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sexta-feira, 29 de maio de 2020

Teólogo critica passividade de pastores em relação ao fechamento de igrejas

Fé e Religião

Teólogo critica passividade de pastores em relação ao fechamento de igrejas

“Não poderemos mais viver passivamente, pois isso será sinônimo de renúncia à fé pessoal em Cristo”, afirma Gunar Berg.

        O pastor assembleiano Gunar Berg criticou a passividade que os líderes evangélicos tiveram em relação ao fechamento de suas igrejas. Para ele, a reação de muitos pastores foi “constrangedora e estranhamente subserviente”.
Ao Gospel Prime, Gunar, teólogo e historiador formado pela Global University, se diz perplexo com a “facilidade com que as pessoas têm descartado de suas vidas um valor essencial à existência, e que foi outorgado ao ser humano pelo Criador, a liberdade”.
“Não quero parecer insensível às suas angústias e às inquietações que fizeram os pastores decidir pelo fechamento, mesmo porque não é ao fechamento que dirijo minhas observações, mas à passividade”, afirma. Berg também critica o “silêncio vergonhoso da bancada evangélica em Brasília e todos os estados e municípios”. Para ele, “era para ver-se nos lábios dos nossos estadistas evangélicos o mesmo discurso corajoso visto, por exemplo, por parte do pastor Silas Malafaia”.
Ele lamenta que nenhum dos “pastores-políticos ousou discordar de coisa alguma feita contra seus rebanhos, pois eles estão muito mais comprometidos com a política que com a igreja e antes de se preocuparem com a perda do pastorado, ocupam-se em garantir seus mandatos”. O teólogo questiona também a posição de muitas igrejas, que mantiveram templos abertos apenas para recolher ofertas e dízimos. Para ele, essas igrejas estão com as estruturas inchadas e os pastores “têm perdido o sono” para manter as arrecadações e “sustentar a vida nababesca que gozam”.
“Faço esta observação sem demagogia, pois sei que sem as nossas contribuições a obra do Senhor sofre; porém, salvo alguns exemplos notáveis e notórios graças as redes sociais, pouquíssimos pastores saíram de seus condomínios e foram às ruas orar pelo povo, impor suas mãos sobre nosso solo e pedir a misericórdia de Deus”, cita.
O pastor acredita que o “tempo das mega-igrejas acabou”. “É provável que retornemos ao instante histórico de 70 ou 80 anos atrás, com templos menores, fáceis de manter e com rebanhos possíveis de contar – isso, sim, é um aprisco”, projeta. “A igreja de hoje não é conduzida por pastores, mas por fazendeiros”, critica. Citando o globalismo e as quebras de liberdade da população, Berg acredita que “não poderemos mais viver passivamente, pois isso será sinônimo de renúncia à fé pessoal em Cristo”.
Conclui visualizando um cenário pessimista: “Tantas vezes preguei e ensinei que a perseguição iria nos atingir; pois este dia chegou”.


quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Ciência é incapaz de provar os “intangíveis deste mundo”, explica físico.

     Segundo o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, “cientificismo” é “uma concepção filosófica que afirma a superioridade da ciência sobre todas as outras formas de compreensão humana da realidade (religião, metafísica etc.), sendo a única capaz de apresentar benefícios práticos e alcançar autêntico rigor cognitivo”. Essa percepção é, via de regra, ensinada nas universidades e ajuda na formação da percepção da sociedade sobre o mundo. Contudo, o erudito Ian Hutchinson, físico e professor de Ciência e Engenharia Nuclear no Massachusetts Institute of Technology (MIT), explicou as deficiências dessa filosofia.

Hutchinson é cristão e já palestrou muitas vezes em universidades sobre questões relacionadas a “ciência e fé”. Em uma entrevista ao The Veritas Forum, argumentou que o cientificismo é uma “crença amplamente aceita, mas falha por ignorar que a ciência é inerentemente incapaz de provar a existência dos ‘intangíveis deste mundo’”.

“Ela não prova que existe coisas como justiça, misericórdia ou amor. No entanto, essas são realidades em nosso mundo que todos reconhecemos e consideramos muito importantes”, destaca o professor. “O mesmo vale para as questões teológicas. Elas são importantes, são vitais e, no entanto, não são suscetíveis à investigação pela ciência.”

