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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Leite materno: uma das maravilhas da criação

     O leite materno continua a nos surpreender. Cada vez que consideramos ter informações mais que suficientes e cientificamente comprovadas de seus inúmeros benefícios nutricionais e psicoemocionais, algo novo surge e nos encanta com a perfeição da natureza. Recentes estudos demonstraram que o leite materno possui algumas células pluripotentes, chamadas “stem cells” – como as células tronco - que são resistentes o suficiente para conseguir passar pela barreira ácida do estômago e entrar no intestino do bebê, onde são absorvidas. Atingem a corrente sanguínea e, a partir daí se alojam em determinados tecidos onde se diferenciarão nas células correspondentes. Isto significa que estas células podem produzir, nos bebês que mamam, mais células musculares, células intestinais, neurônios, células do sangue ou do fígado, por exemplo. O leite materno, portanto, oferece ao pequeno bebê que acabou de nascer um “plus” de células novas.

       Mas não é só isso. Descobriu-se também que o leite materno tem umas minúsculas estruturas chamadas de “micro RNAs” que podem modular alguns genes. Estudos demonstraram que um destes micro RNAs pode, por exemplo, modular e aumentar a expressão de um gene que produz a leptina, que é o hormônio que nos dá a sensação de saciedade. Mais importante: este efeito pode durar a vida inteira. Resultado: crianças que mamaram no peito tem mais rapidamente a sensação de saciedade e, consequentemente, são menos obesas. Incrível, portanto, imaginar que um nutriente usualmente oferecido aos bebês por apenas alguns meses (6, 9, 12, ou 24) possa fazer tanta diferença na vida daquela pessoa. A complexidade simples do leite materno reitera como a natureza capricha em seus poderes quando se trata de proteger e cuidar da vida.

Bem estar

Nota do Blog: Mais uma prova cabal de um design inteligente e do cuidado de Deus conosco, já nos primeiros momentos das nossas vidas. 

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Ciência é incapaz de provar os “intangíveis deste mundo”, explica físico.

     Segundo o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, “cientificismo” é “uma concepção filosófica que afirma a superioridade da ciência sobre todas as outras formas de compreensão humana da realidade (religião, metafísica etc.), sendo a única capaz de apresentar benefícios práticos e alcançar autêntico rigor cognitivo”. Essa percepção é, via de regra, ensinada nas universidades e ajuda na formação da percepção da sociedade sobre o mundo. Contudo, o erudito Ian Hutchinson, físico e professor de Ciência e Engenharia Nuclear no Massachusetts Institute of Technology (MIT), explicou as deficiências dessa filosofia.

Hutchinson é cristão e já palestrou muitas vezes em universidades sobre questões relacionadas a “ciência e fé”. Em uma entrevista ao The Veritas Forum, argumentou que o cientificismo é uma “crença amplamente aceita, mas falha por ignorar que a ciência é inerentemente incapaz de provar a existência dos ‘intangíveis deste mundo’”.

“Ela não prova que existe coisas como justiça, misericórdia ou amor. No entanto, essas são realidades em nosso mundo que todos reconhecemos e consideramos muito importantes”, destaca o professor. “O mesmo vale para as questões teológicas. Elas são importantes, são vitais e, no entanto, não são suscetíveis à investigação pela ciência.”

A crítica de Hutchinson ao cientificismo baseia-se também no fato que muitas figuras importantes na história da ciência eram cristãos devotos e, portanto, não aderiam ao cientificismo. “Os fundadores da Revolução Científica no século 17 eram religiosos, a maioria cristãos”, lembra. “Eles certamente acreditavam que muito do que sabemos vem de fontes externas à ciência… acreditavam em milagres. No mínimo, acreditavam no milagre da ressurreição.”

Em outros momentos, como em sua participação no evento do Veritas Forum na Universidade Quinnipiac (EUA), Hutchinson mostrou que a ciência “não pode explicar tudo” e que a ideia comum de que a ciência e a fé estão em conflito foi rejeitada pelos historiadores especializados na história da ciência.

“Isso foi completamente desmentido pelos historiadores da ciência nos últimos 50 anos por cristãos sérios, incluindo membros do clero, fundamentais no desenvolvimento da ciência moderna por séculos”, asseverou. “Infelizmente, esse mito ainda exerce poderosa influência. Ele se sustenta por uma afirmação frequente de que não há evidência para o cristianismo, mas isso não é verdade.”

O livro mais recente de Hutchinson “Can a Scientist Believe in Miracles?” [Um cientista pode acreditar em milagres?], é um tratado apologético respondendo a centenas de perguntas que ele recebeu de estudantes sobre ciência, teologia e sua fé cristã. Ele explica sua motivação para escrever a obra: “Quero alcançar os cristãos que buscam entender melhor a relação entre fé e ciência, e os não-cristãos que estão interessados ​​na questão de como ciência e fé são compatíveis”. Encerrou dizendo que “as grandes questões sobre a vida permanecem importantes”, e podemos buscar uma melhor compreensão tanto na ciência quanto no cristianismo. 

Christian Post, via Gospel Prime

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Estamos sozinhos no Universo? Três acadêmicos de Oxford concluem que provavelmente sim!

"Onde estão?"

      Foi a pergunta que o famoso físico italiano Enrico Fermi fez a seus colegas quando trabalhava no Laboratório Nacional de Los Alamos, nos Estados Unidos, em 1950. Fermi discutia a existência de outras civilizações inteligentes e a aparente contradição entre as estimativas que afirmam haver uma alta probabilidade de essas civilizações existirem no universo observável - e a falta de evidências delas. Somente na Via Láctea, a estimativa mais conservadora indica a existência de cerca de 100 bilhões de estrelas, muitas rodeadas por planetas. Por que, então, ainda não temos a comprovação de vida inteligente além do nosso planeta? Se existem bilhões de possibilidades de que haja civilizações inteligentes, por que ninguém procurou entrar em contato?

       Essa disparidade, que é conhecida como o paradoxo de Fermi, foi agora reavaliada por três acadêmicos da Universidade de Oxford. E em seu estudo, intitulado Dissipar o Paradoxo de Fermi, eles dizem que é mais provável que a humanidade "esteja sozinha no Universo".

