIP receberão mais bênçãos por estarem mais próximas ao "altar" e mais perto dos "apóstolos", "bispas" e "pastores consagrados"?

       Me causa espanto e perplexidade diante de tanta bizarrice junta. Me refiro ao Congresso de Fogo e Avivamento para o Brasil da igreja apostólica plenitude do trono de Deus, do auto intitulado apóstolo Agenor Duque, que ocorrerá  entre os dias 4 e 10 de Fevereiro de 2016. [3] A entrada para o congresso é 1 kg de alimento, porém, para aqueles que quiserem ficar mais próximos de seus ídolos, terão que desembolsar a bagatela de R$ 1.000,00 (isso mesmo, mil reais) para terem acesso exclusivo a área VIP. Além disso, aqueles que "investirem" esse dinheiro, terão o privilégio de almoçar, ou tomar café da manhã (dependendo do local do evento) com o Pr. Benny Hinn, o Apóstolo Agenor Duque e Bispa Ingrid Duque. Aliás, os ingressos da área VIP de São Paulo já estão esgotados.  E não são poucos não: são 1.000 convites, somando a bagatela de 1 milhão de reais!

       O evento contará com a presença de ilustres pregadores da prosperidade, como "apóstolo" Agenor Duque, "bispa" Ingrid Duque, Mike Murdock, Marcos Feliciano, Abílio Santana, apóstolo Fred Berry, entre outros. Contará também com a indispensável presença do, segundo a propaganda, o maior avivalista do mundo, Benny Hinn, que promete uma "nova unção" para o Brasil! Que maravilha! Além das celebridades da música gospel nacional, como Fernandinho, André Valadão, Aline Barros, Anderson Freire, Roy Fields (aquele da música de fundo dos seus programas) entre outros. Me admira muito, esses pregadores e cantores compactuarem com tamanha distorção dos princípios bíblicos. Se Jesus estivesse em um túmulo, ele estaria se revirando nele!

"Meus irmãos, não tenhais a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas. Porque, se entrar na vossa reunião algum homem com anel de ouro no dedo e com traje esplêndido, e entrar também algum pobre com traje sórdido, e atentardes para o que vem com traje esplêndido e lhe disserdes: Senta-te aqui num lugar de honra; e disserdes ao pobre: Fica em pé, ou senta-te abaixo do escabelo dos meus pés, não fazeis, porventura, distinção entre vós mesmos e não vos tornais juízes movidos de maus pensamentos?" (Tiago 2:1-4)

Prof. Saulo Nogueira


Referência: 

[1],[2] http://www.significados.com.br/vip/;
[3] http://www.congressofogodeavivamento.com.br/