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quarta-feira, 15 de junho de 2016

A mídia e sua tentativa de igualar islã e cristianismo

     Durante os últimos anos, relatos frequentes de cristãos sendo mortos no Oriente Médio apenas por não professarem a crença em Maomé, foram sistematicamente ignorados ou minimizados pela mídia. A Organização das Nações Unidas discutiu durante meses o que faria diante da situação, acabou por não tomar decisão concreta nenhuma. A onda de terror se espalhou e atingiu o norte da África e algumas áreas da Ásia. Desde 2001, a mídia americana vem tendo de lidar com a difícil tarefa de equilibrar os fatos com suas tentativas de não violar os padrões do “politicamente correto”. O restante do Ocidente seguiu esse padrão.
     Logo após o atentado terrorista deste domingo (12) numa boate gay em Orlando, Estados Unidos, parte de imprensa americana (e brasileira) tentou ligar o ato execrável a “fundamentalistas cristãos”, para logo em seguida lembrar dos discursos anti-imigração de Donald Trump. Até mesmo o governo hesitava em admitir que a motivação das mortes fosse religiosa. O presidente Obama culpou (e continua culpando) o caso à facilidade de acesso às armas em solo americano.
    Aos poucos, enquanto detalhes sobre a vida do atirador Omar Mateen eram divulgados, foi ficando cada vez mais difícil não fazer as ligações óbvias. Criado em uma família muçulmana, sabe-se que seu pai declaradamente apoia grupos terroristas. Filiado ao partido Democrata (de Obama e Hillary), ele ligou para a polícia antes de começar a matar, simplesmente para jurar lealdade ao grupo terrorista Estado Islâmico (EI). Some-se a isso o fato de os extremistas que dominam partes da Síria e do Iraque terem avisado semana passada que atacariam os Estados Unidos durante o Ramadã, tendo a Flórida como foco primário. O pai de Omar, Seddique Mateen gravou um vídeo onde afirma que seu filho era uma pessoa muito boa e que “cabe a Deus punir os homossexuais”. Esse foi o título da manchete em jornais pelo mundo todo. Contudo, nenhum deles teve a preocupação de tentar explicar que o Deus da civilização judaico-cristã não é o mesmo Alá descrito no Alcorão.
     A incoerência e a indignação seletiva pautaram os debates na maioria dos programas de TV e também nas redes sociais. Um estudo recente mostrou que a morte de cristãos é quase totalmente ignorada. Acostumados a tratar o avanço do islamismo como “multiculturalismo”, ignora-se o fato de o atirador ter claramente motivações religiosas. Afinal, pelo menos 10 países de maioria muçulmana e governados pela lei da sharia executam homossexuais simplesmente por causa de sua preferência sexual.
     Nos EUA, advogados da União Americana pelas Liberdades Civis usaram as redes sociais para responsabilizar o que chamam de “direita cristã” pelos ataques em Orlando. Chase Strangio usou as redes sociais para dizer que os verdadeiros responsáveis são os parlamentares cristãos que defendem leis “antiLGBT” e que o Islã não pode ser culpado.
Jornal O Dia coloca evangélicos como suspeitos de atendado islâmico.
Jornal O Dia coloca evangélicos como suspeitos de atendado islâmico.
No Brasil, o deputado Jean Wyllys (PSOL/RJ) foi na mesma linha, tentado ligar as mortes ao “fundamentalismo religioso”.
fobia
Você é culpado se simplesmente acredita na Bíblia.
   Quem foram os exemplos citados por ele? Várias personalidades evangélicas conhecidas como os deputados pastor Marco Feliciano (PSC/SP), pastor Eurico (PHS/PE), além do pastor Silas Malafaia, a psicóloga Marisa Lobo e a pastora/cantora Ana Paula Valadão. Também sobrou para seu conhecido desafeto Jair Bolsonaro (PSC/RJ).
      Obviamente que não é correto afirmar que todo seguidor do islamismo é um terrorista. Embora o radicalismo exista em todos os grupos religiosos, ninguém sofre mais que isso que os cristãos.
   Para efeitos de comparação, estatísticas apontam para um cristão martirizados a cada cinco minutos em algum lugar ao redor do mundo por causa da sua fé.
      Ao mesmo tempo, a grande mídia ignora que desde o 11 de setembro de 2011, que foi o primeiro capítulo dessa guerra atual, ocorreram 28.576 atos terroristas realizados por muçulmanos, como o total de vítimas na casa das dezenas de milhares. Somente este mês foram 401 mortes e 16 países (incluindo as de Orlando). Não há registro de nenhuma morte no mesmo período causada por “extremistas cristãos”.
Nota do Blog: Só nos faltava essa! Colocar um ato terrorista como este na conta dos cristãos. Ódio e cristianismo são duas linhas que nunca se cruzam. O fundamento do cristianismo é justamente o amor ao próximo e a busca pela boa convivência. Querer misturar o Islã com o Cristianismo é se mostrar ignorante e não conhecer os fundamentos das duas religiões. São antagônicas e mutuamente excludentes. Embora se baseiem em conceitos do Antigo Testamento e tem grande reverência pelos Patriarcas e profetas, as semelhanças terminam por aí. Um Cristão que segue os fundamentos da verdadeira fé cristã jamais irá realizar um ato desses. Por mais que consideramos a homossexualidade como pecado, em hipótese alguma buscaremos o mal para essas pessoas, mas muito pelo contrário, levamos até elas o Evangelho para que entreguem suas vidas ao Senhor Jesus Cristo e vivam de acordo com Sua Palavra. 
Paz do Senhor à todos.
Prof. Saulo Nogueira

terça-feira, 8 de março de 2016

Estado Islâmico só Teme Israel

      Um jornalista alemão que passou 10 dias com o Estado Islâmico diz que o grupo jihadista radical que conquistou vastas faixas da Síria e do Iraque é dissuadido por apenas um país do Oriente Médio —  Israel. Em uma entrevista com o noticioso britânico Jewish News, Jurgen Todenhofer lembrou seu breve tempo atrás das linhas inimigas durante o qual ele falou com combatentes do ISIS. 