Equação

       Os três autores do estudo são Anders Sandberg, pesquisador do Instituto Futuro da Humanidade, da Universidade de Oxford, o engenheiro Eric Drexler, que popularizou o conceito de nanotecnologia, e Tod Ord, professor de Filosofia no mesmo centro acadêmico. O novo trabalho deles analisa uma das bases matemáticas do paradoxo de Fermi, a chamada equação de Drake, proposta pelo astrônomo Frank Drake na década de 1960. A equação foi concebida para estimar o número de civilizações detectáveis na Via Láctea e multiplica sete variáveis. Duas delas, por exemplo, são N, o número de civilizações na Via Láctea cujas emissões eletromagnéticas são possíveis de detectar, e fp, a fração de estrelas com sistemas planetários. Os três estudiosos de Oxford apresentaram uma versão atualizada da equação de Drake que incorpora "uma distribuição mais realista da incerteza".

"Sozinhos"

       A equação de Drake foi usada no passado para mostrar que a quantidade de possíveis lugares onde poderia haver vida deveria produzir um grande número de civilizações. Mas essas aplicações assumem "certeza em relação a parâmetros altamente incertos", apontam os autores do estudo.

"Nós examinamos esses parâmetros, incorporando modelos de transições química e genéticas nos caminhos em direção à origem da vida, e mostramos que o conhecimento científico existente corresponde a incertezas que abrangem várias ordens de magnitude. Isso faz uma grande diferença", acrescentaram Sandberg e seus colegas.

      A revisão da equação com distribuições mais realistas de incerteza levou os autores a concluírem que "há uma probabilidade de 39% a 85% de que os seres humanos estejam sozinhos no Universo".

"Encontramos uma probabilidade substancial de que não haja outra vida inteligente em nosso universo observável e, portanto, não deveria haver surpresa quando não detectamos quaisquer sinais disso," afirmam os autores. A maior incerteza "nos leva a concluir que existe uma probabilidade razoavelmente alta de estarmos sozinhos", reforçam eles.

Inteligência extraterrestre

       Os autores do estudo não acreditam, no entanto, que os cientistas deveriam desistir de buscar inteligência extraterretre ou SETI, da sigla em Inglês. Recentemente, por exemplo, cientistas descobriram a existência de complexas moléculas baseadas em carbono nas águas de Enceladus, uma lua de Saturno, que podem indicar que o local é capaz de abrigar vida - algo que só será comprovado após muitos anos mais de pesquisas.

"Não estamos mostrando que essa busca (por vida extraterrestre) é inútil, pelo contrário", declarou Sandberg. "O nível de incerteza que temos de reduzir é enorme e a astrobiologia e a SETI podem desempenhar um papel importante na redução dessa incerteza de alguns parâmetros." Não há respostas simples para o paradoxo de Fermi. Se apesar da baixa probabilidade, for detectada vida extraterrestre inteligente no futuro, Sandberg diz que "não devemos nos surpreender muito".

Fonte: G1

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Nosso sistema solar aponta para um Criador, afirma astrofísico

       Um novo estudo publicado na revista científica The Astronomical Journal, mostra que nosso sistema solar pode ser único em todo o universo. As características que tornam o nosso arranjo planetário único são os mesmos elementos que tornam a Terra habitável, explica Jay Richards, pesquisador do Discovery Institute e co-autor do livro “O Planeta Privilegiado”. Os astrofísicos da Universidade de Montreal, no Canadá, estudaram 909 planetas e 355 estrelas e descobriram que, ao contrário do nosso sistema solar, os planetas em outros sistemas são de tamanho semelhante, com espaçamento regular entre suas órbitas, lembra a pesquisadora Lauren Weiss.

       Em nosso sistema solar, Júpiter, o maior planeta, é 28,5 vezes maior em diâmetro que o menor planeta, Mercúrio e os planetas têm espaços surpreendentemente grandes entre suas órbitas. Os pesquisadores observaram que essas variações poderiam sugerir que nosso sistema solar se formou de maneira bem diferente dos outros no universo. Weiss disse que essas disparidades “não ocorreriam se os tamanhos ou espaçamentos dos planetas fossem atribuídos aleatoriamente”. Os pesquisadores compararam as propriedades distintas de nossos planetas às interrupções causadas pelos tamanhos de Júpiter e Saturno.

       Para Richards, esse design incomum de nossos corpos planetários mostra a mão de um Criador. O estudioso acredita que esse novo estudo certamente mostra algo muito incomum no nosso sistema solar, formado por alguns planetas rochosos na parte interna, com uma zona habitável (onde fica a Terra) e um par de gigantes cheios de gás na parte externa para proteger os planetas rochosos, exatamente o que é necessário para haver vida.


“Se você está tentando construir um sistema habitável, ele precisaria ser muito, muito parecido com o que temos aqui”, destaca. Com informações WNG

Via: Gospel Prime 

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Bebês sem mãe e a criação de uma manchete mentirosa

      Foi destaque na mídia na semana passada: um grupo de pesquisadores do Reino Unido afirmou que no futuro talvez seja possível criar embriões com dois pais e sem mãe, supostamente derrubando um “dogma científico” de quase dois séculos, segundo o qual só um óvulo em estado natural seria capaz de ativar alterações na atividade dos genes de um espermatozoide para dar origem a uma prole saudável. No experimento, realizado com camundongos, os cientistas liderados por Tony Perry, do Departamento de Biologia e Bioquímica da Universidade de Bath, no Sudoeste da Inglaterra, usaram tratamentos químicos para “enganar” óvulos e fazer com que eles começassem a se desenvolver em embriões sem ter sido fertilizados. Mas, com apenas metade do código genético necessário para formar um organismo, esses embriões haploides, conhecidos como partenotos, são inviáveis, morrendo em poucos dias. Antes disso, no entanto, os pesquisadores injetaram neles espermatozoides, fornecendo a segunda metade dos pares de cromossomos necessários para que continuassem a se desenvolver em um ser diploide.

          Parecia, finalmente, a solução para que “casais” masculinos pudessem ter filhos. Só que não. As coisas permanecerão do jeito que Deus idealizou. Nada como um dia depois do outro para a gente sentir vergonha alheia de alguns coleguinhas da imprensa.

      Segundo matéria publicada no site da revista Science, tudo não passou de espetáculo. Os cientistas não descobriram como fazer “bebês sem mãe”, nem chegaram perto de criar um embrião sem o uso de um óvulo. Diz a matéria: “Um artigo publicado na Nature Communications provocou uma enxurrada de manchetes sobre formas futuristas de contornar a fórmula básica ‘espermatozoide + óvulo = embrião’. Foram contadas histórias de pesquisadores que teriam usado uma célula da pele, por exemplo, em vez de um óvulo, para fazer um bebê, o que, segundo eles, poderia tornar possível para um casal gay ter um bebê por meio da fusão do espermatozoide de um homem com a célula da pele do outro.”

