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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Carta de Campina Grande 2016

     Nós, membros da igreja de Jesus Cristo, participantes do 18º Encontro para a Consciência Cristã, celebramos a comunhão que desfrutamos como povo de Deus, e unidos ao redor do evangelho de Cristo afirmamos:

1-) Que a mensagem pregada pelos apóstolos tinha por conteúdo exclusivo a verdade inequívoca de que Jesus Cristo era o único capaz de salvar os homens de seus delitos e pecados, e que fora dele absolutamente ninguém pode ser salvo (Atos 4:12).

2-) Afirmamos também que através da morte de Cristo na Cruz todo escrito de dívida que era contra nós foi cancelado (Colossenses 2:13-14) e que, devido a isso, não existe nenhuma maldição ou condenação que possa prevalecer, amedrontar ou escravizar aqueles que por Ele foram salvos.

3-) Afirmamos que o sacrifício de Cristo na cruz do Calvário foi suficiente para livrar o crente de toda condenação do pecado.Em virtude disso, tornam-se desnecessárias ações humanas cujo foco destina-se a quebra de maldições hereditárias, repreensão de espíritos familiares que escravizam os homens ou até mesmo a observância de elementos místicos cujos conceitos não estão fundamentados nas Sagradas Escrituras. Ao contrário disso, afirmamos veementemente que cremos que a morte de Cristo na cruz foi suficiente para libertar os salvos das garras de Satanás dando a estes, vida eterna (Colossenses 1:13-14).

4-) Afirmamos que Cristo é suficiente para a salvação do pecador. Em virtude disso, não existe nada, nem ninguém, nem tampouco nenhuma observância religiosa capaz de corroborar com a salvação dos homens. Acreditamos que a salvação não se deve a uma conquista humana, mas é uma dádiva de Deus.Não nos é possível alcança-la por mérito, mas sim por graça, e que também não é um tipo de troféu que erguemos como fruto do nosso esforço pessoal, mas um presente imerecido (Efésios 2:1-10).

5-) Afirmamos que o evangelho é a boa notícia da salvação graciosa de Deus de que somente pela fé em Jesus Cristo o homem pode ser salvo e que ninguém pode ser justificado por suas obras, visto que todos pecaram e distanciaram-se da glória de Deus (Romanos 3:23; 6:23; Efésios 2:8-9), tornando-se assim incapazes de se autojustificarem diante de Deus (Romanos 3:10-11).

Diante do exposto, concluímos:

Estamos convictos de que fora de Cristo absolutamente ninguém pode ser salvo, portanto, com coração contrito, afirmamos que rejeitamos todo tipo de doutrina, ensino ou conceito teológico que afirme a possibilidade de salvação do pecador fora de Cristo.

Declaramos também, como discípulos do Senhor, que assumimos o compromisso de proclamar Cristo à todos os povos, tribos, línguas e nações, como o único capaz de salvar o homem de seus delitos e pecados (João 10:6; 11:25; 14:6).

Portanto, confiantes na graça de Deus, assumimos este compromisso diante do Todo-poderoso e de Seu povo, a fim de vermos em nossa nação um poderoso progresso do Evangelho de Cristo.

Pr. Euder Faber Guedes Ferreira (presidente da VINACC) 
Pr. Augustus Nicodemus (IPB/GO)
Pr. Aurivan Marinho (IC/PE)
Prof. Brenno Douettes (IB/PR)
Pr. Calvino Rocha (IPB/PB)
Pr. Ciro Sanches Zibordi (AD/RJ)
Pr. Conrad Mbewe (KBC/ZAM)
Pr. Franklin Ferreira (IB/SP)
Pr. Gaspar de Souza (IPB/PE)
Pr. Geremias Couto (AD/RJ)
Pr. Joaquim de Andrade (CREIA/SP)
Pr. Jonas Madureira (IB/SP)
Pr. Jorge Noda (ILEST/PB)
Pr. José Bernardo (AMME/SP)
Pr. Marcos Gladstone (SBB/SP)
Prof.ª Norma Braga (IPB/RN)
Pb. Solano Portela (IPB/SP)
Pr. Renato Vargens (ICA/RJ)
Miss. Rosali Melo (IC/PB)
Miss. Thomaz Litz (Juvep/PB)
Pr. Tiago Santos (IB/SP)