"O único país que o ISIS teme é Israel", disse Todenhofer, um ex-membro do parlamento alemão, ao Jewish News. "Eles me disseram que sabem que o exército israelense é forte demais para eles."

"Eles não têm medo dos britânicos e dos americanos, eles estão com medo dos israelenses e me disseram que o exército israelense é o perigo real. Não podemos derrotá-los com a nossa estratégia atual. Essas pessoas [IDF] conseguem lutar numa guerra de guerrilha". — The Jerusalem Post, 29 de dezembro de 2015.

       Sempre que as nações lutaram entre si, o vencedor escreveu a história, ditou novas leis, e ganhou o direito de impor a sujeição dos derrotados. É assim que foram estabelecidos praticamente todos os países do mundo. Não é assim quando se trata de Israel. Em cinco grandes guerras contra Estados árabes vizinhos, Israel foi vitorioso, conquistando território chegando quase até as portas de Damasco, no norte e do Cairo, no sul. Mas cada vez, foram as nações do mundo que forçaram Israel a render território conquistado. Não admira que os terroristas ISIS estão assustados e com medo de confrontar Israel.

Arno Froese — Beth-Shalom.com.br

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

O Islamismo é uma religião de paz?

Nenhuma religião admite a matança de inocentes”. – Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, 10 de setembro de 2014.

O islamismo é uma religião de paz”. – David Cameron, primeiro-ministro do Reino Unido, 13 de setembro de 2014.

Existe um lugar para a violência no islamismo. Existe um lugar para a jihad (guerra santa) no islamismo”. – imã Anjem Choudary, do Reino Unido, CBN News, 5 de abril de 2010.

       Lamentavelmente, é impossível reinterpretar o Corão de uma maneira “moderada”. A interpretação moderna mais famosa, de Sayyd Qutb (morto em 1966), ideólogo da Fraternidade Muçulmana, leva o leitor cada vez mais ao território político, no qual a jihad é a raiz da ação. Somente na Índia, entre 60 e 80 milhões de hindus podem ter sido assassinados pelos exércitos muçulmanos entre os anos 1000 e 1525. Antes que o Estado Islâmico decapitasse o terceiro ocidental, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou que: “O ISIL não é islâmico. Nenhuma religião admite a matança de inocentes”. Bem, não exatamente!

       Com que freqüência – a despeito do atual espetáculo do Estado Islâmico [EI, IS, ISIL ou ISIS] na Síria e no Iraque – ouvimos os políticos ou os líderes eclesiásticos dizendo que o islamismo é uma religião de paz; que o extremismo islâmico é uma inovação moderna, um profundo desvio de algum “verdadeiro” islamismo imaginado, e até mesmo que seu próprio nome, a palavra “islã”, significa “paz”! Não são apenas os muçulmanos que dizem que o islamismo é uma religião de paz: alguns políticos ocidentais e líderes eclesiásticos também repetem isso. Foi o que enfatizou o primeiro-ministro britânico, David Cameron, no dia 13 de setembro de 2014, na BBC, em resposta à decapitação pelo ISIS do agente humanitário britânico David Haines.

     O ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse[1] o mesmo mais de uma vez,[2] inclusive em um discurso[3] que fez no dia 7 de setembro de 2001. Da mesma forma, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair afirmou: “Não existe um problema com o islamismo. Para aqueles dentre nós que o estudamos, não há dúvida sobre sua natureza verdadeira e pacífica”.[4] O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não questionava nada antes, assim como não questiona nada agora. Em novembro de 2010, em Mumbai, na Índia, ele disse: “A religião [o islamismo] ensina a paz, a justiça, a imparcialidade e a tolerância. Todos nós reconhecemos que essa grandiosa religião não pode justificar a violência”.[5] O papa Francisco I fez declarações semelhantes: “Tendo-nos deparado com episódios desconcertantes de fundamentalismo violento, nosso respeito aos verdadeiros seguidores do islamismo deveria nos levar a evitar generalizações odiosas, pois o islamismo autêntico e a leitura adequada do Corão se opõem a toda forma de violência”.[6]

       O islamita britânico Anjem Choudary, entretanto, em uma entrevista à CBN News,[7] em 2010, rejeitou categoricamente tais interpretações do islamismo: Não se pode dizer que o islamismo seja uma religião de paz”, disse ele. “Porque islã não significa paz. Islã significa submissão. Portanto, o muçulmano é uma pessoa que se submete. Existe um lugar para a violência no islamismo. Existe um lugar para a jihad no islamismo”. Choudary está certo. Embora a palavra árabe para paz, salam, e a palavra árabe para submissão, islam, venham da mesma raiz de três consoantes, elas têm significados bastante distintos e vêm de diferentes formas verbais. Ninguém que saiba a língua árabe cometeria o erro de tomar uma palavra pela outra. Islã não significa “paz”. Islã significa “submissão”. Sua raiz, salam, significa paz, mas não no sentido ocidental da palavra. A palavra significa a paz que prevalecerá no mundo assim que a humanidade se converter ao islã, embora ainda esteja em discussão a qual das suas ramificações.[8]

