Mostrando postagens com marcador Abraão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Abraão. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Como poderia Deus condenar os sacrifícios humanos em Levítico 18 e 20, mas ordená-los em Gênesis 22, ou pelo menos aceitá-los, como em Juízes 11?

       
       É errado interpretar Gênesis 22.2 como uma ordem emanada de Deus para que Abraão sacrificasse seu filho Isaque num altar. Ao contrário, o Senhor na verdade impediu (mediante seu anjo) que o patriarca matasse seu filho: "Não toque no rapaz", disse o Anjo. "Não lhe faça nada. Agora sei que você teme a Deus, porque não me negou seu filho, o seu único filho." (v. 12). É verdade que o Senhor instruíra Abraão anteriormente para que oferecesse a Isaque em sacrifício (‘ōlāh), e o patriarca sem dúvida alguma entendeu ser aquela uma ordem para que matasse seu filho no altar, porém a questão mais importante era se o pai amorosíssimo estava disposto a apresentar seu unigênito (gerado por Sara) ao Senhor, como prova de sua entrega total. Mas o versículo 12 mostra que Iavé não tencionou jamais que Abraão realizasse um sacrifício humano, matando o próprio filho. Tratava-se apenas de um teste da fé do patriarca.

       Quanto ao episódio da filha de Jefté, em Juizes 11, veja-se o artigo que trata dessa passagem. Há boas razões para crermos que tanto no caso dessa menina quanto no de Isaque (em ambos os casos o termo ‘ōlāh é empregado; cf. Jz 11.31) não houve afinal a morte de um ser humano em "oferta queimada". Em vez disso, a moça foi oferecida e devotada ao serviço do Senhor como virgem para servir no tabernáculo pelo resto de seus dias.

     Levítico 18.21 define o sacrifício de crianças como profanação ao nome de Iavé, o Deus de Israel. Levítico 20.2 prescreve a pena de morte para todo pai que o praticar — de modo particular na adoração a Moloque, que exigia o sacrifício de crianças. Portanto, é indefensável pela lógica a presunção de que Deus esperaria ou aprovaria o sacrifício humano da parte de Abraão, de Jefté ou de quaisquer de seus servos, havendo uma proibição terminante e severa dessa prática na lei de Moisés.

Bibliografia: Archer; Gleason L; Enciclopédia de Temas Bíblicos.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Havia filisteus na Palestina na época de Abraão?

       
       Gênesis 20 relata a viagem de Abraão a Gerar, onde ele apelou para a mentira sobre seu verdadeiro relacionamento com Sara, a fim de livrar-se do perigo de ser assassinado, caso viessem a saber que ela era sua esposa. O capítulo 21 registra o episódio em que ele assegura os direitos de propriedade do poço de Berseba. A seguir, lemos: "Firmado esse acordo em Berseba, Abimeleque e Ficol, comandante das suas tropas, voltaram para a terra dos filisteus" (v. 32). Em Gênesis 26.1, somos informados de que "Isaque foi para Gerar, onde Abimeleque era rei dos filisteus". (Podemos presumir com segurança que, tendo havido um intervalo de mais de sessenta anos entre os capítulos 21 e 26 [cf. 25.26], o Abimeleque mencionado em 26.1 era filho ou neto do outro cujo nome herdara, costume freqüente entre os nobres das dinastias egípcias e fenícias.)

       Essas referências aos filisteus como existentes antes de 2050 a.C. (no caso de Abraão) têm sido consideradas impossíveis por muitos estudiosos. A Encyclopaedia Britannica (14a ed., s.v. "Filistia") declara categoricamente: "Em Gênesis 21.32, 34 e Êxodo 13.17; 15.14; 23.31, as referências à Filistia e aos filisteus são anacrônicas". A base dessa assertiva encontra-se na circunstância de que até o presente momento, pelo menos, a mais antiga referência a filisteus nos registros egípcios encontra-se nos relatos de Ramesés III, com respeito à sua vitória sobre os "povos do mar" numa batalha naval travada no rio Nilo em 1190 a.C. Supõe-se que depois de os P-r-s-t (como os egípcios grafavam o nome deles) e seus aliados terem sido expulsos pelo faraó, retiraram-se para a região costeira da Palestina e ali se estabeleceram permanentemente como colônia militar. Entretanto, não se pode concluir, a partir desse mero fato, e que as referências mais antigas aos filisteus nos registros egípcios (que datam de mais ou menos 1190 a.C.) constituem prova objetiva de que jamais houve imigrantes filisteus de Creta, na Palestina, em tempo algum, antes dessa data; tal conclusão seria violação irresponsável da lógica.