A crítica de Hutchinson ao cientificismo baseia-se também no fato que muitas figuras importantes na história da ciência eram cristãos devotos e, portanto, não aderiam ao cientificismo. “Os fundadores da Revolução Científica no século 17 eram religiosos, a maioria cristãos”, lembra. “Eles certamente acreditavam que muito do que sabemos vem de fontes externas à ciência… acreditavam em milagres. No mínimo, acreditavam no milagre da ressurreição.”

Em outros momentos, como em sua participação no evento do Veritas Forum na Universidade Quinnipiac (EUA), Hutchinson mostrou que a ciência “não pode explicar tudo” e que a ideia comum de que a ciência e a fé estão em conflito foi rejeitada pelos historiadores especializados na história da ciência.

“Isso foi completamente desmentido pelos historiadores da ciência nos últimos 50 anos por cristãos sérios, incluindo membros do clero, fundamentais no desenvolvimento da ciência moderna por séculos”, asseverou. “Infelizmente, esse mito ainda exerce poderosa influência. Ele se sustenta por uma afirmação frequente de que não há evidência para o cristianismo, mas isso não é verdade.”

O livro mais recente de Hutchinson “Can a Scientist Believe in Miracles?” [Um cientista pode acreditar em milagres?], é um tratado apologético respondendo a centenas de perguntas que ele recebeu de estudantes sobre ciência, teologia e sua fé cristã. Ele explica sua motivação para escrever a obra: “Quero alcançar os cristãos que buscam entender melhor a relação entre fé e ciência, e os não-cristãos que estão interessados ​​na questão de como ciência e fé são compatíveis”. Encerrou dizendo que “as grandes questões sobre a vida permanecem importantes”, e podemos buscar uma melhor compreensão tanto na ciência quanto no cristianismo. 

Christian Post, via Gospel Prime

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Uma semana difícil para os ateus

       Durante um programa de rádio da BBC de Londres, ao vivo, debatendo com um sacerdote da Catedral de St. Paul. Com seu tom tipicamente beligerante, o autor de Deus um Delírio afirmou arrogantemente que os cristãos são muito despreparados, pois a maioria deles não seria sequer capaz de mencionar o nome dos evangelhos. A resposta do sacerdote foi impressionante. Assista:




quinta-feira, 2 de junho de 2016

10 armadilhas em que o apologeta tolo pode cair

      Um embaixador de Cristo deseja ser discreto, persuasivo, sensível e atencioso. Ser um bom apologeta e ser capaz de dar boas razões para a verdade do Cristianismo exige oração, paciência, estudo e persistência. Para aqueles que decidiram ter como meta se tornar bons defensores da fé, há certas disciplinas positivas e traços de caráter que seria bom que desenvolvessem. Mas, por outro lado, há certas armadilhas que podem aparecer que, quando não são controladas, podem se tornar traços de caráter de um apologeta tolo. Aqui listamos 10 delas:

1 – O apologeta tolo fala antes de ouvir

O apologista tolo fala antes de ouvir. Provérbios 18:13 diz: “O que responde antes de ouvir comete estultícia que é para vergonha sua.” Não só ele passa a mensagem aos outros de que ele não se importa sobre o que eles têm a dizer, como ele também se torna incapaz de dar uma boa resposta. O apologeta sábio é paciente, procura compreender, e evita monólogos.

2 – O apologeta tolo exagera no seu argumento

O apologeta tolo não tem “boas razões”. Em vez disso, ele tem “provas”. Ele pode mostrar algo sem nenhuma sombra de dúvida! Seus argumentos são apresentados com toda confiança (e é claro que ele não pode estar errado). Mesmo quando ele utiliza bons argumentos, ele exagera o que eles realmente mostram. Sem modéstia, e as pessoas o rejeitam. O apologeta sábio argumenta com confiança, mas com modéstia.

3 – O apologeta tolo quer ganhar todos os pontos

Quando a conversa fica complexa, ele precisa corrigir todos os erros que ele vê na opinião da outra pessoa. Não importa se a pessoa do outro lado da conversa esteja ficando ofendida por sua “cautelosa atenção aos detalhes.” Se ele comete um erro, pedalam para trás, sem haver qualquer admissão de que estava errado. O apologeta sábio pode discernir o que realmente importa em uma conversa.

