segunda-feira, 18 de maio de 2015

Igreja protestante da França decide abençoar casamentos homossexuais

       A principal igreja protestante da França dá um grande passo na direção dos casais de pessoas do mesmo sexo. Os pastores, se quiserem, poderão abençoar os casais de gays e lésbicas que tiverem se casado no civil em uma cerimônia na igreja.
      A decisão foi aprovada neste domingo (17) pela ampla maioria dos participantes de um sínodo protestante. A bênção aos casais homossexuais recebeu 94 votos a favor e apenas três contra, no mesmo dia em que associações programaram manifestações para marcar o Dia Internacional de Combate à Homofobia.
      O pastor Laurent Schlumberger, que participou do sínodo ocorrido em Sète (sul), ficou impressionado com o clima que ele descreveu como "excelente" durante a votação. Segundo o reverendo, a sessão foi marcada pela "confiança e fraternidade" entre os participantes. Schlumberger é presidente do conselho nacional da Igreja Protestante Unida (Epuf), a mais antiga corrente do protestantismo instalada no território francês. A instituição reúne 250 mil fiéis e 500 pastores em todo o país.
    O reverendo Marc Pernot, pastor do Oratório do Louvre, uma das principais paróquias protestantes de Paris, disse em entrevista à RFI ter ficado "um pouco surpreso" com o resultado favorável e "contente com o consenso sobre a questão". Até agora, o reverendo Pernot só podia abençoar os casais de pessoas do mesmo sexo em um local privado. Ele explicou que o fato de ser autorizado a abençoar as uniões homossexuais em público, nas instalações da igreja, é uma conquista importante para muitos fiéis.
    A iniciativa de acolher os casais homossexuais com uma bênção formal às uniões já regularizadas no registro civil será uma decisão facultativa de cada pastor. O benefício é concedido dois anos depois da regulamentação do casamento gay na França, promulgado em maio de 2013.

Precedente

     Até agora, só a Missão Popular Evangélica francesa autorizava seus pastores a acolher homossexuais em suas celebrações. Essa igreja é, no entanto, menos representativa do que a Igreja Protestante Unida, uma corrente histórica no protestantismo francês.
     Segundo o especialista e historiador de religiões Odon Vallet, a decisão da Epuf revela uma evolução do "Movimento Casamento para Todos", que militou pela legalização do casamento gay. Em outros países, onde a presença dos protestantes é mais numerosa, como nos Estados Unidos, no Canadá e em países escandinavos, a bênção a casais do mesmo sexo é mais frequente. 
   "Para o protestantismo, ao contrário do catolicismo, o casamento não é um sacramento", explica Vallet. "É um fato social, importante, mas não um ato de veneração", diz o historiador. Ele considera que a aceitação do casamento entre pessoas do mesmo sexo é algo "inimaginável" na Igreja Católica, mas nota que alguns padres contrariam a proibição.
Nota do Blog: É muito triste ver notícias como essas, onde igrejas históricas, (veja também) envolvidas com o Liberalismo Teológico, fazem concessões ao "politicamente correto", negligenciando o ensino das Escrituras. Casamento é uma instituição Divina, com o intuito do homem e da mulher viverem a plenitude de um relacionamento hétero afetivo, procriarem e se satisfazerem sexualmente. Quando esses "pastores", levantarem suas mãos para abençoar essas uniões, farão um ato vazio e sem validação divina, pois o Senhor jamais entrará em contradição com a Sua Palavra. 
Paz do Senhor à todos
Prof. Saulo Nogueira

terça-feira, 12 de maio de 2015

Novo terremoto no Nepal provoca pânico e deixa mortos

     Um forte terremoto de magnitude 7,3 atingiu o Nepal nesta terça-feira (12), matando ao menos 37 pessoas e ferindo 1.066, segundo a agência de notícias Reuters. Prédios e estruturas que estavam danificadas pelo terremoto de 25 de abril - que matou 8 mil pessoas no país - colapsaram.