       As Escrituras Sagradas constituem o registro mais digno de confiança, mais que os documentos arqueológicos, visto que aquelas estão investidas da confiança divina do princípio ao fim e afirmam com toda a clareza que os filisteus moravam na Filistia pelo século XXI a.C. Afirmam também as Escrituras que as fortalezas filistinas que guardavam a rota do norte do Egito para a Palestina eram tão poderosas nos dias mosaicos (em 1140 a.C), que o caminho mais seguro para os israelitas em sua jornada para a Terra Prometida era o do sul (Êx 13.17). É óbvio que esse registro feito por Moisés foi composto séculos antes do de Ramsés III, não havendo razão para supor-se que, quanto mais antigo for um documento, menos digno de confiança deve ser. (Até recentemente usava-se o argumento do silêncio por alguns críticos para desacreditar as referências em Gênesis 18 e 19 a Sodoma e Gomorra, que teriam sido meras lendas destituídas de historicidade. Agora, depois de terem sido descobertas as tabuinhas de Ebla, datadas do século XXIV a.C., que contêm informações sobre o relacionamento comercial de ambas as cidades com Ebla, aquele argumento contrário tornou-se absurdo. G. Pettinato ["BAR Interviews Pettinato", p. 48], a respeito de referências a Si-da-mu e a I-ma-ar). De novo se comprovou que o argumento baseado no silêncio é enganoso. As cinco principais cidades dos filisteus, ou pelo menos aquelas que foram escavadas, demonstram igualmente a existência de uma ocupação que se estende até os tempos dos hicsos, e mesmo antes. 

        O nível mais antigo descoberto em Asdode é com toda certeza, do século XVII a.C. (cf. H. F. Vos, Archaeology in Bible lands [Chicago, Moody, 1977], p. 146). Selos encontrados em Gaza trazem os nomes da décima segunda dinastia de reis do Egito, como Amenemhat III (ibid., p.167). Daí não pode haver dúvida de que essa área foi ocupada por reinos poderosos antigos na era dos patriarcas. É possível que suas populações tenham sido pré-filistéias, mas não existe prova disso. A costa sul da Palestina com toda certeza teria sido uma região favorável ao comércio e ao estabelecimento definitivo dos povos, no que diz respeito à população cretense. As Escrituras referem-se aos filisteus como pertencentes a vários grupos, como os caftoritas, os queretitas e os peletitas. As atividades comerciais de Creta Minoana teriam sido intensas; seus marinheiros teriam descoberto ainda antes do tempo de Abraão que o litoral filisteu era dotado de clima ameno, solo rico e dadivosas chuvas para as colheitas de cereais. Aparentemente emigraram para lá em levas sucessivas, mais ou menos da forma como os dinamarqueses emigravam para a costa leste da Inglaterra ao longo de um período de séculos até que "Danelaw" alargou-se a ponto de cobrir toda a região da fronteira escocesa até a própria Londres. As migrações das populações que saem de sua terra natal, atravessando mares, são um fenômeno freqüente por toda a história do mundo; por isso, não deveria causar surpresa a migração contínua dos povos cretenses e sua fixação ao longo de vários séculos, a partir da época anterior a Abraão até o período da expedição naval fracassada contra o Egito, no início do século XII a.c. Portanto, podemos concluir que não existem evidências verdadeiramente científicas para que se classifiquem as referências aos filisteus no Pentateuco como destituídas de veracidade histórica ou anacrônicas.