        Só que, segundo a Science, o que foi divulgado não tem nada a ver com a ideia de criar um embrião sem o uso de um óvulo. Como a maioria dos livros de biologia introdutória explica, o que faz com que espermatozoide e óvulo sejam capazes de se fundir e dar origem a um novo organismo é que cada um deles contém apenas metade dos cromossomos. O termo técnico para isso é uma célula haploide. As células da pele são definitivamente não haploides, e ninguém chegou perto de descobrir como torná-las assim.

         Além disso, o óvulo contém poderosos fatores ainda desconhecidos que lhe permitem dirigir os primeiros passos do desenvolvimento embrionário. Resumindo, os óvulos ainda são insubstituíveis e revelam tremendo design inteligente e complexidade irredutível. Os mecanismos complexos que promovem a fecundação, como a afinidade bioquímica entre as duas células germinativas totalmente diferentes, e a capacidade do óvulo de dirigir o desenvolvimento do embrião deveriam estar presentes desde a primeira vez em que um óvulo foi fecundado por um espermatozoide, do contrário, não estaríamos aqui falando sobre isso.

       A matéria da Science também dá as dicas de como tornar uma pesquisa não conclusiva em um “fato” midiático. Anote aí:

1. Crie um título cheio de jargão: “Ratos produzidos por reprogramação mitótica do esperma injetado em partenogênese haploide.” Ou algo do gênero.

2. Divulgue sua pesquisa em linguagem mais acessível e crie um título interessante: “Esperma de rato gera descendência viável sem fertilização de um óvulo.”

3. Organize uma conferência para a imprensa com os autores do paper.

4. Consiga uma citação elogiosa de um cientista bem conhecido e respeitado. Tipo:
“[É] um tour de force técnico.”

E funciona. Veja a manchete no Telegraph: “Bebês sem mãe são possíveis: como os cientistas criaram descendência viva, sem necessidade de um óvulo feminino”; e no The Guardian: “Células da pele podem ser usadas em lugar de óvulos para fazer embriões, dizem cientistas.”


      Por enquanto, para continuar existindo, a espécie humana continua dependendo da maravilhosa união entre as células germinativas de um homem e uma mulher. E fica a grande lição: não confie em tudo o que lê e vê por aí. 

Michelson Borges

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Novos estudos reforçam a tese criacionista sobre a variabilidade dos seres vivos

     Matthew Ravosa, da Universidade de Notre Dame, liderou uma equipe que publicou recentemente um artigo na Biological Reviews[1, 2] a respeito da plasticidade dos aspectos físicos de uma dada espécie. Animais submetidos a dietas diferentes possuem desenvolvimentos diferentes nos mais diversos níveis, como afirma o professor Ravosa: 
“Durante o crescimento pós-natal, mostramos que essas variações no estresse de mastigação relacionadas à dieta induzem uma cascata de mudanças nos níveis celular, de tecidos, protéicos e genéticos, de forma a manter a integridade das estruturas craniomandibulares envolvidas no processamento de alimento.”[1]
As variações induzidas nesses experimentos chegam mesmo a ser comparadas a diferenças observadas entre espécies distintas: 
“Em terceiro lugar, dada a longa duração dos experimentos, somos capazes de demonstrar que um padrão dietético iniciado ainda no período pós-natal e de duração prolongada pode resultar em níveis de variações das mandíbulas de uma única espécie em par com aquelas observadas entre espécies.”[1] 
       O professor Ravosa também chama a atenção para o tipo de dificuldade que isso traz para a interpretação dos fragmentos de ossos encontrados no registro fóssil: 
“Essas análises longitudinais mostram que os efeitos morfológicos da ‘sazonalidade’ dietética são detectados apenas em algumas regiões do crânio, o que atrapalha ainda mais nossa habilidade de reconstruir acuradamente a biologia de organismos fósseis representados por espécimes singulares e fragmentados.”[1
    Em outras palavras, um pesquisador corre o risco de anunciar a descoberta de uma nova espécie com base em uns poucos fragmentos de ossos, quando na verdade o que tem em mãos pode ser apenas uma variação de uma espécie já conhecida induzida pela própria alimentação. Ressalte-se que a definição de espécies é, há muito tempo, um tema controverso.

     Os criacionistas, ao contrário do que afirmam determinados livros-texto universitários,[3] não são fixistas, isto é, não defendem que as espécies que existem hoje foram criadas da forma como as conhecemos desde o início. A própria tese criacionista para o repovoamento do mundo animal após o dilúvio depende da existência de variabilidade. Alguns chamam isso de microevolução, embora existam boas razões para utilizarmos termos como diversificação de baixo nível.

     O tipo de variabilidade que normalmente é encontrado no registro fóssil, e que é invocado exaustivamente como evidencia a favor da evolução, ajusta-se melhor à ideia criacionista de variações limitadas. É comum, quando se pesquisa o argumento em fonte evolucionista, encontrarmos um cenário que coloca de um lado a proposta evolucionista, que prevê variações, e do outro uma distorcida proposta criacionista, que não prevê variações. Diante das variações observadas em experimentos e no registro fóssil, argumenta-se então que a evidência é favorável à evolução. Nada mais enganoso.

    Quando se entende que ambas as propostas preveem variações, recai sobre os evolucionistas o ônus de demonstrar as transformações que excedem essas mudanças em pequena escala, ou o que muitos chamariam de macroevolução. Nas palavras de um evolucionista sincero nesse ponto, “é possível imaginar, por extrapolação, que, se os processos em pequena escala que vimos continuassem por um período de tempo suficientemente longo, eles poderiam produzir a variedade moderna da vida”.[3] E é este o ponto que realmente deveria figurar no centro do debate: Essa extrapolação é válida? Não seriam o grande número de fraudes e interpretações equivocadas sintomas de que a extrapolação evolucionista se sustenta forçosamente, mais apoiada em uma visão de mundo do que em evidência palpável?

(Rodrigo Meneghetti Pontes - Doutor em Química pela UEM)


[1] University of Notre Dame. “Reinterpreting the fossil record on jaws.” ScienceDaily, 17 August 2016.