       O curioso é que ninguém, que eu saiba, tem colocado muita ou qualquer ênfase na história inicial do islamismo. Por qualquer critério, essa história inicial demonstra tristemente que o islamismo jamais foi uma religião de paz e que os jihadistas modernos, especialmente os salafistas, buscam sua inspiração diretamente nas ações das primeiras três gerações da fé: os “salaf” (antepassados/ancestrais), os companheiros do profeta, seus filhos e seus netos. O que é preocupante, ou deveria ser, é que essas figuras servem como modelos construtivos para os muçulmanos atualmente. O Corão está repleto de injunções para lutar a jihad; os próprios radicais modernos dizem que tiram sua inspiração de lá. Há estimativas de cerca de 164 versos sobre ajihad[9] no Corão. E esses não incluem inúmeras passagens ordenando ou descrevendo a guerra santa na Hadith, ou seja, na biografia do profeta. Alguns exemplos (traduções do autor) incluem:

Deixem que aqueles que vendem a vida deste mundo pela vida por vir lutem da maneira de Deus; quer ele seja morto ou viva vitoriosamente, lhe daremos uma poderosa recompensa” (4.74).

Lançarei medo nos corações dos incrédulos. Portanto, cortem a cabeça deles e cortem as pontas de todos os dedos deles” (8.12).

Matem os incrédulos onde quer que vocês os encontrem; levem-nos cativos e os deixem sitiados; e montem tocaias contra eles, fazendo-os cair em emboscadas” (9.5).

       Lamentavelmente, é impossível reinterpretar o Corão de uma maneira “moderada”. A mais famosa tafsir (interpretação) moderna do livro sagrado é uma obra de vários volumes intitulada In the Shade of the Qu’ran [À Sombra do Corão]. Ela foi escrita por Sayyd Qutb (morto em 1966), ideólogo da Fraternidade Muçulmana, freqüentemente considerado como o pai do moderno radicalismo. Sua interpretação leva o leitor cada vez mais ao território político, no qual a jihad é a raiz da ação.

       O Corão contém muitos versos pacíficos e moderados, e esses poderiam muito bem ser usados para criar uma reforma genuína – alguma coisa que vários reformadores sinceros tentaram fazer. Mas há algo que chama a atenção. Todos esses versos moderados foram escritos na fase inicial da carreira de Maomé, quando ele morava em Meca e aparentemente tinha decidido seduzir as pessoas. Quando se mudou para Medina, em 622 d.C., tudo mudou. Logo ele se tornou um líder religioso, político e militar. Durante os dez anos seguintes, como suas propostas religiosas às vezes não eram bem-vindas, seus versos pacíficos deram lugar aos versículos da jihad e aos seus discursos (ou conversações filosóficas) intolerantes contra os judeus, os cristãos e os pagãos. Quase todos os livros de tafsir pressupõem que os versos escritos mais tarde revogam os que foram escritos mais cedo. Isto significa que os versos pregando amor por todos já não são mais aplicáveis, exceto com relação aos companheiros muçulmanos. Os versos que ensinam a jihad, a submissão e as doutrinas relacionadas continuam formando a base para a abordagem de muitos muçulmanos aos não-crentes.

     Um problema é que ninguém pode mudar o Corão de forma nenhuma. Se o livro contém a palavra direta de Deus, então a remoção de um simples til ou de um ponto acima ou abaixo de uma letra seria uma blasfêmia da pior espécie.[10] Qualquer mudança sugeriria que o texto na terra não combina com a tábua no céu – a “Mãe do Livro”, da forma como Maria é a Mãe de Cristo – pois esse é o Corão original eterno. Se um ponto pudesse ser mudado, talvez outros pudessem ser mudados, e palavras longas poderiam ser substituídas por outras palavras. O próprio Corão condena os judeus e os cristãos por terem manipulado seus livros sagrados, de forma que nem a Torá nem os Evangelhos podem ser considerados como a Palavra de Deus. O Corão nos pega em uma armadilha por sua absoluta imutabilidade.

       O pecado que ataca os políticos, líderes eclesiásticos e multiculturalistas ocidentais modernos é sua pronta aceitação da ignorância e a promoção de sua própria ignorância à categoria de erudição. O islã é um dos tópicos mais importantes da história humana, mas quantas crianças ouvem detalhes como os mencionados acima em suas aulas de história? Quantos livros-texto pintam uma figura honesta sobre como o islamismo começou e como ele teve continuidade como um pano de fundo para a maneira que ele prossegue hoje? Além disso, a quantos verdadeiros especialistas é negado o contato com governos e políticos para que mentiras não se tornem a base de decisões governamentais no Ocidente? Quantas vezes a verdade será sacrificada por causa de fábulas, enquanto os extremistas muçulmanos bombardeiam, atiram e decapitam em seu caminho para o poder?

       Esses fatos não vêm de relatos modernos do Ocidente; eles estão lá nos textos que alicerçam o islamismo, nas histórias de al-Waqidi e de al-Tabari. Ninguém está inventando isso. Os muçulmanos que evitam sua própria história deveriam ser confrontados por ela em todas as futuras discussões. Infelizmente, até muitos muçulmanos moderados ainda falham em ver a realidade por detrás de alguns aspectos elementares de sua própria religião. Logo após os atentados em Londres, em 7 de julho de 2005, o jornal The Guardian perguntou a várias pessoas sobre suas visões a respeito dos ataques. Um jovem e simpático líder muçulmano disse que ficou horrorizado com os assassinatos cometidos por quatro de seus correligionários. Ele afirmou que, se pelo menos os jovens lessem o Corão, eles se voltariam contra todas as formas de extremismo violento. Todos os combatentes jihadistas do mundo constantemente lêem e citam o Corão, onde eles encontram mais do que suficientes justificativas para os ataques violentos contra os não-muçulmanos, apóstatas e “hipócritas” (munafiqun – uma palavra tomada diretamente do Corão, significando algo semelhante a apóstatas, ou pessoas que abandonaram a fé).