Bibliografia: Archer; Gleason L. Enciclopédia de Temas Bíblicos

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Melquisedeque foi uma pessoa histórica e real ou uma figura mitológica?

O Encontro de Abraão e Melquisedeque de
Dieric Bouts O Velho14641467
       O relato de Gênesis 14.18-20 parece um episódio eminentemente histórico, da mesma forma que o resto do capítulo. A passagem nos fala da existência de um rei-sacerdote de Salém (isto é, Jerusalém, com toda a probabilidade) chamado Melquisedeque, o qual achou-se na obrigação de saudar Abraão, que voltava da guerra e do morticínio dos reis da Mesopotâmia, entre Dã e Hobá (v. 15), e fornecer provisões para os soldados fatigados da guerra. Deu-lhe os parabéns pela vitória heroica e derramou uma bênção sobre ele, em nome do "Deus Altíssimo" (’El ‘Ēlyôn) — título jamais aplicado nas Escrituras a alguém que não o próprio Iavé. É óbvio que Melquisedeque era um verdadeiro crente que permanecia fiel ao culto ao autêntico e único Deus (da mesma forma que Jó e seus conselheiros do norte da Arábia e Jetro, sogro de Moisés). O testemunho de Noé e de seus filhos evidentemente fora mantido em outras partes do Oriente Médio, além de Ur e Harã. Houve, todavia, um aspecto de grande importância a respeito da maneira como Melquisedeque foi introduzido na narrativa: seus pais não são mencionados, não havendo declaração alguma a respeito de seu nascimento e morte. A razão dessa falta de informações se torna clara em Hebreus 7.3: 

"Sem pai, sem mãe, sem genealogia, sem princípio de dias nem fim de vida, feito semelhante ao Filho de Deus, ele permanece sacerdote para sempre"

       O contexto esclarece que Melquisedeque entrou em cena como um tipo do Messias, o Senhor Jesus. A fim de salientar essa característica típica desse sumo sacerdote, o registro bíblico omite de propósito a menção de seu nascimento, filiação, parentesco e linha genealógica. Isso não quer dizer que ele não teve pai (pois até o antítipo, Jesus de Nazaré, teve o Espírito Santo como seu Pai — e sua mãe, Maria, é mencionada nos evangelhos) nem que ele jamais nascera (pois até Cristo, em sua forma humana, teve seu natal). É que o aparecimento dramático e repentino de Melquisedeque ficou mais saliente quando ele foi apresentado como porta-voz do Senhor a Abraão, servindo como arquétipo do futuro Cristo, que derramaria bênçãos sobre o povo de Deus.

       Melquisedeque apresentou-se como precursor ou tipo do grande Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, que desempenharia uma função sacerdotal muito mais elevada e eficaz que Arão e os levitas. Isso foi ensinado nos dias de Davi, em Salmos 110.4, referindo-se ao futuro Libertador de Israel: "O Senhor jurou e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque". Hebreus 7.1, 2 salienta as características de Melquisedeque como tipo de Cristo:

1. Melki-sedeq de fato significa "rei da justiça".
2. Ele era rei de šālēm, que vem da mesma raiz de šālōm, "paz".
3. É apresentado sem menção de nascimento, filiação ou genealogia, como convém ao tipo do Verbo, o Deus eterno, que não tem começo nem fim, que se encarnou em Jesus de Nazaré.
4. Como o Sumo Sacerdote eterno, segundo a "ordem de Melquisedeque" (Sl 110.4), Cristo desempenharia um sacerdócio que substituiria de modo total o de Arão, estabelecido sob a lei de Moisés, o qual duraria para sempre, por causa da eternidade do Sumo Sacerdote divino, e era por isso imperecível (Hb 7.22-24).