      Segundo a rede CNN, 29 pessoas morreram no tremor - que teve epicentro 68 km a oeste da cidade de Namche Bazaar, perto do Monte Everest e da fronteira com o Tibet, segundo o Serviço Geológico dos EUA. O terremoto pôde ser sentido no norte da Índia e em Bangladesh. A agência de notícias France Press fala em 24 mortos.

         Nas cidades indianas fronteiriças com o Nepal morreram cinco pessoas -uma em Uttar Pradesh e quatro em Bihar, de acordo com autoridades, e a mídia chinesa relatou uma pessoa morta no Tibet após deslizamento de rochas sobre um carro. Prédios tremeram em Nova Délhi, fazendo com que funcionários de escritórios corressem para as ruas. Moradores da cidade indiana de Siliguri, perto da fronteira como Nepal, disseram que pedaços de concreto caíram de um ou dois prédios.

    A OIM, um grupo intergovernamental, mobilizou equipe para Chautara após o devastador terremoto de 25 de abril. Chautara é capital do distrito de Sindhupalchowk, que sofreu o mais pesado número de mortos no terremoto de magnitude 7,8 do mês passado. O país ainda não se recuperou do potente sismo de abril. O forte tremor matou mais de 8 mil pessoas, deixou mais de 17.800 feridos e destruiu milhares de imóveis e monumentos. A destruição foi tamanha que o Nepal ainda continua contando mortos e buscando por desaparecidos.

     O terremoto desta terça sacudiu o acampamento base para o Everest. Foi registrado a 68 km a oeste da cidade de Namche Bazar, perto do Monte Everest. Ondas de choque foram sentidas em todo o norte da Índia e em Bangladesh.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

O apêndice não tem nada de “órgão vestigial”

       Há muito tempo o apêndice tem sido considerado pelos naturalistas darwinianos como um “órgão vestigial”, isto é, vestígios evolutivos de um passado terrestre com ancestralidade comum entre as espécies. Charles Darwin foi o primeiro a sugerir que o apêndice teria surgido durante a transição da dieta de folhas para uma alimentação baseada no consumo de frutos.[1] Para ele, os supostos ancestrais primatas dos humanos necessitavam de um ceco de grandes dimensões para a digestão das folhas fibrosas, que se tornou desnecessário quando passaram a se alimentar, sobretudo, de frutas. Essa mudança no hábito alimentar teria provocado a atrofia do ceco, e o apêndice corresponderia a uma das suas pregas. Segundo sua (i)lógica reducionista, devido ao fato de o alimento não passar mais pelo apêndice ao longo do percurso intestinal, isso sugere que ele não possui função alguma. É fato que ele não possui a função digestiva. No entanto, o intestino é muito mais do que apenas um órgão digestivo. Um exame microscópico do apêndice mostra que ele contém uma quantidade significativa de tecido linfoide.[2] Agregados semelhantes de tecido linfoide (conhecido como tecidos linfoides associados ao intestino, GALT) ocorrem em outras áreas do sistema gastrointestinal. Os GALT estão envolvidos na capacidade do corpo de reconhecer antígenos estranhos no material ingerido. 

        A medicina tem lucrado muito com o conceito evolucionista de que o apêndice não tem função, causa inflamação e leva pessoas à morte. Assim, o apêndice é frequentemente retirado por meio de cirurgias. No entanto, pesquisas demonstram por meio de experimentos em coelhos que a apendicectomia (retirada do apêndice) em filhotes recém-nascidos prejudica o desenvolvimento da imunidade da mucosa.[3] Estudos morfológicos e funcionais do apêndice de coelhos indicam que ele é provavelmente o equivalente à bursa das aves em mamíferos.[4, 6] A bursa (órgão linfoide onde são formados os linfócitos B) tem um papel crucial no desenvolvimento da imunidade humoral em aves. A semelhança histológica e imuno-histoquímica do apêndice humano e do coelho sugere que o apêndice humano tem uma função similar à do apêndice do coelho. Para indivíduos adultos a retirada do apêndice pode não causar tantos prejuízos, porém ele é essencial nas primeiras fases da vida.