4 – O apologeta tolo persegue pistas falsas

Se o assunto é a ressurreição, ele fala de evolução. A conversa segue em todas as direções. Ele não pode fazer qualquer progresso em um argumento, porque ele não pode detectar pistas falsas e distrações. Na verdade, ele pode muitas vezes desfrutar destes desvios de foco no diálogo, porque ele tem orgulho de sua sabedoria nessas áreas. O apologeta sábio sabe como se ater a um ponto.

5 – O apologeta insensato é orgulhoso de si mesmo

Ele gosta do fato de que ele conhece termos que fazem os “novatos” em torno dele ficarem constrangidos. Ele secretamente elogia a si mesmo por ler mais livros em um mês do que a maioria das pessoas faz em um ano. Ele gosta do som de sua própria voz, e acha que ele faz um bom trabalho em um fórum na Internet. A apologética é, na verdade, a sua ferramenta para mostrar ao mundo que ele pode malhar seu músculo intelectual. Ele recebeu sua recompensa. O apologeta sábio se humilha diante de Deus, e olha para si mesmo com o julgamento sóbrio.

6 – O apologeta tolo busca popularidade

Ele desfruta ser elogiado pelos outros, desfruta falar com muitas pessoas, gosta de ser um cara famoso. Ele joga seu nome nas telas e nos fóruns como uma maneira de mostrar aos outros o quão conectado ele é ao que está acontecendo. Ele não escolhe o lugar de humildade. O apologeta sábio floresce onde ele foi plantado, e onde Deus designou que ele estivesse.

7 – O apologeta tolo despreza a disciplina espiritual

Ele acha a filosofia mais interessante do que a leitura da Bíblia. A oração é rara e quando acontece é apressada. Na verdade, oração, meditação, estudo bíblico, adoração e comunhão estão em segundo lugar na lista de prioridades. Ele prefere bolar seus próprios argumentos antes de se conectar a Deus. O apologeta tolo engana a si mesmo, crendo que é espiritual. O apologeta sábio senta-se aos pés de Jesus.

8 – O apologeta tolo não tem amor

Ele pode falar a línguas dos filósofos e dos teólogos, mas ele não ama. Ele tem o dom da inteligência e conhece todos os mistérios e toda a ciência; seus argumentos podem mover montanhas, mas ele não ama – ele não é nada. Ele dá todo o seu tempo e energia para estudar, e rende suas finanças a diplomas universitários, mas não tem amor – e não tem nada. O apologeta sábio é motivado pelo amor a Deus e amor ao próximo.

9 – O apologeta tolo se isola dos outros

Ele não aprecia a correção. Ele tem seus próprios planos, a sua própria agenda, e seu próprio ministério pessoal. Ele se recusa a deixar que o ferro afie o ferro. Quando ele cai, ele não tem ninguém para ajudá-lo. Ele é responsável perante si mesmo. O apologeta sábio envolve-se com os conselheiros piedosos e companheiros de trabalho.

10 – O apologeta tolo não faz apologética

Ele se torna um viciado em apologética; um consumidor ao invés de um soldado alistado. Ele fala mais sobre defender a fé do que, de fato, defende a fé. Debates são um esporte para ele. Ele se esquece que almas estão em jogo e nem sequer pensa em pregar o Evangelho. O apologeta sábio quer que outros venham a Cristo mais que tudo – e ele usa a apologética como uma ferramenta para auxiliar nesta tarefa.

Deparou-se com qualquer uma dessas armadilhas em sua própria vida? Esta lista pode servir como um lembrete útil ou até mesmo servir como uma lista de pontos para pedidos de oração, tendo em vista o seu próprio desenvolvimento, para ser tornar um melhor embaixador de Cristo.