[2] Matthew J. Ravosa, Rachel A. Menegaz, Jeremiah E. Scott, David J. Daegling, Kevin R. McAbee. “Limitations of a morphological criterion of adaptive inference in the fossil record”. Biological Reviews, 2015; DOI: 10.1111/brv.12199

[3] Mark Ridley, Evolução, 3a Ed., Artmed, 2006, p. 67, 77.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Estudo científico comprova que ficar remoendo mágoa e não perdoar traz danos mentais

     Ficar “remoendo” mágoas já é comprovado cientificamente que se trata de um comportamento bastante prejudicial à saúde. De acordo com um novo estudo na revista científica Journal of Health Psychology , perdoar aos outros e si mesmo protege seu corpo de uma grande onda de estresse e te levar a uma boa saúde mental. Os responsáveis pelo estudo analisaram os efeitos do stress sobre a saúde mental de uma pessoa, e como as pessoas mais tolerantes saíram em comparação com pessoas que não eram tão compreensivas. Para fazer isso, eles pediram 148 jovens adultos para preencher questionários que avaliaram seus níveis de estresse, a sua tendência para perdoar e sua saúde física e mental.

       Não foi nenhuma surpresa para os autores quando analisaram os dados e viram que as pessoas que se cobravam muito a si e aos outros durantes suas vidas, tinham pior saúde mental e física. Mas, também ficou claro que as pessoas eram altamente tolerantes a si mesmos e os outros, eram praticamente livres de qualquer estresse ou doença mental.

"O ato de perdoar funciona como uma espécie de amortecedor contra o stress. Se você não tem tendência para perdoar, sente os efeitos brutos do stress de forma absoluta", disse Loren Toussaint, professor de psicologia na Luther College e principal autor do estudo.

       Embora não possam afirmar definitivamente de que forma o perdão resguarda a saúde contra os males do stress, os pesquisadores esperam que pessoas mais tolerantes tenham mais habilidade para lidar com as adversidades da vida ou ainda podem ter uma reação mais suave em situações estressantes. Toussaint acredita que todas as pessoas podem aprender a perdoar e serem mais tolerantes. Segundo ele, a prática é passível de ser trabalhada em sessões de terapia. “O perdão elimina a conexão entre stress e doença mental. Eu acho que a maioria das pessoas quer se sentir bem e o perdão lhes oferece essa oportunidade”, conclui.


Nota do Blog: O próprio Deus nos ensinou através da Sua Palavra a fórmula para a Felicidade: o Perdão.

"Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: "Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? " Jesus respondeu: "Eu lhe digo: não até sete, mas até setenta vezes sete." (Mateus 18:21,22)

"Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará.
Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas".
(Mateus 6:14,15)

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Por que Jesus Cristo não disse claramente: "Eu sou Deus"?

     
     Essa semana, assisti um vídeo onde um Muçulmano tenta humilhar uma católica, dizendo à ela, que os muçulmanos seguem mais à Jesus do que os próprios cristãos, apresentando versículos descontextualizados para "provar" que Jesus não é Deus e nunca pretendeu ser. A pergunta da jovem foi a seguinte: "se eu sou católica, então eu vou para o inferno?" A resposta dele, saindo pela tangente foi: "De acordo com o que penso, se você for uma boa cristã. Se você realmente segue os ensinamentos de Jesus [...] Você irá para o céu". Um líder islâmico dizendo isso pode parecer estranho, ou até blasfêmia! Mas se você continuar vendo o vídeo, irá perceber que para ser um verdadeiro seguidor de Jesus Cristo, na visão do muçulmano, você dever ser tornar um muçulmano. Isso mesmo! Um verdadeiro cristão, necessariamente deveria seguir os ensinamentos de Jesus e isso inclui se tornar um adepto do Islã! Ele argumenta que a igreja transformou Jesus em um ser divino e, segundo ele, não existe base Bíblica para defender a divindade do Senhor Jesus. Argumenta também que Ele jamais disse claramente ser Deus ou pretendeu que a Igreja assim interpretasse Suas palavras. E completou dizendo que se mostrassem à ele algum versículo inequívoco que provasse que Jesus afirmou ser Deus, ele se converteria ao cristianismo. 

     Mas será que ele está certo? Será que os primeiros discípulos interpretaram incorretamente as Palavras do Mestre e podemos jogar no lixo dois mil anos de Teologia cristã. Ou existe base bíblica para defendermos a divindade de Jesus? A intenção desse artigo não é fazer uma defesa exaustiva da divindade de Jesus, presente em toda Escritura, mas utilizar somente textos com as próprias Palavras de Cristo. Nesse artigo não vou refutar os versículos utilizados pelo muçulmano, pois senão a postagem ficará gigantesca, porém aos poucos todas as passagens descontextualizadas citadas por esse senhor serão refutadas em artigos posteriores. 

      Antes de continuar, é interessante pontuarmos o que realmente pensa o Islã em relação à Jesus (Issa). De fato, o islamismo professa grande respeito por Cristo. Muitos muçulmanos afirmam que Cristo é um dos mais poderosos profetas que precederam o maior profeta, Maomé. Admiram Cristo, mas não o adoram. Os muçulmanos acreditam que o único pecado imperdoável é associar alguém ou qualquer coisa com o Todo-poderoso. Portanto, a própria ideia da encarnação é anátema. Pensam que os cristãos pegaram um homem e o fizeram Deus [1]. Como diz Anderson: "Acham extremamente difícil perceber que o movimento no cristianismo não é para cima mas para baixo: não exaltando um homem e comparando-o com Deus, mas adorando um Deus que tornou-se homem”.[2]

"[...] O santo Alcorão fala de outra grande tribulação na forma da doutrina cristã relativa à divindade de Cristo. Nos mais fortes termos, o livro denuncia esta doutrina como a maior de todas as tribulações para a humanidade. [...] Por causa dela os céus podem quase ser rasgados, e a terra fendida, e as montanhas caírem em pedaços, e ainda por cima atribuem um filho para o beneficente! Assim a doutrina da divindade de Jesus, de acordo com o Alcorão, não pode ser designada a Cristo mas ao anticristo".[3] (grifo meu)

      Bom, mas ao contrário do que esse Senhor disse e, contrariando o título da minha postagem, Jesus disse sim, claramente que ele era Deus. Isso mesmo! Existem versículos inequívocos que relatam as falas de Jesus, assumindo a Sua divindade. Talvez não seja tão explícita para aqueles que desconsideram a exegese das passagens. Mas os Fariseus entenderam muita bem essa "blasfêmia". No Evangelho de João, lemos: 
"Respondeu Jesus: "Se glorifico a mim mesmo, a minha glória nada significa. Meu Pai, que vocês dizem ser o Deus de vocês, é quem me glorifica. Vocês não o conhecem, mas eu o conheço. Se eu dissesse que não o conheço, seria mentiroso como vocês, mas eu de fato o conheço e guardo a sua palavra. Abraão, pai de vocês, regozijou-se porque veria o meu dia; ele o viu e alegrou-se". Disseram-lhe os judeus: "Você ainda não tem cinqüenta anos, e viu Abraão? "Respondeu Jesus: "Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, Eu Sou! "Então eles apanharam pedras para apedrejá-lo, mas Jesus escondeu-se e saiu do templo". (João 8:54-59) (grifo meu)
     Eu não consigo ver uma declaração mais explícita de divindade do que essa! E os Judeus entenderam muito bem o que Ele quis dizer, pois quiseram apedrejá-lo, de acordo com a Lei de Moisés (Levítico 24:16). A referência à Eu Sou no Antigo Testamento nos remete ao próprio Deus de Israel, o Senhor Javé, quando se apresenta a Moisés, na sarça: "Disse Deus a Moisés: "Eu Sou o que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês". (Êxodo 3:14). (grifo meu). 