          Sabe-se hoje que o apêndice humano é importante no início da vida porque ele atinge o seu maior desenvolvimento logo após o nascimento e, em seguida, regride com a idade, assemelhando-se, eventualmente, a outras regiões de GALT como placas de Peyer no intestino delgado. De acordo com o Dr. Moore, o apêndice em lactentes e crianças tem a aparência de um órgão linfoide bem desenvolvido e possui importantes funções imunológicas.[7] Pesquisa recente revelou que o apêndice humano pode proteger contra a infecção recorrente por Clostridium difficile.[8] Os resultados indicaram que indivíduos sem apêndice foram quatro vezes mais propensos a ter uma infecção recorrente por Clostridium difficile (um patógeno comum em hospitais). Enquanto a infecção recorrente nos indivíduos com o apêndice intacto foi de apenas 11%, em indivíduos sem o apêndice a recorrência atingiu 48% dos casos.

       Outro estudo sugere que o apêndice vermiforme funciona como uma casa segura para a sobrevivência de bactérias intestinais comensais (bactérias boas), facilita o crescimento da flora bacteriana normal (cultiva as bactérias boas), e permite a recolonização do cólon após diarreias ou uso de antibióticos que matam as bactérias benéficas.[9] A forma do apêndice é perfeita para armazenar essas bactérias benéficas. Ele possui um fundo cego e uma abertura estreita, impedindo assim o influxo dos conteúdos intestinais. As bactérias benéficas estão presentes no intestino e vivem em harmonia com o hospedeiro, ajudando a digerir a celulose, sintetizando compostos nutricionais como a vitamina K e componentes vitamínicos do complexo B. Também ajudam a matar bactérias que podem agredir o intestino humano. 

       Um estudo de anatomia comparativa sugeriu que o apêndice evoluiu minimamente 32 vezes, mas foi perdido menos que sete vezes.[10] O autor concluiu a partir de seus resultados, e juntamente com outras evidências médicas e imunológicas, que as hipóteses de Darwin já estão refutadas. Ademais, o autor sugeriu que o apêndice é adaptável, mas não evoluiu como uma resposta a qualquer fator social ou dieta particular avaliada no estudo. Como pode ser observado, não é pelo fato de a ciência não saber a função de um órgão que isso significa que esse não tenha alguma função. Somente agora a ciência sabe que o apêndice humano não é um órgão vestigial, como tem sido argumentado durante tantas décadas a favor do evolucionismo. Ainda assim, diante de tantas evidências, há os que se mantêm céticos devido ao filtro naturalista e ao dogmatismo darwiniano.

(Everton F. Alves, mestre em Ciências da Saúde)