***
Artigo escrito por Brian Auten
Via: Bereianos

sábado, 4 de julho de 2015

Sugestões aos apologetas

     Defender a fé cristã é parte do Cristianismo desde o seu nascimento. Homens e mulheres do presente e do passado dedicaram suas vidas para apresentar a fé cristã de modo compreensível e acessível especialmente para aqueles que são críticos da mesma. Foi Priscila e Áquila que defenderam e apresentaram a fé cristã a Apolo (At.18-19); foi Paulo quem defendeu a fé em Atenas entre filósofos (At.17); foi Pedro que defendeu e apresentou a fé cristã entre os judeus (At.2). Diferentes métodos e abordagens foram usadas nas escrituras, mas o objetivo era sempre o mesmo: Defender a Jesus Cristo como o centro da fé cristã. Historicamente o ministério apologético foi entregue a homens e mulheres preparados para defender a fé. Eram cristãos que conheciam a Cristo e a mensagem cristã e que poderiam abordar as críticas ao cristianismo e defendê-lo de modo adequado. Era uma forma acadêmica de expressão, apresentação e defesa do evangelho. O resultado disso é que o cristianismo histórico tem centenas de livros, argumentos e propostas apologéticas que continuam valiosos para os nossos dias.

     Infelizmente, entretanto, com o recente advento da blogsfera, o ministério apologético foi usurpado por cristãos que não tem condições de assumir tal ministério. São homens e mulheres absolutamente despreparados para essa tarefa. São cristãos imaturos, neófitos e normalmente mal preparados para tal tarefa. Em algumas ocasiões, o teor e o conteúdo dos artigos publicados são ruins e equivocados. É assustador a quantidade de artigos mal escritos, mal fundamentados e equivocados são produzidos na internet dos nossos dias. Esse tipo de apologética é desnecessária, por que envergonha o evangelho. Aquele ministério que no passado deu ao cristianismo orgulho, nos nossos dias tem demonstrado nossa vergonhosa situação de despreparo.

       Tal despreparo não é apenas acadêmico, é também religioso e pessoal. Apologetas dos nossos dias se esquecem que em primeiro lugar eles devem santificar a Cristo como Senhor em seus corações (1Pedro 3:15). A defesa da fé que não nasce do relacionamento pessoal com nosso Senhor não pode ser bem sucedida. Além disso, o modo como alguns fazem apologética viola a moral cristã. Foi Paulo que nos ensinou: “Sejam sábios no procedimento para com os de fora; aproveitem ao máximo todas as oportunidades. O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um.” (Colossenses 4:5,6). O ministério apologético tem que ser fundamentado na sabedoria cristã e na sensatez do uso das nossas palavras. O ministério apologético que viola esses princípios envergonha a igreja e o evangelho.

       Por isso, nós precisamos que homens e mulheres maduros em sua fé se aventurem na defesa pública da fé cristã. Precisamos de homens e mulheres que estejam dispostos a conhecer mais do Senhor, de Sua palavra e deste mundo, para que aprendam a como apresentar as verdades do evangelho do modo claro e convincente. No artigo Cheque Sempre suas Fontes, eu terminei o artigo com algumas sugestões de natureza mais prática no que se refere a pesquisa, que acredito podem ser repetidas aqui:

(1) Cheque sempre suas Fontes: Na pesquisa teológica é fundamental que o apologeta conheça suas fontes. É impressionante o quanto da apologética online é feita a partir de um recorte de frases de teólogos ‘famosos’. Em algumas ocasiões é possível perceber que o autor nunca leu os livros que cita. Esse tipo de pesquisa é vergonhosa! Nós temos que modelar a excelência na metodologia de pesquisa por que nosso objetivo é mais do que apenas apresentar um bom argumento, mas é apresentar evidências que auxiliem cristãos duvidosos a firmarem sua fé, ou a críticos a repensarem sua oposição ao cristianismo. Honestidade acadêmica é fundamental, bem como a excelência.

(2) Conheça as evidências primárias da sua pesquisa: Um dos equívocos recorrentes entre apologetas é o uso exclusivo de literatura apologética como base para suas pesquisas. Observe que no livro Não Tenho Fé Suficiente para ser Ateu, Geisler basicamente cita seus próprios livros no capítulo 9 e outros livros igualmente apologéticos. O problema desse tipo de prática é que o apologeta é um especialista em defesa da fé e não um especialista em todas as áreas do conhecimento necessárias para se fazer a defesa da fé. Ao fazer isso, ele passa longe da evidência primária de sua pesquisa e apresenta apenas a evidência digerida por outros apologetas. Foi esse tipo de método de pesquisa que levou Geisler a publicar repetidas vezes dados equivocados sobre a quantidade de variantes textuais conhecidas no NT.

