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quarta-feira, 15 de julho de 2015

A sociedade está se tornando cada vez mais imoral?

       Na mesma semana em que a Suprema Corte dos EUA oficializou a união homossexual em todo o país, uma pesquisa de opinião do Instituto Gallup mostra que a sociedade hoje considera “aceitáveis” comportamentos que antes rejeitava. Antes considerados como “tabu” e moralmente inaceitáveis, vários tipos de comportamento foram, de certa forma, absorvidos e agora aceitos como algo “natural”. Por exemplo, chegou a um índice recorde o apoio a relações de pessoas do mesmo sexo, o nascimento de um bebê fora do casamento e sexo entre um homem e uma mulher solteira. Há também uma crescente aceitação do divórcio, da pesquisa com células-tronco e da poligamia, indica o Gallup. Se em 2001, apenas 40% das pessoas disseram não ter problemas com as relações gays, em 2015 o índice chegou a 63%, um aumento de mais de 50% em 14 anos. Em 2001, apenas 45% das pessoas diziam que ter um bebê fora do casamento era aceitável. Agora a aceitação chega a 61%, um aumento de 16 %. Sexo entre um homem e uma mulher solteira era vista como moralmente aceitável por 53% dos entrevistados em 2001. Agora 68% consideram isso moral, um aumento de 15%.
       A aceitação do divórcio aumentou de 59% para 71 % desde 2001, um aumento de 12%. Pesquisas com células-tronco eram aceitas por 52%, agora são 64%, um salto de 12%. A poligamia (ter mais de um cônjuge ao mesmo tempo) era “moralmente aceitável” por apenas 7% das pessoas em 2001, agora mais que dobrou, sendo aprovados por 16%, da população. A clonagem de seres humanos tinha igualmente 7% de aceitação em 2001, chegando a 15% agora, mais de 100% de aumento. A clonagem de animais variou menos, indo de 31 para 34%. O suicídio assistido por médicos tinha aceitação 49% 14 anos atrás, alcançando o patamar de 56 % agora. Cometer suicídio passou de 13% para 19% na aceitação moral, um aumento de quase 50%. Aceitação moral do aborto aumentou de 42 para 45% desde 2001. Um aspecto com menor variação foi a pergunta “Você aceitaria que seu cônjuge tivesse um caso?”. Somente 7% disseram que sim em 2001; 8% aceitariam essa situação agora. A popularidade da pena de morte foi a única que diminuiu. Tinha o apoio de 63% da população em 2001, caindo para 60% em 2015.

Diminui a confiança na Igreja

     O Instituto Gallup publicou outra pesquisa que mostra uma mudança distinta na sociedade. Os americanos mostram ter o menor índice de confiança na religião organizada da história. Antes considerada “um pilar da liderança moral na cultura da nação”, a Igreja cristã – como religião predominante – estava em primeiro lugar na confiança durante os anos 1980. Lydia Saad, autora do relatório divulgado recentemente, explica que ao se falar em confiança, remete-se a “um juízo de valor sobre a forma como a instituição é percebida, uma marca da quantidade de respeito que lhe é devido”.
          Houve um ligeiro aumento na confiança dos católicos, por exemplo, que parece ser devido à popularidade do Papa Francisco. De modo geral, igreja/religião agora está em quarto lugar na pesquisa do Gallup. Fica atrás dos militares, empresas de pequeno porte e da polícia. Atrás dela vem o sistema de saúde, o Congresso e a mídia. “Quase todas as organizações perderam na confiança, mas a popularidade da religião caiu mais que todas”, disse Saad.
      Na primeira pesquisa do tipo, em meados da década de 1970, a confiança da sociedade em geral na igreja ou religião organizada beirava os 70%. Em 2015, o índice é de apenas 42%. Um dos resultados mais significativos desta pesquisa é que ela corrobora com as estatísticas que mostram um abandono crescente da Igreja. O aumento dos “sem religião” é muito em consequência dessa perda de confiança, reitera Saad.
        Na análise estratificada, o Instituto Gallup mostra que evangélicos e católicos tem o mesmo percentual de confiança. Cinquenta e um por cento de cada grupo diz confiar plenamente na Igreja. A sucessão de escândalos envolvendo líderes religiosos atingiu mais os evangélicos, uma vez que 73% diziam confiar na Igreja em 1985. Por outro lado, a confiança dos católicos teve seu ponto mais baixo (41%) durante o auge dos escândalos de abuso sexual em 2002. Analistas creditam essa recuperação de 10 pontos percentuais à atuação do Papa Francisco. Com informações de Religion News e Prophecy News Watch
Gospel Prime

