O termo biomimética provém da combinação das palavras gregas bios, que significa vida, e mimesis, que significa imitação. Dito de modo simples, é a imitação da vida. A biomimética é uma nova área da ciência que estuda as estruturas biológicas e suas funções, procurando aprender com a natureza (e não sobre ela) e utilizar esse conhecimento em diferentes domínios da ciência para o desenvolvimento de soluções para os problemas humanos.[1, 2] Conforme afirmou o biólogo evolutivo Marc Weissburg, co-diretor do Centro de Design Biologicamente Inspirado do Instituto de Tecnologia da Geórgia, “todo organismo encontra-se projetado para resolver um problema”.[3] Janine Benyus, escritora científica e fundadora do Instituto de Biomimética (Montana, EUA), defende em seu livro Biomimética: Inovação Inspirada pela Natureza que, “diferentemente da Revolução Industrial, a Revolução Biomimética inaugura uma era cujas bases assentam não naquilo que podemos extrair da natureza, mas no que podemos aprender com ela”.[4: p. 10] Para o biólogo Dr. Phil Gates, professor da Universidade de Durham, “muitas das nossas melhores invenções foram copiadas de outros seres vivos ou já são utilizadas por eles. [...] Em algum lugar, entre os milhões de organismos que ainda não foram descobertos, há invenções naturais que poderiam melhorar nossa vida. Elas poderiam fornecer novos medicamentos, materiais de construção, modos de controle de pragas e lidar com a poluição”.[5: p. 5]