         A despeito das tradições fantasiosas mantidas e ensinadas por alguns rabinos (que apareceram bem cedo, ao surgir a seita de Qumran — cf. Fragmento de Melquisedeque da caverna 11), segundo a qual Melquisedeque teria sido uma espécie de anjo ou ser sobrenatural, os dados da própria Escritura apontam com clareza para a historicidade desse homem como sendo o rei de Jerusalém nos dias de Abraão. Sua descrição em Hebreus 7.3 como apatōr, amētōr, agenealogētos ("sem pai, sem mãe, sem genealogia") não pode significar que Melquisedeque jamais teve pais ou linha de ancestrais, visto que ele era um tipo de Jesus Cristo, a respeito de quem nenhum desses adjetivos é literalmente verdadeiro. Antes, o texto simplesmente está dizendo que nenhum desses itens de informação foi incluído no registro de Gênesis 14 e que foram omitidos de propósito a fim de enfatizar a natureza divina e a impossibilidade de o Messias, o antítipo, vir a perecer.

Fonte: Archer L., Gleason. Enciclopédia de Temas Biblicos.

Paz á todos que estão em Cristo Jesus.
Prof. Saulo Nogueira

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Existiam camelos domesticados no período patriarcal?

 Alguns dias atrás, saiu uma matéria no site Globo.com, alegando que segundo pesquisas recentes, a afirmação de que existiam camelos domesticados no período Patriarcal é um grande anacronismo Bíblico, ou seja, Abraão, Isaque e Jacó não possuíam camelos, visto que eles só foram domesticados em torno do séc. X a.C. Sendo assim, a história de José sendo vendido a uma caravana de ismaelitas montados a camelo (Gn 37:23) não passaria de pura fantasia dos tempos monárquicos. A matéria é recente, mas a briga é antiga. Essa argumentação vem desde o tempo de W. F. Albrigth (meados do século passado), onde as pesquisas na época pareciam demonstras que de fato o texto Bíblico estava errado.
A questão é que pelo simples fato de se ter encontrado evidências de que os camelos já eram domesticados no Séc. VI a.C., não significa que não existia esta prática antes.Não era comum, mas já existia. O próprio relato Bíblico nos diz que nesse período se fazia uso do leite desses animais, conforme Gênesis 32:15:
“Trinta camelas de leite com suas crias, quarenta vacas e dez novilhos; vinte jumentas e dez jumentinhos…”
Mas para não parecer um argumento circular, apresentarei algumas descobertas de arqueólogos que comprovam que já existiam camelos domesticados no tempo dos Patriarcas:
Randall Younker, arqueólogo da Universidade Andrews, Michigan, encontrou em Assuã, no Egito, um desenho esculpido na rocha de um homem guiando um camelo por uma corda. A inscrição ao lado do desenho sugere a data de 2.300 a.C. Também escavações nas ruínas em Ur dos caldeus, região em que Abraão morava, trouxe á tona uma representação em ouro de um camelo ajoelhado, que datava o período da 3ª dinastia (2050 a.C.) dessa importante cidade no passado. Diante dessas evidências, parece ser bem provável a domesticação de camelos como uma técnica bem mais antiga do que sugere os estudiosos de Tel Aviv, remontando sim ao período Patriarcal.
Além disso, um texto Sumeriano, datado de 2.000 a.C., encontrado em Nipur, fala sobre o uso do leite da fêmea de camelos. E em Biblos, região da antiga Síria, também foi descoberta uma figura incompleta de um camelo ajoelhado datada ente o séc. 19 e 18 a.C. Kenneth Kitchen, egiptólogo e membro honorário de pesquisa em arqueologia, resume bem estas evidências:
“Com frequência tem sido afirmado que a menção a camelos e sua utilização é um anacronismo no livro de Gênesis. Tal acusação simplesmente não está ao lado da verdade, visto que existem evidências tanto filológicas quanto arqueológicas no tocante ao conhecimento e à utilização desse animal nos começos do segundo milênio a.C., e mesmo antes”. Prosseguiu ele em sua explanação: “Apesar de uma possível referência a camelos, em uma lista de rações de Alalakh (cerca do século 18 a.C.), ter sido disputada, as grandes listas léxicas mesopotâmicas, que se originaram no antigo período babilônico, mostram que o camelo era conhecido desde cerca de 2000 — 1700 a.C., incluindo sua domesticação. Outrossim, um texto sumério de Nipur, pertencente ao mesmo antigo período, fornece-nos uma clara evidência da domesticação do camelo nesse tempo, através de suas alusões a leite de camela. Ossos desse animal têm sido encontrados nas ruínas de casas em Mari, pertencente ao período anterior ao rei Sargão – séculos 25 e 24 a.C. Essas e uma grande variedade de evidências não podem ser descartadas levianamente. Quanto aos começos e aos meados do segundo milênio a.C., um uso limitado do camelo é pressuposto tanto por evidências bíblicas quanto evidências externas, até o século 12 a.C.”.[1]