Blog do Pastor Renato Vargens

terça-feira, 29 de julho de 2014

Rubem Alves: lembranças pouco agradáveis. Patrulhamento teológico ou responsabilidade cristã?

“... exortando-vos a batalhardes diligentemente pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos”. Judas 1.3

     Vivemos em meio a heresias e distorções do cristianismo histórico, e somos impelidos, pela própria Bíblia a, repetidamente, reafirmar os ensinamentos das Escrituras. É verdade que por vezes cansamos e chegamos a duvidar se vale a pena gastar tempo em tanta discussão. Alguns críticos, neste nosso blog, várias vezes aventaram se não estávamos forçando um pouco a barra em cima dos liberais. Deveríamos falar de outras coisas; de pontos mais positivos. É verdade que ninguém gosta muito de controvérsia. Apesar de umas poucas pessoas darem a impressão de serem alimentadas por dissonâncias de opiniões, a grande maioria, principalmente do Povo de Deus, procura a concórdia e a harmonia. Não nos sentimos bem discutindo questões a toda hora e isso é um reflexo de que Deus nos tem chamado “à paz” (1 Co 7.15). No entanto existe “paz” que pode ser enganosa, superficial e até mortal. Controvérsias doutrinárias, por mais desagradáveis que sejam, ocorrem no seio da igreja. Muitas vezes somos sugados a uma batalha que não nos alegra, nem representa o nosso desejo. Estas ocorrem na época e na providência divina, exatamente para nos testar, para que o nosso testemunho possa ser renovado, para que aqueles que introduzem falsos ensinamentos sejam revelados e identificados na igreja visível. A história já provou como a doutrina verdadeira é depurada, triunfa e é cristalizada e esclarecida às gerações futuras, no cadinho da controvérsia.

     Como bem indica Judas 1.3 (acima), esta é uma luta não só de especialistas ou de algum "clero especializado, mas de todos nós. Temos que ter a consciência de que vivemos uma batalha na qual nossas mentes e corações são testados pelas mais diferentes correntes de pensamento. Ela é vencida quando brandimos a Espada do Espírito – a Palavra de Deus; quando nos empenhamos no estudo das Escrituras e enraizamos suas doutrinas nas nossas vidas, de tal forma que vamos ficando equipados a reconhecer o erro e seus propagadores. Sempre mantendo uma postura cristã no trato, devemos ter firmeza doutrinária sobre o que cremos, principalmente porque existem aqueles que não possuem o mínimo apreço pela Bíblia, mas sorrateiramente possuem seguidores em nossos arraiais.

     Um grande exemplo claro disso foram os convites que eram feitos ao famoso educador, escritor e ex-pastor Rubem Alves para conferências e palestras em igrejas presbiterianas, no início deste século (>2000). Ele estava sendo convidado, apresentado e reverenciado em certos círculos presbiterianos e isso motivou até uma decisão do concílio maior da igreja - para que ele não tivesse a plataforma eclesiástica, contra a qual havia se pronunciado e se insurgido em tantas ocasiões. Agora, com o seu falecimento neste dia 19 de julho de 2014, ressurgem pronunciamentos enaltecendo não apenas as qualificações literárias do falecido, mas também a presença de um suposto espírito cristão elevado e uma mensagem essencialmente cristã em suas palavras e textos.