Nota do Blog: Esse é o resultado da influência da Mídia com seus valores corrompidos sobre a sociedade. O relativismo proposto pela pós modernidade tem destruído os valores morais e levado a sociedade para um abismo sem fim. Infelizmente, os valores cristãos que moldaram o conceito social, que transformaram nações e vidas, tem sido deixado de lado em detrimento de um hedonismo exacerbado e uma afronta ao Criador. 

Maranata.

Prof. Saulo Nogueira

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Pastor Rob Bell diz que igrejas estão a um passo de aceitar o casamento gay: “Sou a favor do amor”

      O pastor e escritor Rob Bell afirmou que as igrejas evangélicas estão a um passo de abraçarem o casamento gay nos Estados Unidos, e que ele crê que esse seja “o momento” para isso. A afirmação do ex-líder da megaigreja Mars Hill Bible Church, em Michigan, foi feita em uma entrevista à apresentadora Oprah Winfrey.
      Ao lado de sua esposa, Kristen, Rob Bell foi ao talk-show de Oprah para falar sobre o lançamento de seu novo livro, The Zimzum of Love: A New Way of Understanding Marriage (ainda sem título em português, mas que pode ser traduzido como “A dinâmica do amor: A nova maneira de entender o casamento”).
       A apresentadora comentou, durante o enunciado de uma pergunta ao pastor, que achava fantástico que ele tivesse incluído a união de pessoas do mesmo sexo como um dos exemplos do livro, e questionou o motivo de ele ter optado por falar sobre um tema tão controverso.
         Bell, que se manifestou favorável ao casamento gay em 2013, disse que uma das piores coisas que pode acontecer a um ser humano é a falta de companhia: “Uma das mais antigas dores nos ossos da humanidade é a solidão. Solidão não faz bem ao mundo. Seja você quem for, gay ou hétero, é totalmente normal, natural e saudável querer alguém com quem passar a vida. É fundamental para a nossa humanidade. Queremos alguém para com quem fazer a viagem [da vida]”, argumentou.
       Diante dessa resposta, Oprah questionou Bell sobre sua visão do estágio de aceitação do casamento gay pelas igrejas evangélicas. E o pastor disse que o tema está “evoluindo” nas denominações.
       “Muitas pessoas já estão lá. Achamos que é inevitável e estamos a momentos de distância da aceitação da Igreja”, disse Rob Bell, que acrescentou que a seu ver, a igreja irá “ser ainda mais irrelevante” se continuar a rejeitar a homossexualidade.
       “Eu sou defensor do casamento. Sou a favor da fidelidade. Sou a favor do amor, se é um homem e uma mulher, uma mulher e uma mulher, um homem e um homem. Eu acho que o navio já partiu e eu acho que isso é uma necessidade da igreja. Eu penso que este é o mundo em que estamos vivendo e temos de alcançar as pessoas onde quer que estejam”, afirmou, segundo informações do Christian Headlines.
Nota do Blog: Esse é o resultado do Liberalismo Teológico. Pastores e igrejas, na ânsia de conseguir novos membros, tem relativizado o ensinamento das Escrituras e permitido que as doutrinas básicas do Cristianismo sejam interpretados de acordo com as regras da sociedade moderna. Triste ver pastores de Mega igrejas, como Rob Bell, escritor muito lido entre os evangélicos, sucumbir á tentação de se adequar aos moldes ditados pela pós modernidade. Pensam que estão contextualizando as Escrituras, mas esse é o primeiro passo para desacreditar as Sagradas Letras e permitir que a igreja mergulhe no Liberalismo em direção a um abismo (queira Deus que não), sem volta.
Prof. Saulo Nogueira.