       Não considerando o Corão, os seis livros do Hadith e a biografia do profeta (o Sira) representam um mundo nascido em violência. Maomé, depois de mudar sua residência para Medina, levou seus seguidores a batalhas e a ataques a áreas tribais. Ele lutou em conflitos importantes como as batalhas de Badr, Uhud e al-Khandaq. Ibn Ishaq, seu biógrafo, diz que ele lutou em vinte e sete batalhas. Além disso, ele enviou tenentes a caravanas de invasão – as invasões são conhecidas como ghazwat. Cerca de 100 dessas invasões aconteceram principalmente para chamar os árabes ao islamismo. Se eles se desviassem da fé verdadeira, os “apóstatas”, como os pagãos, deveriam ser combatidos até aceitarem o islamismo ou serem mortos – como estamos vendo atualmente no Estado Islâmico (EI). Maomé ordenou e apoiou cerca de quarenta e três assassinatos de oponentes, inclusive de vários poetas, que o haviam desafiado em versos. Mais conhecidas são suas represálias contra três tribos judaicas, duas das quais foram expulsas de Medina, enquanto que os homens da terceira, a Banu Qurayza, foram condenados à morte por Sa’d ibn Mu’adh, cujo julgamento foi endossado por Maomé. Mais de 900 homens da tribo – inclusive meninos de treze anos para cima – foram decapitados; as mulheres e crianças foram vendidas como escravas, ou algumas das mulheres foram feitas concubinas dos homens muçulmanos.[11] O período de Medina não foi nada mais do que rodadas de violência sobre violência, todas ordenadas e realizadas pelo “Profeta da Paz”.

       Maomé morreu no ano 632 d.C., e deveria ser sucedido por seu sogro Abu Bakr (morto em 634), tido pelos sunitas como o primeiro califa, ou por seu genro Ali, tido pelos xiitas como o primeiro dos doze imãs – desta forma provocando o primeiro cisma do islamismo, entre os sunitas e os xiitas, nos dias da morte de Maomé. A primeira tarefa à qual Abu Bakr se dedicou como califa foi lançar uma série de ataques através da Península Arábica. As tribos dos beduínos, que tinham seguido seu costume de suprimir sua lealdade quando o líder de uma tribo associada morresse, aparentemente creram que sua fidelidade ao islamismo havia terminado quando Maomé partiu deste mundo. Abu Bakr tratou isto como uma apostasia e enviou aliados para forçarem os homens das tribos a voltarem para o aprisco do islamismo. Essas Guerras dos Ridda resultaram em quinze batalhas. Quando as coisas tinham sossegado, Abu Bakr enviou exércitos muçulmanos para conquistarem o Iraque (uma província do Império Persa Sassânida) e o Levante (parte do Império Bizantino Cristão). Quando Abu Bakr, já um homem velho, morreu de febre, em agosto de 634 d.C., foi sucedido por Umar ibn al-Khattab (morto em 644). Sob seu governo, o Império Sassânida inteiro e dois terços do Império Bizantino foram conquistados pelo islamismo. Batalha após batalha, derramamento de sangue após derramamento de sangue. Em 644 d.C., um grupo de persas, irados por causa da conquista, conspirou para matar Umar e foi bem sucedido quando um ex-escravo, mais conhecido como Abu Lu’lu’, o assassinou durante as orações.

     Embora o terceiro dos quatro “Califas Corretamente Guiados”, Uthman ibn Affan (morto em 656), já estivesse com 65 anos em sua ascensão, durante seu reinado aconteceram batalhas para conquistar ou alinhar a metade do mundo conhecido. Suas conquistas se estenderam até o Paquistão moderno, o Irã, o Afeganistão, o Azerbaijão, o Daguestão, o Turcomenistão e a Armênia. A Sicília e Chipre foram capturadas. Os exércitos islâmicos entraram no Norte da África e mais tarde na Península Ibérica e no Sul da Itália. Já no final de sua vida, entretanto, Uthman tornou-se impopular para muitos. Medina, onde ele tinha sua capital, tornou-se um ninho de intrigas e distúrbios. Em 656, uma revolta armada teve início e 1.000 rebeldes, com ordem para assassinar o califa, partiram do Egito para Medina. Alguns entraram em sua casa e o assassinaram; depois, os defensores do califa se voltaram contra os rebeldes e a luta armada estourou. A religião da paz continuava em marcha. Uthman foi seguido pelo genro de Maomé, Ali (morto em 661), o último dos quatro Califas Rashidun (Guiados Corretamente). Quase que imediatamente, Ali foi envolvido em uma rixa que terminou em guerra civil. Ele enfrentou a esposa do profeta, A’isha, na Batalha do Camelo em 656, quando 10.000 foram mortos. Ele também enfrentou as forças de Mu’awiya (mais tarde o primeiro dos Califas Omíadas) em Siffin (657), onde Ali perdeu 25.000 homens e Mu’awiya perdeu 45.000. Ali foi assassinado em sua capital, Kufa, por um muçulmano extremista, durante as orações, em 661.

      Os omíadas tomaram o poder e estabeleceram sua capital de longa duração, Damasco. Mas a violência prosseguiu rapidamente. Em 680, quando Yasid (morto 683), filho de Mu’awiya, assumiu o califado, um neto de Maomé, Husayn, filho de Ali, rebelou-se e levantou forças para atacar Yazid. Os dois lados se encontraram em Karbala, em 680. Na luta, Husayn, sua família e seus seguidores, todos pereceram. Isto marca o momento mais crucial na cisão entre a minoria xiita (para quem Husayn é o terceiro dos imãs) e a maioria sunita. O restante da história islâmica é marcada pelas jihads anuais, guerras entre diferentes governos e impérios muçulmanos. Somente na Índia, entre sessenta e oitenta milhões de hindus podem ter sido assassinados durante os séculos de invasões dos exércitos muçulmanos, desde o ano 1000 até o ano 1525.[12] Será que isso é algo que deva ser esquecido? Enquanto o Corão estiver nas prateleiras de todas as mesquitas e livrarias muçulmanas, homens e mulheres jovens, em suas thawbs e hijabs, podem encontrar nele a perfeita justificativa para continuarem suas empreitadas no caminho da jihad e da matança de inocentes.