Referências:
[1] Barras C. Appendix Evolved More Than 30 Times. Science magazine. [Fev. 2013]. Disponível em:http://news.sciencemag.org/plants-animals/2013/02/appendix-evolved-more-30-times
[2] Spencer J, Finn T, Isaacson PG. Gut associated lymphoid tissue: a morphological and immunocytochemical study of the human appendix. Gut. 1985; 26(7):672-679.
[3] Dasso, J. F. and M. D. Howell. Neonatal appendectomy impairs mucosal immunity in rabbits. Cellular Immunology 1997; 182:29-37.
[4] Weinstein PD, Mage RG, Anderson AO. The appendix functions as a mammalian bursal equivalent in the developing rabbit.Advances in Experimental Medicine & Biology 1994; 355:249-253.
[5] Dasso JF., H. Obiakor, H. Bach, A.O. Anderson and R.G. Mage. A morphological and immunohistological study of the human and rabbit appendix for comparison with the avian bursa. Developmental & Comparative Immunology 2000; 24:797-814.
[6] Fisher RE. The primate appendix: a reassessment. The Anatomical Record 2000; 261: 228-236.
[7] Moore KL. Clinically Oriented Anatomy. Baltimore: Williams & Wilkins, 1992.
[8] Im GY, Modayil RJ, Lin CT, Geier SJ, Katz DS, Feuerman M, Grendell JH. The Appendix May Protect Against Clostridium difficileRecurrence. Clin Gastroenterol Hepatol. 2011; 9(12):1072-7.
[9] Bollinger RR, Barbas AS, Bush EL, Lin SS, Parker W. Biofilms in the large bowel suggest an apparent function of the human vermiform appendix. J Theor Biol. 2007; 249(4):826-31.
[10] Smith HF, Parker W, Kotzé SH, Laurin M. Multiple independent appearances of the cecal appendix in mammalian evolution and an investigation of related ecological and anatomical factors. Comptes Rendus Palevol 2013; 12(6):339-354.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Livros que não podemos deixar de ler: Cristo entre outros deuses.

Editora: CPAD
       Todas as religiões são iguais? Deus é o mesmo em todos os cultos? Como Jesus é visto em outras religiões? Todos os caminhos levam a Deus? Essas e outras questões são abordadas neste maravilhoso livro de Erwin Lutzer. Com argumentos irrefutáveis, o autor leva-nos a refletir seriamente acerca dos principais temas religiosos e sobre como Satanás está se infiltrando na Igreja para acabar com a pureza do Evangelho. Numa época em que o pluralismo religioso avança à passos largos, o autor nos lembra da importância de nos posicionarmos firmes diante do crescimento de outras  seitas e religiões. Somos convidados, através da leitura dessa obra, á mostrarmos a singularidade do Cristianismo Bíblico e a sua superioridade absoluta entre todas as outras religiões.  Foi um dos primeiros livres que eu li após minha conversão e colaborou muito no meu processo de aprendizado e de entrega da minha vida ao Senhor Jesus Cristo. 

       No prefácio, J.I. Packer, eminente teólogo Anglicano, Doutor em Filosofia pela Universidade de Oxford nos dá uma prévia do que nos espera:


      “A figura de Jesus Cristo, como retratada na historia do Evangelho e exposta no restante do Novo Testamento, é sem paralelo. Um homem como Jesus, que agiu a semelhança de Deus feito carne; que falou de si mesmo como o Filho de Deus; que identificou-se como o futuro Juiz do mundo e árbitro do destino de toda criatura; que depois de ser crucificado, ressuscitou dos mortos, deixando o sepulcro vazio e as mortalhas de lado, e reuniu-se outra vez com os discípulos; que tendo entrado no mundo por concepção e nascimento milagrosos, e realizado aqui um ministério de milagres, indo ao ponto de ressuscitar mortos, foi visto deixar este mundo numa ascensão milagrosa; e cujos discípulos, por dois mil anos, tem estado certos de que Ele realmente participa da vida deles, na proporção que eles experimentam a vida dEle. 

     Nenhum outro líder religioso e nenhuma outra experiência religiosa jamais se tornaram remotamente como esta! Como fé fundamentada em fatos sobrenaturais e como relação única e transformadora de vida com seu singular Fundador Divino, o cristianismo é verdadeiramente uma religião sem igual. Este fato esta além de disputa. Hoje em dia, a incomparável glória de Cristo e seu ministério em favor dos que confiam nEle, tem de ser ressaltada constantemente; pois este nosso mundo repleto de religiões está atravessando um mal pedaço por não saber distinguir as diferenças que as coisas possuem. A reafirmação franca de Erwin Lutzer de que todos precisam conhecer a Jesus no contexto das religiões do mundo, faz deste, portanto, um livro a ser recebido de bom grado. Que Deus abençoe este livro!”