"Mas ele continuou: "Vocês são daqui de baixo; eu sou lá de cima. Vocês são deste mundo; eu não sou deste mundo. Eu lhes disse que vocês morrerão em seus pecados. Se vocês não crerem que Eu Sou, de fato morrerão em seus pecados". (João 8:23,24)

"Então Jesus disse: "Quando vocês levantarem o Filho do homem, saberão que Eu Sou, e que nada faço de mim mesmo, mas falo exatamente o que o Pai me ensinou." (João 8:28)

     Os ensinamentos de Jesus estão repletos de declarações Eu Sou, o que define claramente sua identificação como Javé (YHWH). 

      No Evangelho de Marcos, que segundo alguns especialistas, seria o mais antigo dos Evangelhos, nos traz a seguinte declaração de Jesus:
"Mas Jesus permaneceu em silêncio e nada respondeu. Outra vez o sumo sacerdote lhe perguntou: "Você é o Cristo, o Filho do Deus Bendito? "Sou", disse Jesus. "E vereis o Filho do homem assentado à direita do Poderoso vindo com as nuvens do céu". O sumo sacerdote, rasgando as próprias vestes, perguntou: "Por que precisamos de mais testemunhas? Vocês ouviram a blasfêmia. Que acham?" Todos o julgaram digno de morte. (Marcos 14:61-64)
       Porque será que o Sumo sacerdote ficou tão indignado com a declaração de Jesus? Só por que ele disse que era filho do Deus Bendito e filho do Homem? Talvez para um leitor que não se aprofundou no conhecimento bíblico, pode parecer uma declaração sem sentido. Mas para conhecedores profundos da Torá, como os Judeus, Jesus disse algo impensável para um homem: disse ser o próprio Deus.

    "Devemos nos lembrar de que os judeus não eram uma tribo de selvagens ignorantes, mas um povo de elevado nível cultural e de intensa vida religiosa; e foi com base nessa mesma acusação que, sem uma única voz discordante, Sua morte foi decretada pelo Sinédrio — o grande concilio nacional dos judeus, composto pelos seus mais destacados líderes religiosos, inclusive homens como Gamaliel e seu grande discípulo, Saulo de Tarso." [4]

 Vejamos de onde o Senhor tira essa declaração: 
"Na minha visão à noite, vi alguém semelhante a um filho de um homem, vindo com as nuvens dos céus. Ele se aproximou do ancião e foi conduzido à sua presença. A ele foram dados autoridade, glória e reino; todos os povos, nações e homens de todas as línguas o adoraram. Seu domínio é um domínio eterno que não acabará, e seu reino jamais será destruído." (Daniel 7:13,14) (grifo meu)
      A referência que Jesus fez, ao chamar a si por “Filho do Homem” encontra-se no livro de Daniel. E claramente esta referência profética trata de Sua divindade, como está muito claro no texto. A acusação contra Jesus era de blasfêmia. Assim, vemos que Jesus foi crucificado por ser quem Ele realmente era, por ser o Filho de Deus, ou seja, o próprio Deus. Um esboço de Seu testemunho deixará isso claro:

1. Ele era o Filho do Deus Bendito.
2. Ele era aquele que se sentaria à direita do Todo-poderoso.
3. Ele era o Filho do homem, que viria sobre as nuvens do céu. 

Diante disso William Child Robinson conclui que:
"Cada uma dessas (três) afirmações é caracteristicamente messiânica. Em termos messiânicos, essas afirmações têm um impacto potencializador de 'significado impressionante"'. Por sua vez, Herschel Hobbs reitera que: "O Sinédrio compreendeu as três questões. Eles as resumiram em uma única pergunta: 'És o Filho de Deus?' Essa pergunta aguardava uma resposta afirmativa. A pergunta equivalia a uma declaração da parte deles. Por isso Jesus simplesmente respondeu: 'Vós dizeis que eu sou'. De modo que Ele os fez admitirem Sua identidade antes que formalmente o declarassem réu de morte. Foi uma estratégia inteligente da parte de Jesus. Ele iria morrer com base em seu próprio reconhecimento de que era Deus, mas também com base no reconhecimento deles". "De acordo com eles não havia necessidade de qualquer outro testemunho, pois eles próprios haviam no ouvido dizer. De sorte que o condenaram pelas palavras da 'sua Própria boca'. Mas Ele também os condenou pelas palavras que pronunciaram. Não poderiam dizer que não declararam o Filho de Deus réu de morte."[5]
Em outra passagem, inequívoca, Jesus declara: "Eu e o Pai somos um". A reação foi imediata:

 "Novamente os judeus pegaram pedras para apedrejá-lo, mas Jesus lhes disse: "Eu lhes mostrei muitas boas obras da parte do Pai. Por qual delas vocês querem me apedrejar?" 