(Denis MacEoin – www.gatestoneinstitute.org – Beth-Shalom.com.br)

Nota sobre o autor: Denis MacEoin se formou com um B.A. e um mestrado em Língua Inglesa e Literatura no Trinity College, Dublin (Irlanda), seguido por um segundo M.A. de 4 anos em persa, árabe e Estudos Islâmicos em Edimburgo e um doutorado em Estudos Persas/Islâmicos em Cambridge (Grã-Bretanha). Ele lecionou Estudos Árabes e Islâmicos na Universidade de Newcastle, escreveu vários livros e numerosos artigos acadêmicos, bem como muitos textos jornalísticos. Recentemente, produziu relatórios sobre literatura de ódio, a sharia (lei islâmica), e as escolas islâmicas.

Notas:
[1] http://georgewbush-whitehouse.archives.gov/news/releases/2001/09/20010917-11.html

[2] http://www.danielpipes.org/blog/2007/10/bush-returns-to-the-religion-of-peace

[3] https://www.youtube.com/watch?v=9–ZoroJdVnA

[4]http://www.westcoasttruth.com/western-dhimmi-politicians–-the-black-heart-series-by-ralph-ellis.html

[5] http://www.hindustantimes.com/india-news/mumbai/islam-great-but-distorted-by-few-extremists-obama/article1-623013.aspx

[6] http://exlaodicea.wordpress.com/2014/01/10/pope-francis-and-the-religion-of-peace/

[7]http://www.cbn.com/cbnnews/world/2010/March/UK-Muslim-Leader-Islam-Not-a-Religion-of-Peace/

[8]http://www.religioustolerance.org/faisal01.htm;?http://www.al-islami.com/islam/religion–of–peace.php;http://d1.islamhouse.com/data/en/ih–books/single/en–Islam–Is–The–Religion–Of–Peace.pdf;http://www.studymode.com/essays/Islam-a-Religion-Of-Peace-212736.html

[9] http://www.answering-islam.org/Quran/Themes/jihad–passages.html

[10] O ponto, ou nuqta, é de enorme importância no xiismo, pois o imã Ali afirmou que ele é o ponto debaixo da letra b no início da primeira palavra do Corão, bismillah, o que faz dele o primeiro de todos os seres criados. Seitas tais como os Nuqtavis e os Babis no Irã têm atribuído significados profundos a isso. Pode ser um ponto, mas ele pode significar um mundo de coisas.

[11] Ver William Montgomery Watt. Muhammad at Medina [Maomé em Medina], pp. 208-216, Oxford, 1956, o estudo definitivo sobre esse período. O autor foi aluno de Watt nos anos 1970.

[12] K.S. Lal. Growth of Muslim Population of Medieval India (1000-1800) [O Crescimento da População Muçulmana da Índia Medieval (1000-1800) ].

sábado, 21 de março de 2015

Estado Islâmico troca cruz de igreja por bandeira do califado

      Cinco igrejas histórias localizadas no norte do Iraque foram destruídas por terroristas do Estado Islâmico na última terça-feira (17), segundo informações de agências internacionais. A Agênca EFE conseguiu falar com o sacerdote de Mossul, Bashar Kalia, que confirmou os ataques dizendo que as igrejas tiveram os altares destruídos e os crucifixos removidos pelos radicais islâmicos. O grupo conseguiu derrubar um movimento religioso de Markurkas, no bairro de Al Arabi, em Mossul, e também destruiu os túmulos situados dentro desse antigo mosteiro.
         Outro local invadido foi o mosteiro do Mar Behnam, localizado a 15 km ao nordeste de Mossul onde viviam monges católicos. O espaço foi completamente destruído, a cúpula lendária foi derrubada e os crucifixos também. As imagens e outras pinturas das igrejas foram quebradas e no lugar da cruz, os jihadistas hastearam bandeiras do califado.
      As imagens foram postadas pelos próprios soldados do EI na internet onde eles afirmam lutar contra o politeísmo dizendo que as igrejas e edifícios cristãos que foram atacados representam “pecado, infidelidade e ateísmo”. Segundo o direito do Instituto MEMRI (Middle East Media Research), Steven Stalinsky, o objetivo do EI é varrer de Mossul, cidade tomada por eles em junho do ano passado, todas as influências cristãs que ainda restam.
        “Eles apenas seguem a ideologia e isso significa se livrar das igrejas e das minorias. É só o Estado Islâmico e não há espaço para mais ninguém”, disse ele que divulgou as fotos para os veículos de imprensa. Com informações Daily Mail

quinta-feira, 12 de março de 2015

Por quê os reféns do grupo Estado Islâmico estão sempre "tranquilos" nas execuções?