Um excelente modelo para a apologética é dada por Lee Strobel no livro Em Defesa de Cristo, no qual entrevista especialistas de diferentes áreas do conhecimento para apresentar a defesa da doutrina de Cristo. Por isso, é importante que o apologeta tenha conhecimento das evidências primárias de sua pesquisa, mesmo que seja pela instrumentação da teólogos e pesquisadores nas áreas do conhecimento nas quais são especialistas. É fundamental que o apologeta saiba onde buscar tais referências para sua pesquisa.

(3) Conheça bem os argumentos em oposição: Outro problema recorrente é que muitos apologetas não profissionais, não conhecem exatamente o que pensam aqueles que discordam de nós. Não há como fazer uma boa defesa da fé sem saber onde estão os ataques a nossa fé. É por isso que a tarefa da defesa da fé não pode ser entregue a cristão imaturos e despreparados. É necessário que o apologeta seja um cristão consciente, capaz de pesquisar em nível acadêmico com excelência e habilitado a compreender os argumentos da oposição. A intenção do apologeta não é publicar muitos artigos, mas publicar bons artigos. No submundo da internet o que menos se precisa são artigos mal escritos e mal pesquisados. É hora dos apologetas cristãos implementarem um padrão exemplar na pesquisa acadêmica para que possam ser considerados como dignos no tratamento da evidência, mesmo por aqueles que discordam do cristianismo. Que não seja nossa inabilidade de pesquisa a razão da rejeição de Cristo, mas a exclusiva volição daqueles que a Cristo se opõem.

(4) O Apologeta deve ser propagador do melhor da academia cristã: Infelizmente, nem tudo que se publica em defesa da fé é digno dessa tarefa. Existem na academia cristã excelentes livros de referência para a pesquisa teológica e o apologeta deve ser capaz de tornar público o melhor desse material. Para fazer isso, o apologeta deve desenvolver o hábito de se expor ao conhecimento teológico para aprender a diferenciar um livro ruim de um livro bom. É fundamental que a igreja brasileira tenha acesso a materiais bem escritos, bem pesquisados e que tenham contato com a produção cristã de nível acadêmico. Como defensores da fé, nós precisamos tornar público e acessível aquilo que a academia tem produzido de melhor.

(5) Reconheça e corrija seus erros: Ninguém é infalível! Nem mesmo Norman Geisler. Apesar da qualidade dos materiais apologéticos que escreveu, Geisler reconheceu vários dos erros que cometeu no livro e prontamente os corrigiu. Na defesa da fé cristã, esse tipo de humildade é fundamental. É necessário que os homens e mulheres de Deus que estão defendendo a fé cristã tenham esse tipo de atitude. Mais do conhecer as evidências, mais do que excelência e honestidade na pesquisa, humildade para lidar com as diferentes opiniões e disposição para reconhecimento e correção dos equívocos.

       A tarefa da apologética é necessária no Brasil, e por isso, aqueles que se dedicam a ela devem realizar tal tarefa com excelência acadêmica. Nós precisamos que homens e mulheres que levem o cristianismo a sério se dediquem a pesquisa em nível acadêmico para defender aquilo que consideramos fundamental: A nossa fé em Cristo.

Soli Deo Gloria!

Marcelo Berti




segunda-feira, 9 de março de 2015

Livros que não podemos deixar de ler: "Não tenho fé suficiente para ser ateu."

       "Idéias com o objetivo de destruir a fé cristã sempre bombardeiam os alunos do ensino médio e das universidades. Este livro serve como um antídoto excepcionalmente bom para refutar tais premissas falsas. Ele traz informações consistentes para combater os ataques violentos das ideologias seculares que afirmam que a ciência, a filosofia e os estudos bíblicos são inimigos da fé cristã." 

      "Antes de tocar a questão da verdade do cristianismo, essa obra aborda a questão da própria verdade, provando a existência da verdade absoluta. Os autores desmontam as afirmações do relativismo moral e da pós-modernidade, resultando em uma valiosa contribuição aos escritos contemporâneos da apologética cristã. Geisler e Turek prepararam uma grande matriz de perguntas difíceis e responderam a todas com habilidade. Uma defesa lógica, racional e intelectual da fé cristã. Os autores desmontam as afirmações do relativismo moral e da pós-modernidade, resultando em uma valiosa contribuição aos escritos contemporâneos da apologética cristã."