Então ouvimos a comprovação da nossa tese:

"Responderam os judeus: "Não vamos apedrejá-lo por nenhuma boa obra, mas pela blasfêmia, porque você é um simples homem e se apresenta como Deus". (João 10:30-33) (grifo meu)

     Irwin Linton, um advogado, traz esse detalhe à tona; quando declara: "Dentre os julgamentos de crimes cometidos, o de Jesus é sui generis, pois não são as ações, mas a identidade do acusado que está em questão. A acusação de crime feita contra Cristo, a confissão ou testemunho ou, melhor, o comportamento diante da corte, pelo qual Ele foi condenado, a pergunta feita pelo governador romano e a inscrição e proclamação colocadas sobre a cruz, na hora da execução, tudo isso diz respeito a uma só questão, a da verdadeira identidade e importância de Cristo.[6]

Prerrogativas Divinas      


Jesus também tem prerrogativas divinas, como perdoar pecados, por exemplo:
"Portanto, eu lhe digo, os muitos pecados dela lhe foram perdoados, pelo que ela amou muito. Mas aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama". Então Jesus disse a ela: "Seus pecados estão perdoados". Os outros convidados começaram a perguntar: "Quem é este que até perdoa pecados?"(Lucas 7:47-49) (grifo meu)
Ou Mateus:
"Entrando Jesus num barco, atravessou o mar e foi para a sua própria cidade. Alguns homens trouxeram-lhe um paralítico, deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: "Tenha bom ânimo, filho; os seus pecados estão perdoados"Diante disso, alguns mestres da lei disseram a si mesmos: "Este homem está blasfemando!"   (Mateus 9:1-3) (grifo meu)
       Alguém poderia dizer: Mas qualquer um pode dizer isso! Realmente. Dizer qualquer um pode. O problema é provar! De fato, o perdão é um milagre invisível que não pode ser verificado diretamente. Falar é fácil. Mas fazer um milagre físico que pode ser verificado objetivamente é mais difícil. Para provar que Ele tinha de fato esse poder, ele termina a frase:
"Conhecendo Jesus seus pensamentos, disse-lhes: Por que vocês pensam maldosamente em seus corações? Que é mais fácil dizer: ‘Os seus pecados estão perdoados’, ou: ‘Levante-se e ande’? Mas, para que vocês saibam que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados" — disse ao paralítico: "Levante-se, pegue a sua maca e vá para casa". Ele se levantou e foi." (Mateus 9:4-7)
     Como disse Erwin Lutzer: A argumentação de Cristo foi: “Que este milagre visível seja prova de que Eu tenho autoridade sobre o mundo invisível”[7]

     Lee Strobel, em seu livro “Em Defesa de Cristo”, em uma entrevista com o Dr. Donald A. Carson Ph.D., especialista em Novo Testamento e em diversas áreas teológicas, incluindo o estudo do Jesus histórico, ouviu a seguinte sentença: 
“De todas as coisas que Ele fez, a que mais me surpreende é o perdão de pecados (…). Se você faz alguma coisa contra mim, tenho o direito de perdoá-lo. Todavia, se você faz algo contra mim e aí vem uma pessoa e diz ‘eu lhe perdoo’, que ousadia é essa? A única pessoa capaz de pronunciar genuinamente essas palavras é Jesus, porque o pecado, mesmo se cometido contra outras pessoas, é, antes de tudo e principalmente, um desafio a Deus e às suas leis (…). Aparece então Jesus e diz aos pecadores: ‘os seus pecados estão perdoados’. Os judeus imediatamente viram nisso uma blasfêmia. Eles reagiram dizendo: ‘quem pode perdoar pecados, a não ser somente Deus?”[8]
      As afirmações são explícitas demais! Só não é para aqueles que não compreende a profundidade das afirmações de Jesus. C.S. Lewis ex-ateu e grande escritor cristão, resume muito bem:
 "O verdadeiro choque vem depois. Entre os judeus surge, de repente, um homem que começa a falar como se ele próprio fosse Deus. Afirma categoricamente perdoar os pecados. Afirma existir desde sempre e diz que voltará para julgar o mundo no fim dos tempos. Devemos aqui esclarecer uma coisa: entre os panteístas, como os indianos, qualquer um pode dizer que é uma parte de Deus, ou é uno com Deus, e não há nada de muito estranho nisso. Esse homem, porém, sendo um judeu, não estava se referindo a esse tipo de divindade. Deus, na sua língua, significava um ser que está fora do mundo, que criou o mundo e é infinitamente diferente de tudo o que criou. Quando você entende esse fato, percebe que as coisas ditas por esse homem foram, simplesmente, as mais chocantes já pronunciadas por lábios humanos." [9]
      No Antigo Testamento não vemos uma declaração que chegue sequer perto do que Jesus afirmou ser. Nem Abraão, Moisés, Davi ou qualquer um dos profetas, teve a "audácia" de dizer o que Cristo disse. Homens que receberam a Revelação de Deus, Reis, sacerdotes ou Juízes nunca fizeram alegações como a que Jesus fez. Em nenhuma outra grande religião monoteísta vemos algo semelhante. Thomas Schultz escreve que, conforme vemos, seguramente Ele não se encaixa dentro do molde de outros líderes religiosos: 
"Nenhum dos grandes líderes religiosos, nem Moisés, nem Paulo, nem Buda, nem Maomé, nem Confúcio, nem qualquer outro, alguma vez afirmou que era Deus; ou melhor, com a exceção de Jesus Cristo. Cristo é o único líder religioso que chegou a declarar a sua divindade e o único indivíduo que convenceu uma grande parte do mundo de que era Deus" [10]

Um pouco mais de referências:


 "Pois o Filho do homem é Senhor do sábado". (Mateus 12:8)

 "Por essa razão, os judeus mais ainda queriam matá-lo, pois não somente estava violando o sábado, mas também estava até mesmo dizendo que Deus era seu próprio Pai, igualando-se a Deus." (João 5:18)

"Pois, da mesma forma que o Pai ressuscita os mortos e lhes dá vida, o Filho também dá vida a quem ele quer dá-la. Além disso, o Pai a ninguém julga, mas confiou todo julgamento ao Filho, para que todos honrem o Filho como honram o Pai. Aquele que não honra o Filho, também não honra o Pai que o enviou"Eu lhes asseguro: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida. Eu lhes afirmo que está chegando a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e aqueles que a ouvirem, viverão. Pois, da mesma forma como o Pai tem vida em si mesmo, ele concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. E deu-lhe autoridade para julgar, porque é o Filho do homem. "(João 5:21-27)


"Então lhe perguntaram: "Onde está o seu pai? " Respondeu Jesus: "Vocês não conhecem nem a mim nem a meu Pai. Se me conhecessem, também conheceriam a meu Pai". (João 8:19)

"Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em mim". (João 14:1)

"Respondeu Jesus: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim." (João 14:6)

"Jesus respondeu: "Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê o Pai. Como você pode dizer: ‘Mostra-nos o Pai’?" (João 14:9)

"E agora, Pai, glorifica-me junto a ti, com a glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse." (João 17:5)