Editora: CPAD

Título do original em inglês: “Christ Among Others gods”
Moody Press - Chicago
Primeira edição em inglês: 1994
Tradução: Luís Aron de Macedo

Categoria: Apologética

Boa leitura.
Prof. Saulo Nogueira

sábado, 11 de abril de 2015

Thalles: sua Bíblia e suas contradições

     Todo mundo já sabe do novo lançamento gospel no Brasil. A polêmica em torno da tal Bíblia do cantor Thalles Roberto já é grande pelas redes sociais, infelizmente. Digo infelizmente porque esse produto não deveria ser nem tema de discussão entre nós. Seríamos bem mais sensatos se todos recusassem esse tipo de coisa instantaneamente. Pena que não é assim. Muitos, milhares, gostam desse tipo de produto e discurso. Já que o cenário não é, nem de perto, o ideal, a polêmica se faz necessária pelo menos pra dizer que também existem milhares que não apoiam esse tipo de “auto promoção canonizada”. Talvez você ainda não tenha visto o vídeo em que Thalles divulga sua Bíblia, mas eu o encorajo a vê-lo (aqui). Sei que você tem a mente voltada para a palavra e não se deixará levar pelas contradições da fala do cantor. E se isso acontecer, leia o resto do texto abaixo. Rapidamente farei uma análise daquilo que foi dito. São dois minutos de contradições, mentiras e uma pitada de prepotência. Com vocês, Thalles Roberto:
1. Thalles começa de um jeito que me indigna. Ele justifica seu produto dizendo que “Jovem não lê Bíblia. Jovem gosta de música, de louvor, de pular. Jovem não tem consistência”. Eu sou jovem e não gosto nenhum pouco dessa caricatura preconceituosa e mentirosa da nossa juventude. Poderíamos lotar um show dele no maracanã só com jovens estudiosos da Bíblia. Mas ai é que está o problema (do Thalles): esses jovens não estão lá. Pelo menos não deveriam. Fica claro que o cantor está falando do seu próprio público. E eis ai uma das poucas verdades que ele disse. Ele poderia resolver esse problema com uma reforma no seu estilo e letras, não poderia? Mas isso o faria perder mercado, é melhor uma Bíblia com seu próprio nome, fotos e história.
2. Isso mesmo, nas primeiras páginas da Bíblia veremos a História, letras e fotos do Thalles. Ele que tanto fala na trindade parece não crer que a história e doutrinas das três pessoas divinas são suficientes para atrair o jovem. Eu já tinha visto grandes comentaristas colocarem seus nomes. Até mesmo cantoras, mas criar um “prefácio bíblico” com sua própria história e fotos é inédito pra mim, e absurdo. Eu usei “pitada de prepotência” no início do texto pra ser bonzinho.
3. Não satisfeito Thalles afirma que sua Bíblia é “estratégia de Deus” e foi dada pelo “Espírito Santo”. Vocês conseguem imaginar Deus planejando colocar antes da sua Palavra fotos e histórias de um cantor que declarar aos microfones letras contrárias a própria Palavra. É bem difícil pra mim crer que o Espírito que convence, consola e regenera planeje algo desse tipo para atrair os jovens. Arrependimento e mudança de vida e letra são estratégias do Espírito, já se divulgar com a Bíblia é do Thalles mesmo. Os versículos devem estar brotando na sua mente também. 
4. “Eu quero influenciar o jovem a ler a Bíblia, por isso coloquei meu nome aqui”. Mais uma pitada. Ou colherada. E de novo eu me pergunto: Que tal fazer isso com cantando as Escrituras? Que tal fazer isso estudando primeiro a Palavra e disseminando o que ela realmente ensina? É possível. É transformador. É correto. Só não tão rentável.