       Livro indispensável para aqueles que amam Apologética cristã e necessitam de bons argumentos para defenderem sua fé. Boa leitura.

Autores: Norman Geisler e Frank Turek.
Categoria: Formação Teológica.
Editora Vida Acadêmica

terça-feira, 11 de novembro de 2014

A loucura do Evangelho, sim. A "loucura dos evangélicos", jamais!

Por Antognoni Misael    

 Como bem dizia Lutero: “quanto ao amor devemos ser flexíveis como uma cana ou a folha, pois o amor cede, mas quanto à verdadeira fé devemos ser invencíveis, e, se possível, mais duros do que o diamante”.

     Portanto, amigos leitores quando posto algum comentário sobre algum vídeo ou notícia relacionada o meio evangélico (com todas suas variedades e esquisitices) não estou falando sobre amor, logo posso não ser flexível como a cana, ou folha. A saber, que o amor não depende de convicções pessoais, o amor é mandamento. Assim, do mesmo modo, para que eu ame não significa que devo me omitir em lançar opinião. O que ocorre frequentemente nesse espaço é que alguns colegas confundem “defesa de fé” com falta de amor – desta feita, confesso que é muito difícil ser entendível pra estes. Alguns interpretam que estamos dividindo a igreja, ou que estamos provocando a falta de união. Recentemente postei algo relacionado aos Aviva’s, cuja prática está linkada ao modus operandi do suposto avivamento que o Brasil estaria experimentando, vide líderes da Teologia da Prosperidade e alguns artistas do segmento Gospel.

Quero fazer as seguintes considerações:

1) Entendo que a igreja evangélica brasileira de um modo geral está mal nutrida da sua bússola de fé (as escrituras).

2) O movimento gospel, abastecido por alguns astros da música, cujos manjares é idêntico ao dos comerciantes do pop music secular, representa bem mais um mercado do que um reduto de verdadeira adoração ou um campo missionário.

3) Os avivamentos pautados na palavra de Deus ocorreram com o retorno as escrituras sagradas, a auto consciência do estado de pecaminosidade, e não na ênfase de experiências humanas, ou bênçãos materiais.

4) Segundo pesquisa realizada e publicada na obra Reforma Agora, do Pr. Renato Vargens, 50% dos pastores do Brasil nunca leram a Bíblia toda. Ou seja, uma enorme quantidade de igrejas cristãs no Brasil são lideradas por homens despreparados e sujeitos a qualquer vento de doutrina vã.

5) Atualmente você não vê nenhum outro segmento religioso no Brasil nos dando mais indícios de loucura e insanidade do que os "evangélicos" - basta computar as centenas de vídeos insanos, bizarros, forjados e vergonhosos.

       Diante disso, quando expomos alguma opinião relacionada a tal quadro, não o faço por desejar desunião ou por falta de amor. Só o faço por democraticamente expor a minha fé; ratificar que isso ou aquilo não representa biblicamente o Evangelho, e acenar para a necessidade de uma “nova reforma”, ou redefinição dos postulados da fé cristã nos dias de hoje. O que me entristece? O fato de receber ataques Ad Hominem por parte daqueles que acham que tudo está normal e me acusam de “perseguir” o movimento evangélico. O que, sinceramente tenho a dizer é: eu defendo a “Loucura do Evangelho”, e não a “Loucura de alguns Evangélicos”. Note:

a) Somos acusados de dividir o reino

b) Somos acusados de tocar nos “ungidos do Senhor”

c) Somos acusados de não entender as coisas espirituais (principalmente quando não se há respaldo bíblico para elas)

d) Corremos o grande risco de que alguns crentes se afastem de nós

e) Corremos o grande risco de nos tornarmos uma espécie de intruso dentro da igreja