Concluo com as memoráveis palavras de C.S. Lewis:
“Com isso, tento evitar que alguém caia na suprema tolice em que muitas vezes se incorre a respeito de Cristo: ‘Sim, estou disposto a aceitar que Jesus foi um grande mestre de moral, mas não aceito a sua pretensão de ser Deus’. Esta é a única afirmação que não podemos fazer. Um homem que não fosse senão um homem, e mesmo assim dissesse aquilo que Cristo dizia, não poderia nunca ser um ‘grande mestre de moral’. Ou seria um lunático – em pé de igualdade com alguém que afirmasse ser um ovo frito -, ou então teria de ser o próprio demônio das profundezas do inferno. Cada um de nós tem que fazer a sua escolha. Ou esse homem era, e é, o Filho de Deus, ou então era um louco ou coisa pior. Você poderá recluí-lo num hospício por acha-lo maluco, cuspir nEle e mata-lo por considera-lo um demônio, ou cair a seus pés e chamar-lhe Senhor e Deus. Só não pode vir com tolices condescendentes como essa de que é um dos ‘grandes mestres de moral’ da humanidade. Ele não nos deixou aberta essa porta. Nunca pretendeu faze-lo”. [11]
        Se Ele não foi Deus, foi um lunático, enganador, pecador, mentiroso e o mais vil de todos os homens, que se enganou quanto a Sua pessoa e sua missão. Que iludiu seus seguidores, pois simplesmente não poderia cumprir as Suas promessas de conceder Vida eterna aqueles que nEle cressem.

       Porém, podemos ter a plena convicção de que Jesus, o Nosso Senhor é a segunda Pessoa da Trindade Santa, Eterno, pois "Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre." (Hebreus 13:8) e o nosso eterno Redentor, "ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não lançando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação." (2 Coríntios 5:19) e "sabemos também que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento, para que conheçamos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna." (1 João 5:20) (grifo meu)


Digno de adoração

"Então olhei e ouvi a voz de muitos anjos, milhares de milhares e milhões de milhões. Eles rodeavam o trono, bem como os seres viventes e os anciãos, e cantavam em alta voz: "Digno é o Cordeiro que foi morto de receber poder, riqueza, sabedoria, força, honra, glória e louvor! " Depois ouvi todas as criaturas existentes no céu, na terra, debaixo da terra e no mar, e tudo o que neles há, que diziam: "Àquele que está assentado no trono e ao Cordeiro sejam o louvor, a honra, a glória e o poder, para todo o sempre! " Os quatro seres viventes disseram: "Amém", e os anciãos prostraram-se e o adoraram. (Apocalipse 5:11-14) 
"E ainda, quando Deus introduz o Primogênito no mundo, diz: "Todos os anjos de Deus o adorem". (Hebreus 1:6)
 "Disse-lhe Tomé: "Senhor meu e Deus meu! " (João 20:28) (grifo meu)
       Portanto não existe dúvida: Jesus reivindicou Sua autoridade Divina e nos deu provas incontestáveis de que era o próprio Deus, assim como quis que essa fosse a interpretação dos seus discípulos e de toda a Igreja.

Paz do Senhor Jesus à todos
Prof. Saulo Nogueira

Referências: 

[1] LUTZER, Erwin E. Cristo entre outros deuses. São Paulo: CPAD, 2000, p. 113
[2] J. N. D. Anderson, Christianity and Comparative Religion (Downers Grove: InterVarsity, 1970), p. 49.
[3] Moslem Society of U.S.A. (Chicago: Heaven On Earth Publications, s.d.).
[4] MCDOWEL, Josh. Evidência que exige um veredito. São Paulo:Candeia, 1996, p. 87
[5] Ibid; p. 87
[6] Ibid; p. 86
[7] LUTZER, Erwin E. Ibid; p. 102
[8] STROBEL, Lee. Em defesa de Cristo. São Paulo: Vida, 2001 p. 166
[9] LEWIS, C.S. Cristianismo puro e simples. São Paulo: Martins Fontes, 2005, p. 24.
[10] MCDOWEL, Josh. Ibid; p. 85
[11] LEWIS, C.S. Ibid; p. 24.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

O verdadeiro Natal

       Sem dúvida, o Natal é a data mais festejada do cristianismo. Nem mesmo os ateus conseguem fugir do Natal, e de uma ou outra maneira são confrontados com essa festa. Mas até que ponto conseguimos realmente compreender o significado do Natal? Em pensamentos sempre lembramos da estrebaria e da criança na manjedoura. Mas esse é apenas um dos fragmentos visíveis do que aconteceu naquela ocasião. O Natal é muito mais. Ele é a primeira ligação entre o céu e a terra. Trata-se de um encontro da glória invisível de Deus com a nossa existência humana. O eterno e poderoso Deus, uma personalidade que não pode ser compreendida pelo nosso raciocínio, um poder que não pode ser expresso em palavras, enviou o Seu Filho Jesus para a terra. Cristo, o Filho de Deus, teve de tornar-se homem!

       Certamente Deus poderia ter agido de outra maneira. Ele poderia ter dado uma aparência sobre-humana a Seu Filho, como a um anjo, enviando-O para a terra. Mas assim Jesus não ter-se-ia tornado homem, e Ele também seria sempre visto somente como um ser sobrenatural. Jesus tornou-se homem. Ele começou a Sua vida como todos nós: Ele nasceu num mundo perdido. Ele não teve nenhum lar seguro, pois pobreza, inquietação e fuga caracterizaram os primeiros dias da Sua vida. Com Ele aconteceu exatamente o mesmo que ocorre a milhões de pessoas em nossos dias. Jesus foi homem como nós. Esta é a verdade sóbria do Natal. Mas a mensagem do Natal é o esplendor da glória de Deus que paira sobre todos esses acontecimentos. Embora Jesus tivesse se tornado homem, Sua verdadeira glória não pôde permanecer oculta. Até os magos do longínquo Oriente reconheceram: lá em Belém nasceu alguém que é mais que simples homem! Eles O procuraram e tiveram um encontro com Jesus. O Natal é o convite de Deus a nós seres humanos: venham, vejam meu Filho! O verdadeiro encontro com Jesus, o verdadeiro Natal, também fez com que os magos do Oriente mudassem os seus planos de viagem: 
"Sendo por divina advertência prevenidos em sonho para não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra" (Mt 2.12). 
       O encontro com Jesus protegeu-os de um novo encontro com o Seu adversário. O Natal também é uma ordem de Deus a nós: siga por outro caminho! O grande perigo em relação ao Natal está na tradição exterior. Brilho de luzes e cânticos de Natal não fazem o Natal. Ele somente torna-se uma festa verdadeira se encontrarmos Jesus de verdade e se por meio disso ocorrer uma mudança no rumo da nossa vida. O encontro com Jesus abre os nossos ouvidos interiores para a exigência do Altíssimo: siga por outro caminho! Estamos dispostos a obedecer ao que Deus nos ordena?