5. No vídeo que assisti Thalles afirmou que seu objetivo “não é vender Bíblia”. Ainda imaginei ele distribuindo essas Bíblias como os gideões e outros projetos fazem. Foi rápido, mas só imaginei. Não sou tão ingênuo assim. Se o objetivo não é vender era isso que ele deveria fazer. Dar junto com o ingresso do show talvez. Mas é claro que esse não é objetivo. E pra que fique claro, não há mal nenhum em vender Bíblia, mas mentir é feio e errado.
6. Falando em venda, vamos ao preço. A tal Bíblia custa 110 reais. Eu sei que existem Bíblias até mais caras, mas vamos pensar. O objetivo dito por Thalles é que mais jovens tenham acesso e leiam a Bíblia. Agora me digam, esse é um preço acessível ao jovem e adolescente? Thalles tem um grande público entre as classes mais baixas, esse é um preço acessível para esse público? Um preço menor não seria uma estratégia para alcançar os jovem? Pois é… 
7. Pra finalizar fico com outra contradição do cantor, talvez a maior. Ele diz que “o diabo é contra a Palavra de Deus” num contexto onde está falando sobre seus críticos. Isso é realmente forte. Quem estaria contra a Palavra, quem canta e ensinas heresias ou quem critica esse produto do Thalles? Sabemos que também que uma das principais armas do diabo é usar a música para contaminar a igreja. Infelizmente isso tem acontecido no Brasil, e Thalles tem desempenhado um papel de contaminador de muitos jovens. Espero que isso mude.
Bem, esse blog não é um dos maiores do país, nem o nosso Facebook é como o do Thalles, mas espero que você leia e pense nessas coisas. Se você pensou em comprar essa Bíblia, invista seu dinheiro em outra melhor. Estamos realmente entristecidos pelos caminhos trilhados por essa fama, mas oramos pra que a situação mude de alguma forma. Thalles realmente poderia usar sua influência de um modo mais santo. 
Vamos ler a Bíblia! Vamos ler pelo nome de Deus Pai, Jesus Cristo e Espírito Santo! Eles são suficientes e bem mais atrativos que qualquer celebridade gospel!
Nota do Blog: Eu tenho várias Bíblias de Estudo e defendo que a diversidade de Bíblias possam nos auxiliar melhor na compreensão da Verdade. Mas quando um estudioso, como MacArthur, Shedd, Scofield, Charles Ryrie "fazem" uma Bíblia de estudo se justifica, pois foi empregada toda uma equipe de estudiosos, tantos leigos, quanto Phds com diversas formações teológicas, notas de rodapés, introdução aos livros da Bíblia, comentários baseados nos textos originais, etc. Dá até pra desembolsar umas 70 pilas ou mais para pagar por uma vida inteira de trabalhos acadêmicos. Agora pagar 110,00 numa bíblia só porque leva a assinatura do Thalles é piada. Se ele quer promover a Palavra de Deus, então distribua essas Bíblias de graça nos seus Shows superfaturados. Ou pelo menos cobra só o valor do custo. A simples pregação do Evangelho genuíno sempre funcionou e sempre funcionará. Eu trabalho como professor de Jovens na EBD e sabe qual é a "estratégia" que eu uso com eles: dou à eles doses cavalares da Palavra de Deus e os desafio a buscar conhecimento sobre o Deus que eles servem. Isso sempre funcionou e sempre funcionará, pois "Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente. (Hb. 13.8)
Que o Senhor abra os olhos desse senhor antes de Sua volta. Maranata.
Paz do Senhor à todos.
Prof. Saulo Nogueira