       Uma característica do inchaço de muitas igrejas é o pragmatismo, o hedonismo, as ênfase nas bênçãos, o bem estar das coisas de Deus e não o próprio Deus... isso nos lembra os tempos do profeta Jeremias quando o povo de Israel se mostrou tão hedônico, apegado as coisas da terra, fartos porém das coisas dEle e esquecidos do próprio Deus.
“Como, vendo isto, te perdoaria? Teus filhos me deixam a mim e juram pelos que não são deuses; quando os fartei, então adulteraram, e em casa de meretrizes se ajuntaram em bandos. Como cavalos bem fartos, levantam-se pela manhã, rinchando cada um à mulher do seu próximo. Deixaria Eu de castigar por estas coisas, diz o SENHOR, ou não se vingaria a minha alma de uma nação como esta?” (Jeremias 5:7-9)
     Portanto, se você querido leitor, hostiliza alguns comentários e críticas relacionadas aos postulados que fiz acima, eu entendo que você:

1) Defende que a igreja evangélica brasileira está crescendo por motivo de um avivamento e está bem nutrida da Palavra.

2) Defende que movimento gospel tem representado o evangelho de Jesus sendo um reduto de verdadeira adoração e um campo missionário.

3) Defende que os avivamentos pautados na palavra de Deus ocorreram na ênfase de experiências humanas, bênçãos materiais e multiplicação do número de igrejas (mesmo aquelas que surgem de rachas, ou por insubmissão).

4) Defende que apesar de 50% dos pastores do Brasil nunca terem lido a Bíblia toda, isso não importa porque “a letra mata e a teologia enterra” – logo, o que vale é ser cheio do Espírito Santo.

5) Defende que o que tem ocorrido no segmento religioso no Brasil não são indícios de loucura e insanidade; boa parte dos vídeos esquisitos que circulam pela net são “mistérios” e devem ser assimilados como um mover de Deus. Isto posto, se você considera corretas estas cinco observações acima, e discorda da crítica relacionada ao nosso panorama geral. E se isso pra você é dividir o reino (embora pra mim não seja). Que este se divida!

***

Antognoni Misael, editor do Arte de Chocar, co-editor do Púlpito Cristão.

Nota do Blog: Compartilho a opinião do irmão Antognoni Misael. Muitas pessoas pensam que nós apologistas gostamos ou temos prazer em expor os erros da"igreja". Primeiramente acredito que agindo assim, não estamos despindo a igreja do Senhor diante do mundo. Muito pelo contrário. Creio que verdadeira Igreja, a noiva do cordeiro, permanece imaculada, justa e Santa diante de Seu esposo Jesus Cristo. O que nós expomos é a prostituta, a falsa igreja, a grande meretriz babilônica que se prostitui com os reis da terra. De forma alguma atacamos a Esposa do Cordeiro, (não somos loucos!) pois também fazemos parte dessa Igreja, mas abominamos a "igreja" que deturpa o Verdadeiro Evangelho do Senhor Jesus, que cria uma teologia baseada na prosperidade financeira como sinais da bênção de Deus e acima de tudo menospreza a Graça e a Misericórdia do Senhor. Oremos à Deus que levantem outros apologistas, que assim como Paulo, Lutero, Calvino, eu e você, tenham  a coragem de defender a Verdadeira Igreja e expor e combater a heresias propagadas pela falsa igreja. 

"Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos."
Judas 1:3

Prof. Saulo Nogueira

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Livros que não podemos deixar de ler: Em defesa de Cristo, de Lee Strobel

       De vez em quando estarei postando aqui alguns livros de apologética indispensáveis para aqueles que desejam aprender a defender sua fé com uma argumentação sólida e bem fundamentada. E o primeiro livro da série é uma obra de Lee Strobel: Em defesa de Cristo, da Editora Vida. Livro indispensável para a leitura, onde o apologista e advogado, formado na famosa Universidade de Yale, num sistema de entrevista, expõe o pensamento de vários defensores contemporâneos das verdades cristãs, entre eles: William Lane Craig, Craig Blomberg, D.A. Carson, Bruce Metzger, Gary Habermas, J.P. Moreland, entre outros. Excelente leitura para quem quer uma boa base apologética baseado nos argumentos das mentes cristãs mais brilhantes da atualidade. Este livro traz respostas ás perguntas difíceis relacionadas à existência de Jesus, tratando sobre os documentos históricos, fundamentos arqueológicos e científicos sobre Jesus e Seus milagres, o que as profecias dizem sobre Cristo, relatos das testemunhas oculares, se Ele se enquadra no perfil de Deus, Seu corpo que não foi encontrado, entre outros.
Excelente leitura. Recomendo á todos que necessitam de respostas convincentes ás indagações do movimento neo-ateísta ou para aqueles que simplesmente querem ser mais fortalecidos em sua fé diária.