Feliz Natal à todos que estão em Cristo Jesus.
Prof. Saulo Nogueira

 (Peter Malgo - http://www.ajesus.com.br)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Deus manda, o Diabo obedece.

jo 2
        O início do livro de Jó nos mostra uma situação muito estranha. Em um primeiro olhar, temos a sensação de que o Senhor está engajado numa barganha com Satanás acerca da vida do “homem íntegro e justo; [que] temia a Deus e evitava fazer o mal” (Jó 1.1). Parece uma espécie de aposta, de desafio. Que esquisito. Como podemos entender isso? O que o relato desse diálogo entre o Senhor e o Diabo nos ensina? Se conseguirmos enxergar além, vamos perceber que Deus na verdade não barganhou em momento algum com Satanás, mas só deu papo para o inimigo e permitiu que ele afligisse Jó por uma razão bem específica, que veremos no último parágrafo deste texto.

     É um enorme equívoco achar que Deus e Satanás estão numa batalha em pé de igualdade. Entenda: a única relação dos demônios com o Criador é no sentido de obedecer e implorar ao Senhor. Do mesmo modo que eu e você, como criaturas, dependemos da permissão do Pai para tudo, todo e qualquer ser espiritual tem de seguir o mesmo protocolo. Sim, Satanás é obrigado, em tudo, a dizer ao Todo-poderoso: “Seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus”. Ele não tem escolha. Então o que esse trecho de Jó mostra não é um Deus que barganha com o Diabo, mas um Diabo que está submisso em tudo a Deus e tem necessariamente de obedecer-lhe - embora de muita má vontade, é verdade. Mas se o Senhor manda, o Diabo só pode dizer "amém" - as forças espirituais da maldade jamais moverão uma palha sequer se o Todo-poderoso não permitir.
        Para tomar qualquer iniciativa, Satanás precisa que Deus conceda-lhe o direito. Veja que em Jó 1.12 o Senhor diz a Satanás:“Pois bem, tudo o que ele possui está nas suas mãos; apenas não toque nele”. Deus usa o verbo no imperativo, isto é, trata-se de uma ordem, algo que vem de cima para baixo: “Não toque”. Em nenhum momento há uma barganha: há uma concessão. E que vem não para satisfazer Satanás, mas para cumprir os propósitos divinos. Logo, do mesmo modo que Deus endureceu o faraó no Êxodo, usou Nabucodonosor, Ciro, Dario e outros incrédulos para realizar a sua soberana vontade, também só permite ao Diabo fazer suas diabruras se elas, no grande esquema das coisas, atenderem ao que o Senhor deseja. Nesse sentido, o Inimigo é como uma caneta que o Pai usa para escrever a História da eternidade. E canetas não têm autonomia, poder ou autoridade: são instrumentos usados para atender os desejos de quem os maneja.
    As palavras de Cristo em Mt 4.10 (a tentação de Jesus no deserto) são absolutamente reveladoras: “Jesus lhe disse: Retire-se, Satanás!”. Perceba o que está acontecendo aqui. Jesus simplesmente dá uma ordem. E o que o Diabo faz quando Cristo diz “retire-se” é: “Então o Diabo o deixou”. Não há luta, não há barulho, não há disputa. Jesus diz e o Diabo simplesmente e subordinadamente obedece. A história se repete em Marcos 5, no episódio do endemoninhado gadareno. Quando aquela legião de demônios se vê diante do Rei dos Reis o que ela faz? “E implorava a Jesus, com insistência, que não os mandasse sair daquela região. Uma grande manada de porcos estava pastando numa colina próxima. Os demônios imploraram a Jesus: ‘Manda-nos para os porcos, para que entremos neles’” (Mc 5.10-12). Os demônios imploraram. Segundo o dicionário, isso significa que eles suplicaram, pediram encarecidamente e humildemente.
jo 3       O livro de Jó nos antecipa o que veríamos séculos depois se cumprir em Cristo: a supremacia de Deus sobre o Diabo. Jesus lida com Satanás e os demônios sempre como um leão trataria um rato ou uma águia trataria uma serpente. Mateus 8.16 diz a respeito de Cristo: “Ao anoitecer foram trazidos a ele muitos endemoninhados, e ele expulsou os espíritos com uma palavra. Repare, uma única palavra! Jesus não se rebaixava a ficar conversando com demônios se não houvesse propósito para isso. Com uma única palavra os mandava embora.
        A Bíblia é sobre Cristo. O evangelho é sobre Cristo. Nossa vida é sobre Cristo. Se você reparar que está gastando muito do seu tempo lendo sobre demônios, falando sobre eles e se preocupando com eles é sinal de que suas prioridades na vida de fé precisam ser reavaliadas. Cristianismo é sobre viver com Cristo e amar o próximo e não sobre ficar gastando horas e horas com demônios. Ao final do livro de Jó, vemos o resultado de tudo o que o Diabo lhe causou:“Meus ouvidos já tinham ouvido a teu respeito, mas agora os meus olhos te viram” (Jó 42.5), disse o patriarca ao Senhor. Não, não houve barganha entre Deus e Satanás. Houve, isso sim, a mão do Pai em ação para fazer seu filho amado crescer em intimidade consigo: o sofrimento de Jó fez com que ele deixasse de ser apenas um homem que cumpria a lei de um Legislador para se tornar um filho que tinha intimidade com um Pai.
Paz á todos que estão em Cristo.
Prof. Saulo Nogueira
Artigo escrito por Maurício Zágari, Via: Apenas

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Quem criou o Criador?

     Nesse vídeo bem curto, o Apologista cristão John Lennox expõe de forma simples e dinâmica a Falácia do Argumento de "quem criou Deus?". É claro que sua resposta é curta e objetiva e essa é uma controvérsia que demanda uma maior aprofundação no Tema, mas postei o vídeo devido a simplicidade e coerência da resposta. Até eu postar algo á respeito, quem quiser já lendo e estudando sobre o tema, uma boa pedida é o Livro: Não tenho fé suficiente para ser ateu, dos brilhantes apologistas Norman Geisler e Frank Turek.  

     John Lennox é Professor da Universidade de Oxford e de forma brilhante e implacável responde ao Ateu militante Richard Dawkins.

Veja o vídeo:

Paz á todos que estão em Cristo.
Prof. Saulo Nogueira