    Um dissidente do Estado Islâmico afirmou, em entrevista exclusiva à emissora Sky News que todos os reféns que são executados em frente às câmeras já haviam “encenado” a situação diversas vezes antes. Diante de muitos ensaios, os reféns não sabiam exatamente quando iam morrer e já faziam seus discursos mais “relaxados”. Eles também eram enganados pelos captores.
       “Não se preocupe, não tem nenhum problema e não será perigoso para você”. De acordo com o entrevistado, identificado por Saleh pela emissora, sua função no grupo era tranquilizar os reféns e afirmar que suas vidas não estavam em risco, mesmo sabendo que todos eles seriam mortos.
     Outra estratégia do grupo para tranquilizar os reféns, segundo Saleh, é de rebatizar os ocidentais com nomes árabes, de forma que eles se sintam “entre amigos”. Kenji Goto, jornalista japonês que foi executado em janeiro, era chamado pelos militantes de Abu Saad. O depoimento de Saleh endossa reportagens que já foram publicadas na mídia americana. A hipótese de que as mortes eram “ensaiadas” já havia sido levantada por oficiais americanos, segundo uma matéria publicada na ABC News.
         No ano passado, o New York Times também afirmou que esse tipo de prática tinha sido empregada com James Foley. O jornalista, que foi sequestrado na Síria em 2012 foi a primeira morte a ser atribuída a Jihadi John, um britânico que aderiu à facção. De acordo com a entrevista exibida pela Sky, o britânico é o único membro do Estado Islâmico que tem autorização para matar ocidentais. A reportagem afirma ainda que o número de estrangeiros no grupo é massivo: são 70% dos combatentes seriam de fora da Síria, contra 30% de locais.

quarta-feira, 11 de março de 2015

A verdade sobre o Islã


     
       O mundo hoje está perplexo diante de tanta atrocidade cometida pelo Estado 
Islâmico. Mas muitos dizem que os terroristas do EI são fanáticos e não representam o ponto de vista da verdadeira fé muçulmana. Aqueles que querem ser "politicamente corretos", tentam mascarar a realidade da religião muçulmana, dizendo que o Islã é uma religião de paz.

        Será que isso é verdade? Abaixo você verá um vídeos de um ex-muçulmano mostrando a verdadeira face do Islã. 



O artigo abaixo foi escrito há algum tempo, pelo conferencista e apologista Dave Hunt, mas nunca foi tão atual:

       "Será que ser “politicamente correto” é uma mentira deliberada ou uma insanidade voluntária? Como se explica a mentira (que não tem nenhum exemplo para apoiá-la e centenas de exemplos para refutá-la) de que o islã é pacífico? Sem a violência pela qual começou, espalhou-se e agora se mantém, o islã seria uma seita obscura, não uma religião mundial.
       
       O islã fez “convertidos” pela espada desde a França até a China. Com velocidade e ferocidade assombrosas, a espada islâmica – “mais rápida que a romana, mais duradoura que a mongol, na mais espantosa proeza da história militar”– obrigou nações a se submeterem a Alá. Em números absolutos, os massacres foram maiores do que o Holocausto de Hitler. O historiador Will Durant chama a conquista islâmica da Índia de “provavelmente o período mais sangrento da História”.
       
       Ainda assim, persiste a mentira politicamente correta de que o islã é pacífico. Após assassinar os atletas israelenses durante as Olimpíadas de Munique, a OLP foi convidada a participar das Olimpíadas! Durante décadas a Federação Internacional da Cruz Vermelha tem honrado o Crescente Vermelho do islã, mas se recusa a reconhecer o Magen David Adom Vermelho (Estrela de Davi Vermelha) de Israel. Por ter falado contra essa fraude, Bernardine Healy foi forçada a pedir demissão do cargo de presidente da Cruz Vermelha Americana.
       
       Uma coisa é certa: mesmo que o “politicamente correto” possa enganar alguém por algum tempo, inevitavelmente trairá ainda nesta vida aqueles que o empregam – e seguramente trará o julgamento de Deus na eternidade que virá. No final, a verdade prevalecerá.

       Elliot Cohen, da Escola de Estudos Avançados da Universidade Johns Hopkins, escreveu no Wall Street Journal: “uma hora gasta navegando na internet resultará... no mesmo entendimento a respeito do islã encontrado durante a II Guerra Mundial ao se ler Mein Kampf (Minha Luta, de Hitler) ou os escritos de Lenin, Stalin ou Mao. Ninguém gosta de pensar que uma religião mundial tem algo profundamente agressivo e perigoso dentro de si... mas os verdadeiros líderes precisam mostrar essas verdades mesmo que sejam desconfortáveis e não muito agradáveis”.

       A Proclamação da Independência de Israel em 14 de maio de 1948 diz: “Estendemos a mão a todos os nossos países vizinhos e a seus povos numa oferta de paz... e apelamos a eles que estabeleçam laços de cooperação e ajuda mútua com o povo de Israel independente, estabelecido em sua própria terra... colocando nossa fé no Todo-Poderoso...”. Esse ramo de oliveira foi pisado pelo menos por cinco nações árabes que atacaram os colonizadores israelenses, ao mesmo tempo que Azzam Pasha, o secretário-geral da Liga Árabe, declarava: “esta será uma guerra de extermínio...”. O fato de que o extermínio de Israel éexigido pelo islã faz com que a paz real no Oriente Médio seja impossível – mas isso não é admitido porque deseja-se ser politicamente correto. Pela graça e pelas promessas de Deus, entretanto, Israel não foi e nem será exterminado.
(...) 
       Em 26 de março de 1979, o Ocidente se regozijou quando o presidente Carter foi mediador de um “tratado de paz” entre Menahem Begin, de Israel, e Anuar Sadat, do Egito. Carter queria citar um versículo da Bíblia e um verso do Corão sobre a paz. Existem em torno de 400 versículos bíblicos que mencionam a paz, mas foi achado apenas um verso no Corão. Carter declarou: “Lemos no Corão: ‘Se eles [os inimigos] se inclinarem para a paz, inclina-te para ela também e confia em Deus [Alá]...' (Sura 8.61). Então, vamos desistir da guerra... Nós oramos a Deus... que estes sonhos se tornem realidade”.