Prof. Saulo Nogueira

quinta-feira, 29 de maio de 2014

O que é apologética?

Qual é o intuito de se fazer mais um blog de Apologética Cristã? Quando fiz esse Blog essa foi a primeira pergunta que veio a minha mente. Existem excelentes blogs desse assunto tão atual na rede e creio na necessidade de que mais pensadores cristãos, com uma postura conservadora, se coloquem em posição em defesa das verdades imutáveis contidas nas Sagradas Escrituras. A minha intenção é justamente somar forças com as vozes que se levantam para dar respostas satisfatórias as questões contemporâneas. Mas o que é Apologética?

A palavra "apologia" vem de uma palavra grega que significa "dar uma defesa". Apologética Cristã, então, é a ciência de dar uma defesa da fé Cristã. Há muitos céticos que duvidam da existência de Deus e/ou atacam a crença no Deus da Bíblia. Há muitos críticos que atacam a inspiração e inerrância das Escrituras. Há muitos falsos professores que promovem doutrinas falsas e negam as verdades básicas da fé Cristã. A missão da apologética Cristã é combater esses movimentos e promover o Deus Cristão e a verdade Cristã. O versículo chave para a apologética Cristã é provavelmente 1 Pedro 3:15-16:

"... antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor..." 

Não há nenhuma desculpa para um Cristão ser completamente incapaz de defender sua fé. Todo Cristão deve ser capaz de pelo menos dar uma apresentação razoável de sua fé em Cristo. É claro, que nem todo Cristão precisa ser um especialista em apologética, no entanto, deve saber o que acredita, por que acredita, como compartilhar sua fé com outras pessoas, e como defendê-la contra mentiras e ataques.Um segundo aspecto de apologética Cristã que é ignorado com freqüência é a primeira parte de 1 Pedro 3:16: 

"... fazendo-o, todavia, com mansidão e temor..." 

Defender a fé Cristã com apologética nunca deve envolver ser rude, furioso ou desrespeitoso. Enquanto praticando apologética Cristã, devemos tentar ser fortes em nossa defesa e ao mesmo tempo imitar a humildade de Cristo em nossa apresentação. Se ao ganharmos um debate levamos uma pessoa ainda mais longe de Cristo pela nossa atitude, perdemos o verdadeiro propósito da apologética Cristã.


 A defesa da fé cristã sempre esteve presente na vida da igreja desde seus primórdios, pois a "nova fé", necessitava de uma defesa. Conforme o versículo postado acima, percebemos como já no período apostólico os discípulos já enfrentavam problemas com os judaizantes, pagãos e gnósticos e deveriam ter uma boa resposta, racional e bem embasada para responder às questões levantadas. Além disso, os apóstolos e a Igreja já contavam com a capacitação do Espírito Santo que os dava ousadia para anunciar o Evangelho e através da operação de maravilhas, curas e milagres que também testificava do poder de Deus sobre a vida deles.



Com o fim do período apostólico e a morte dos discípulos que viveram com Jesus, surgiram outros homens que arvoraram a bandeira da apologética cristã. Um desses grandes nomes foi Irineu de Lyon, discípulo de Policarpo de Esmirna, que foi discípulo do Apóstolo João. Irineu escreveu no séc. II, um tratado chamado Contra as Heresias, que foi um ataque frontal à heresia perniciosa do gnosticismo, movimento que entre alguma de suas vertentes negava a natureza humana de Jesus. Outros grandes nomes da História Eclesiástica, como Tertuliano, Atanásio e Agostinho de Hipona, escreveram livros e tratados acerca da verdadeira ortodoxia e nos deixaram um grande legado escriturístico.



Agora é a nossa vez. E hoje mais do que nunca, assim como os grandes nomes da história da Igreja, devemos continuar levando essa mesma bandeira, dar prosseguimento a essa árdua tarefa de defender os valores cristãos dos inimigos da verdade e refutar com argumentos sólidos aos céticos que tentam desacreditar as Santas Escrituras. Que o Espírito Santo nos ajude a "batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos" (Jd. 1.3).



Amém!

Prof. Saulo Nogueira