terça-feira, 7 de abril de 2015

Novas descobertas deixaram os astrônomos confusos e a Nasa declara não ter mais certeza de como planetas se formam.

Foto: Reprodução / NASA
      Algumas décadas atrás, os astrônomos eram bastante confiantes sobre a formação de planetas no universo. Com base em nosso próprio sistema solar, eles pensavam que planetas pequenos e rochosos se formavam perto de sua estrela-mãe e os planetas maiores e gasosos, ou cobertos de gelo, se desenvolviam em lugares um pouco mais afastados. Nos últimos 20 anos, descobrimos planetas que nunca pensávamos que seriam possíveis de existirem. Então, quando eles começaram a encontrar esses planetas, ficaram perplexos e confusos: será que todas as teorias vigentes estariam erradas?

       Por exemplo, alguns planetas foram descobertos tão perto de sua estrela que a orbitam completamente em apenas alguns dias, e ainda, avaliando sua densidade, os estudos mostram que eles seriam feitos de gelo. Outros planetas rochosos foram encontrados com um tamanho gigantesco, contrariando todos os estudos anteriores. Pensava-se que, à medida que a estrela central gira, o material circundante se move também e é aquecido. Essa matéria, então, se une a outros materiais com alto ponto de fusão como ferro e rochas, que são formadas mais próximas do Sol. Quanto mais distante no sistema, mais frio o planeta, permitindo a formação de gelo ou o acúmulo de gás nas proximidades, tornando-se “gigantes gasosos”, como Júpiter e Saturno.

       Por que, então, encontramos sistemas onde há gigantes de gás orbitando a um décimo da distância de Mercúrio em nosso próprio sistema solar? Por que alguns sistemas planetários têm "super-Terras", planetas rochosos enormes desprovidos de um exterior gasoso e que orbita nos extremos? E por que, também, que alguns planetas permanecem em órbitas elípticas descontroladamente e não em um direcionamento organizado como os do nosso sistema solar?

        A resposta: nós simplesmente não sabemos. Astrônomos cogitam que o processo de formação do planeta pode ser muito mais caótico do que se pensava. “As primeiras detecções de exoplanetas revelaram corpos que eram totalmente diferentes de qualquer planeta do sistema solar”, declarou oficialmente a Nasa. “E descobertas posteriores mostraram que muitos sistemas de exoplanetas são muito diferentes do nosso”.

           No entanto, isso não é necessariamente uma coisa ruim. Encontrar planetas que não estejam em conformidade com as teorias vigentes significa simplesmente que não temos muita certeza sobre como funciona a formação deles. Pode até ser que o nosso sistema solar seja bastante singular quando comparado a outros sistemas planetários. Afinal, nós não temos “super-Terras”, algo que parece ser comum em outras partes da galáxia. Esse é um questionamento interessante: por que não temos “super-Terras”? Os astrônomos estão pesquisando para que possam responder essas perguntas em um futuro próximo com novas teorias.

       “Os estudos de exoplanetas estão apenas começando, e não é possível ter certeza sobre planetas ‘típicos’ entre nossas estrelas vizinhas”, diz a Nasa. “Será que a maioria dos sistemas planetários provará ser muito parecido com o nosso, ou somos excepcionais? Somente anos de estudo mais aprofundado irão dizer”.

       Isso não quer dizer que não existem sistemas de exoplanetas como o nosso: a estrela 55 Cancri, a 41 anos-luz de distância da Terra, tem um sistema de cinco planetas, com uma distribuição semelhante à nossa. Porém, pode ser que nossas teorias sobre como estes planetas se formaram, em primeiro lugar, e que tipo de sistemas que habitam, talvez precisem ser revistas.


       "Provavelmente, a pergunta mais interessante, e uma das mais difíceis de responder, diz respeito à singularidade da Terra," conclui a Nasa. “Há planetas semelhantes ao nosso orbitando outras estrelas, mas será que a vida existe em qualquer outro lugar além da Terra?”.