       O “sonho” do islamismo, contudo, não é o que Carter e Israel imaginaram. O verso diz “Alá”, não Deus – e Alá odeia os judeus! A Sura 8 é intitulada “Os Espólios” [de guerra]. O verso 65 diz: “” Profeta, exorta os crentes ao combate...”. Lemos no verso 67: “Não é digno de um Profeta fazer prisioneiros até que semeie a morte na terra”. A única paz oferecida é para os subjugados na jihad (guerra santa) que se rendem aos guerreiros islâmicos. “Paz” em árabe vem da palavra salam, que significa submissão – ao contrário da palavra hebraica shalom, que significa paz genuína entre amigos.

       Nenhum líder árabe tem autoridade para passar por cima da lei islâmica, assinando um acordo que permita aos judeus governarem qualquer território que o islã tenha possuído. Em 641 d.C. os islâmicos conquistaram a região que os romanos tinham renomeado como “Palestina” em 135 d.C. Eles não podem abrir mão dela, nem de qualquer outra terra que o islã tenha controlado,da França à China. E nem qualquer não-islâmico pode reinar sobre muçulmanos em qualquer lugar do mundo – o que inclui os Estados Unidos. Essa é uma doutrina central que todo muçulmano aprende nas mesquitas.

      Dividindo o mundo inteiro em dar al–Islam (casa da paz) e dar al-Harb (casa da guerra), o islã exige a jihad incessante, até que o mundo todo se submeta a Alá. Ahmad Hasan az-Zayat, autoridade islâmica moderna, escreveu em Al-Azhar: “A Guerra Santa é... obrigação divina. A religião do muçulmano é o Corão e a espada...”.

       De acordo com a sharia (lei islâmica) não pode haver paz real, mas apenas um cessar-fogo temporário, entre muçulmanos e não-muçulmanos. Esse fato pode ser verificado em vários textos, tais como War and Peace in the Law of Islam (“Guerra e Paz de Acordo com a Lei do Islã), escrito pelo professor Majid Khadduri, uma autoridade em lei islâmica. Como disse Alija Izetbegovic, líder islâmico na Bósnia: “Não pode haver paz ou coexistência entre a fé islâmica e as sociedades não-islâmicas...”. Assim é o islã! Mas os politicamente corretos não podem admitir essa desagradável realidade.
(...) 
      Pouquíssimos líderes cristãos têm a coragem de falar a verdade, como fez Jerry Falwell no programa 60 Minutos, dizendo que Maomé foi um terrorista, e, como afirmou Franklin Graham, que o islã é “muito perverso e maligno”. Infelizmente, depois ambos voltaram atrás. Muitos líderes de igrejas preferem ser politicamente corretos, embora o islã seja totalmente anticristão. Ele nega a divindade de Cristo, Sua morte pelos nossos pecados na cruz e Sua ressurreição – e tem perseguido e matado milhões de cristãos através da História.
(...) 
          Antes de 11 de setembro de 2001, muitas advertências foram ignoradas, tais como as da Comissão Nacional Contra o Terrorismo em 1988. Hoje estaremos repetindo o mesmo erro se nos recusarmos a levar o islã a sério. A Igreja está negligenciando o maior campo missionário do mundo, com a desculpa de que é “muito perigoso” ou sob a ilusão de que “Alá é o Deus da Bíblia” e que os islâmicos estão “mais próximos de nós do que imaginamos”. Que Deus nos livre desse engano!" 

(Dave Hunt - The Berean Call)


Paz á todos os irmãos.
Prof. Saulo Nogueira

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Testemunho do irmão de dois cristãos coptas mortos pelo EI ("Estado Islâmico") na Líbia

       "Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;" (Mateus 5:44)       

     Realmente impressionante o testemunho de Beshir, irmão de dois dos 21 cristãos coptas assassinados pelo Estado Islâmico. Ouça e veja o poder do evangelho habilitando o homem para orar por seus perseguidores, abençoando aqueles que os amaldiçoam. Só a Graça de Deus pode fazer isso.


Verdades Bíblicas para meditação sobre o martírio dos 21 cristãos pelo Estado Islâmico.


1. Os cristãos serão perseguidos, alguns martirizados. [Jo 15:18-20, 16:2]
2. Os cristãos martirizados são vencedores. [Ap 2:10, Rm 8:35-37, Mt 5:10-12, At 5:41, Hb 10:34, Ap 12:11]
3. Os cristãos devem orar pelos nossos irmãos que sofrem em todo o mundo para que Deus os sustentem. [Mt 14:13, Rm 12:15, Hb 13:3]
4. Os cristãos devem orar pela salvação daqueles fazem tão grande mal. [Mt 5:44, Rm 12:14]
5. Os cristãos devem aguardar e clamar pelo justo juízo de Deus [Sl 33:1058:10-11, Rm 12:10, II Ts 1:6-8, Ap 6:9-11]

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Estado Islâmico vende, crucifica e enterra crianças vivas no Iraque