A Bíblia de Estudo Arqueológica, também traz uma interessante nota esclarecedora:

"(...) Foi descoberto uma corda trançada de pelos de camelos do período pré-dinástico egípcio, além de um texto Ugatítico do início do II milênio a.C. retrata o camelo como animal doméstico [2]
O arqueólogo brasileiro Rodrigo Silva, apresentador do programa Evidências, também confirma os relatos Bíblicos:
“O curioso é que esse tipo de pesquisa é encabeçada por professores das Universidade de Tel Aviv e Haifa, mas não é endossada por grande parte dos arqueólogos de outras universidades, como a Universidade do Cairo, Universidade Hebraica de Jerusalém e outras. Há menos de um mês, eu pessoalmente pude fotografar desenhos rupestres no deserto de Wadi Rum, na Jordânia, que mostram o camelo em situação domesticada servindo de montaria e animal de companhia de um caçador (fotos abaixo). Esses desenhos são do período Calcolítico, que é anterior à época dos patriarcas, indicando que esses animais já eram domesticados quando Abraão andou por aquelas paragens.”

“E tem mais: um texto sumeriano do ano 2000 a.C., encontrado em Nippur, e outro menos preciso encontrado em Alalaque, mencionam não só a existência desse animal entre as tribos, mas também o uso costumeiro de seu leite. Ora, para se obter leite de um animal, ele deve ser domesticado! A figura de um camelo encontra-se desenhada em uma estela da cidade de Umm An Nar, no sudoeste da Arábia, e é datada com segurança como pertencente ao terceiro milênio antes de Cristo. Também junto às ruínas descobriram ainda ossos de camelo datados do terceiro milênio antes de Cristo, o que, segundo a Dra. Ilse Kohler-Rollefson, autoridade mundial no assunto, seria “uma forte evidência de que o camelo já era um animal domesticado nos tempos patriarcais”.

Figura em terracota, encontrada na região de Mênfis,
pertence ao período dinástico mais antigo da história 
egípcia (a partir de 2700 a.C.) e atesta que o uso do 
camelo já tinha chegado ao Egito muito antes da con-
quista assíria. Observem que a figura mostra o uso de 
uma selao que indica a sua domesticação.

A respeito da matéria que saiu no Globo.com, sobre o “anacronismo”, o máximo que pode se concluir é que NAQUELA região onde foram encontrados os ossos se fez um uso regular desse animal nesse período, não significando que em NENHUM outro lugar do crescente fértil se usasse esse animal domesticado anteriormente. De marcas em ossos, eles obtêm uma certeza absoluta e causam a impressão generalizada para todo o território no qual se passa a história bíblica, deixando de lado muitas outras provas arqueológicas que eles sequer mencionam superficialmente. Notícias que confirmam narrativas Bíblicas saem em cantos de matérias nas últimas páginas de revistas. Notícias que expõe “erros” da Bíblia, ou “As verdades sobre Jesus Cristo” todos os anos estampam capas de revistas de grande circulação, apostando no sensacionalismo para vender suas revistas. Por que o que é polêmico é a receita de vendagem. Falar que pesquisas confirmam relatos Bíblicos, não vende.

Prof. Saulo Nogueira.

Fonte: [1] Kitchen, Kenneth. On the Reliability of the Old Testament, Grand Rapids and Cambridge: William B. Eerdmans Publishing Company, 2003.
[2] Bíblia de estudo Arqueológica 
[3] Criacionismo