      Ora, ninguém disputa as grandes qualificações acadêmicas e o enorme talento que o Sr. Rubem Alves possuiu. Ele encantou multidões, principalmente educadores, com suas palestras e livros de histórias. No entanto, como desconhecer que foi uma pessoa que abjurou publicamente da fé? Como ignorar que ele, tanto explicitamente como nas entrelinhas, propagou uma mensagem destrutiva contra os ensinamentos da Palavra de Deus? Se a situação de tietagem teológica equivocada estava se alastrando a um ponto em que o Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, definiu explicitamente que ele não deveria ocupar púlpitos da denominação, será que com a sua morte haverá o esquecimento disso e caminhamos para uma quase "canonização" protestante? É claro que o seu nome é alvo da abordagem politicamente correta que, em ocasiões do falecimento, oblitera as falhas e exalta as virtudes, mas o problema é que essa visão enaltece pronunciamentos metafísicos do Rubem Alves, que são letais para a alma. Não podemos passar às gerações à frente a ideia de que tombou no campo de batalha um grande general, ou mesmo soldado, cristão, que foi injustiçado ou incompreendido em suas proposições.

      Se você duvida da propriedade dessa análise (ou até da decisão conciliar da Igreja Presbiteriana), veja algumas frases que Rubem Alves proferiu, em 2004, em uma igreja presbiteriana do Rio de Janeiro que o havia convidado para uma cerimônia (pasmem!) de comemoração da Reforma do Século 16 – logo ele, que é contra tudo o que os reformadores ensinaram. Disse ele: “... Deus criou o homem e viu que era bom. Ser homem deve ser, na realidade, melhor do que ser Deus tanto que Deus se encarnou como homem. Somente um Deus cruel e sádico enviaria seu próprio filho para morrer daquela forma para pagar os pecados humanos. Essa ideia é construção do medievalismo. Acho que Deus quis ser homem porque ser homem deve ser melhor do que ser Deus”.

     Acho que dá para entender por que não podemos deixar passar esse resgate de sua biografia em branco. Faz parte do "batalhar pela fé". Deus é todo-poderoso e não precisa de nós para cumprir seus propósitos. Na realidade, é o próprio Cristo que nos ensina que “as portas do inferno” não prevalecerão sobre a sua igreja. No entanto, é a sua Palavra que nos comissiona a vigiar e orar; a estarmos alerta porque Satanás está nos rodeando, almejando a nossa queda. Que Deus nos capacite e nos dê discernimento sobre a multidão de ensinamentos falsos que estão infiltrados no meio dos evangélicos pela ação dos falsos mestres. Rubem Alves pode ser lembrado como um grande escritor e exímio contador de estórias, mas nunca como um teólogo, ou como alguém que tinha uma mensagem verdadeira das coisas espirituais.

***
Fonte: O Tempora, o mores! 
Comentário do Púlpito Cristão (Leonardo Gonçalves):

     Morreu Rubem Alves. Agora um monte de gente que nunca leu uma linha do que ele escreveu está postando mensagens melosas sobre a genialidade do cara. Muitas notas absurdas acerca da contribuição teológica de Rubem Alves foram postadas nas redes sociais, como se ele fosse um grande teólogo a quem todos deveríamos ouvir. Nada mais distante da verdade.
Alves negou as principais doutrinas cristãs e se referia ao cristianismo histórico com desprezo e zombaria:
"Hoje as ideias centrais de teologia cristã em que acreditei não significam nada para mim: são cascas de cigarras vazias. Não as entendo. Não as amo. Não posso amar um Pai que mata o Filho para satisfazer sua justiça" (Alves, Rubem. Isto É, 20/12/2000, p. 90)
      Como qualquer outro, lamento a morte dele. Mas verdade seja dita: Rubem Alves era um apóstata. Seus escritos eram cheios de religiosidade "hippie" (Paz e amor sem cristianismo nem cruz) e nenhuma base biblica. Ele deixou de ser evangelico e protestante ha muito tempo. Seus escritos teologicos eram engendros do inferno. Lamento sua morte. Gostaria que ele tivesse se arrependido antes de partir.