         A cada dia surgem novas informações sobre o vasto leque de atrocidades cometidas pelos terroristas do Estado Islâmico. Nesta quarta-feira, a ONU denunciou mais barbáries contra crianças iraquianas sequestradas: elas são vendidas em mercados como escravas sexuais e muitas são mortas, crucificadas ou enterradas vivas, segundo o Comitê das Nações Unidas para os Direitos da Criança. Meninos iraquianos menores de 18 anos estão cada vez mais sendo usados pelos jihadistas em ataques suicidas, como fabricantes de explosivos, informantes ou escudos humanos para proteger instalações contra ataques aéreos.
     A agência da ONU denunciou "a matança sistemática de crianças pertencentes a minorias religiosas e étnicas cometida pelo assim chamado Estado Islâmico, incluindo vários casos de execuções coletivas de meninos, assim como relatos de crianças decapitadas, crucificadas e enterradas vivas".
"Estamos profundamente preocupados com a tortura e o assassinato destas crianças, especialmente daquelas que pertencem a minorias, mas não só das minorias", disse Renate Winter, especialista do comitê, em boletim à imprensa. "A abrangência do problema é enorme”.
      Crianças da minoria yazidi ou de comunidades cristãs, e também xiitas e sunitas, têm sido vítimas da selvageria do EI. "Temos tido relatos de crianças, especialmente crianças com problemas mentais, que foram usadas como homens-bomba, muito provavelmente sem sequer entender a situação", declarou a especialista à agência de notícias Reuters. "Foi publicado um vídeo [na Internet] que mostrava crianças de muito pouca idade, aproximadamente 8 anos ou mais novas, já sendo treinadas para serem soldados."
        Um grande número de crianças foi morto ou ficou seriamente ferido durante ataques aéreos ou bombardeios das forças de seguranças iraquianas, e outras morreram de "desidratação, inanição e calor", acrescentou o comitê. Além disso, o Estado Islâmico cometeu "violência sexual sistemática". "Crianças de minorias têm sido capturadas em vários lugares... vendidas no mercado com etiquetas, etiquetas de preço nelas”, disse Renate Winter.
       Um relatório elaborado por dezoito especialistas independentes pede às autoridades iraquianas que adotem todas as medidas necessárias para "resgatar as crianças" sob controle do grupo terrorista e processar os criminosos.
Queimado vivo – O Estado Islâmico divulgou nesta terça-feira um novo vídeo macabro mostrando o piloto jordaniano Moaz Kesasbeh sendo queimado vivo dentro de uma jaula. Ele foi levado pelos terroristas no final de dezembro, depois que o avião que pilotava caiu na região de Raqqa, na Síria. Antes do piloto, os jihadistas haviam decapitado vários reféns, incluindo dois japoneses executados em janeiro.
Via: VEJA

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Estado Islâmico ameaça acabar com cristãos e judeus de todo o mundo

       Embora muitos líderes mundiais, como a presidente Dilma Rousseff, defenda que poderia haver alguma chance de diálogo com o grupo terrorista Estado Islâmico (EI), essa premissa se mostra impossível. Em outubro de 2014, o EI declarou que os cristãos eram seus maiores inimigos, embora nenhum grupo cristão tenha atacado os muçulmanos extremistas. Porém, o porta-voz do grupo, Abu Muhammad al-Adnani, enfatizou que eles preparam uma “limpeza religiosa” de escala mundial para os próximos anos.
        “O Estado Islâmico é apenas 1% do movimento islâmico no mundo. Mas este 1% tem o poder de um tsunami nuclear. É incrível”, disse o jornalista alemão Juergen Todenhoefer, que conseguiu viver entre os jihadistas por algum tempo.
       Os líderes do EI vêm amaçando constantemente os países que fazem parte da coalização que luta contra eles na Síria e no Iraque. Pediram inclusive que os muçulmanos que vivem nesses países lutem contra as autoridades em nome de Alá. “Quebre a cabeça deles com uma pedra, ou mate-os com uma faca, ou atropele-os com seu carro, ou derrube-os de um lugar alto, ou sufoque-os, ou envenene-os… você pode destruir tanto seu sangue quanto sua riqueza”, ensinaram em um vídeo divulgado na internetConvictos que estão lutando (e vencendo) a batalha do final dos tempos, o EI agora emitiu uma nova mensagem que ameaça tanto judeus como cristãos de todo mundo. “Assim que essa campanha de cruzadas acabar aqui, depois, se Deus quiser, nos encontraremos em Jerusalém e depois atacaremos Roma. Mas, antes, os exércitos da cruz serão derrotados em Dabiq”, insta o novo comunicado do EI divulgado esta semana.
       Profecias dos escritos sagrados muçulmanos chamados de Hadith apontam para a batalha de Dabiq como o marco do “fim do mundo”. Também ensina que o Apocalipse será anunciado pela guerra em Damasco, capital da Síria, por um “anticristo”, chamado pelo Islã de ad-Dajjal. Esse ad-Dajjal declarará uma grande guerra até ser derrotado após o surgimento de uma figura messiânica chamada de “Madhi”. Esse poderoso guerreiro se levantará na Arábia Saudita, na cidade sagrada de Meca, onde reunirá seu exército. Receberá então o apoio de Jesus Cristo que, segundo o Hadith, aparecerá “em algum momento durante o final dos dias”.
       Com o nome de “Morra na sua raiva”, a mensagem desta semana mostra que os jihadistas apostam que mais voluntários farão ataques em nome do EI fora do Oriente Médio. “Prometemos aos cristãos que vão continuar a viver em estado de terror, medo e insegurança”, afirma al-Adnani, no áudio difundido na internet. Lembrando de ataques de terroristas que agiram de forma independente no Canadá, Austrália e Bélgica. “Vocês ainda não viram nada”, finalizou. Esse tipo de apelo já deu resultado na África, através dos ataques de grupos como Boko Haram e Al-shabab, além de outros menos conhecidos que atuam nessa rede internacional de terrorismo islâmico especialmente na Ásia e África. Reforça ainda que o ataque a uma cafeteria na Austrália realmente tinha ligação com o EI, embora as autoridades do país tenham negado. Porém, com os ataques em Paris à redação do semanário Charlie Hebdo, ficou claro que nenhum país ocidental está a salvo. Ao exigir que os muçulmanos se unem e derrotem todos os “inimigos” em seu próprio território, virtualmente nenhuma nação está segura. No Brasil já foram identificados ativistas nas redes sociais e um homem andou pregando em favor do EI numa mesquita no Rio de Janeiro.