Nota do Blog: Interessante como verdades absolutas caem por terra mediante novas descobertas. Mas a ciência é feita disso mesmo: ela não é extática, antes se adapta às novas descobertas mais recentes. O que deveria mudar é a "certeza" que alguns astrônomos passam ao lançar novas Teorias. As suas "verdades" estampam capas de revistas de divulgação científica para depois aparecerem notas de rodapé nas últimos folhas dizendo que não é bem assim. As partes que estão em negrito no texto, servem para nos chamar a atenção de quanto o nosso sistema solar é bastante singular, ou seja, dá a impressão (até mesmo para os cientistas) que ele foi planejado para abrigar a vida como a conhecemos. Em se tratando de Universo e de origem das galáxias, precaução e humildade não fazem mal à ninguém.

Prof. Saulo Nogueira

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Se eu me converter, toda a minha família será salva?

Imagem: Revista Critério
       Muitas pessoas têm dúvidas sobre uma passagem bíblica que se encontra no Livro de Atos: "Responderam eles: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa." (Atos 16:31) e se indagam se existe a possibilidade de um membro da família ser "salvo por tabela" pelos méritos de outro membro da família, salvo em cristo Jesus. Uma análise superficial do versículo poderia sim dar essa impressão, mas não podemos nos esquecer que a Bíblia como um Livro inerrante não se contradiz e dever ser entendida num plano geral e não em versículos isolados. Vamos analisar o texto á luz de outras passagens Bíblicas e de seu próprio contexto:

1 - A Palavra de Deus é muito clara quando diz que a Salvação é individual. (cf. Rm. 14.12; Ap. 22.12; 2Co. 5.10;)

2 - O texto pose ser visto como uma promessa e não como uma garantia. Os demais membros da família só serão salvos mediante a sua experiência particular de uma fé salvadora em Cristo Jesus.

3 - A condição para a Salvação da família, incluía que todos ouvissem e cressem no Senhor Jesus, sem exceção. Se algum membro deixasse de ouvir o Evangelho ou não cresse, de forma alguma seria salvo; 

4 - Quando continuamos a ler o texto, percebemos que toda a família do carcereiro deu uma resposta favorável à pregação do Evangelho: "Então lhe pregaram a palavra de Deus, e a todos os que estavam em sua casa. Tomando-os ele consigo naquela mesma hora da noite, lavou-lhes as feridas; e logo foi batizado, ele e todos os seus. Então os fez subir para sua casa, pôs-lhes a mesa e alegrou-se muito com toda a sua casa, por ter crido em Deus. (Atos 16:32-34), pela exegese do texto, temos a certeza que todos ouviram e aceitaram a mensagem de Salvação e, consequentemente "sua casa" foi toda salva.

5- Em Atos 11.13-14 ocorre praticamente a mesma situação:  "E ele nos contou como vira o anjo em pé em sua casa e que lhe dissera: Envia a Jope e manda chamar Simão, por sobrenome Pedro, o qual te dirá palavras mediante as quais serás salvo tu e toda a sua casa". O princípio exegético aqui é o mesmo: aceitação do Evangelho por toda a família como pré requisito para a Salvação de todos.

        Conclusão: Devemos entender então, que os membros da família do carcereiro foram salvos mediante a fé verdadeira que professaram após ouvirem crerem na Mensagem dos apóstolos. O carcereiro serviu como um "missionário" para os seus, pois pela sua fé, proporcionou que toda a sua família ouvisse o Evangelho e fossem salvas.

        Se você tem algum membro da sua família, esposo, esposa ou filhos que ainda não entregaram a sua vida á Jesus, não se sinta frustrado pelo fato de que a Salvação dependa da resposta individual de cada um ao chamado de Deus. Jamais desista. Use desse fato para ser um referencial de fé para eles, através de suas atitudes, devoção, conversão verdadeira, pois sendo assim, através do seu testemunho e da obra que o Senhor tem feito em sua vida, eles possam abrir seu coração para que o Espírito Santo ente a faça morada. Como pais, devemos ensinar nossos filhos no caminho da Salvação e instruí-los a viver uma fé viva e verdadeira no Senhor Jesus.

Paz do Senhor Jesus á todos.

Prof. Saulo Nogueira