quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Baixas civis em Gaza: a verdade é muito diferente

Por Richard Kemp*

Coronel Richard Kemp

     Todo mundo agora que ser mais entendido de Oriente Médio do que os próprios habitantes da região. Pessoas sem um pingo de conhecimento, postam "opiniões", como se fossem experts em assuntos internacionais. Esse post e os que seguirem após esse, não são minhas opiniões, mas de especialistas e pessoas que estão envolvidos diretamente com o conflito ou já viveram de perto essa realidade, como o Coronel Richard Kemp, que passou a maior parte de seus 30 anos de carreira no Exército Britânico comandando tropas na frente de combate em luta contra o terrorismo e a insurgência em focos de crise, incluindo o Iraque, os Bálcãs, o Sul da Ásia e a Irlanda do Norte. Ele foi comandante das Forças Britânicas no Afeganistão em 2003. De 2002 a 2006, dirigiu o grupo de contra-terrorismo internacional na Comissão de Inteligência do Gabinete do Primeiro-Ministro Britânico. Bom penso que ele sabe muito bem o que fala.

      "Com raras exceções, repórteres, comentaristas e analistas aceitam sem questionamento as estatísticas sobre as baixas fornecidas pelas autoridades médicas controladas pelo Hamas em Gaza, que atribuem todas as mortes às Forças de Defesa de Israel (FDI). Nunca se vê um sinal de combatentes mortos ou feridos. Análises dos detalhes sobre as baixas divulgados pela Al-Jazeera, com base no Qatar, indicam que a grande maioria daqueles que foram mortos em Gaza são homens jovens em idade de combate; não mulheres, crianças ou pessoas idosas. A morte de todos os civis palestinos nesse conflito resulta, em última análise, da agressão dos terroristas de Gaza contra Israel, e do uso que o Hamas faz de escudos humanos - a mais importante plataforma da política de combate do Hamas.

        "Então, você está indo atrás de civis inocentes ou trata-se de incompetência, coronel Lerner?", pergunta a entrevistadora, tendo seu rosto contorcido pelo desprezo aparentemente reservado apenas para israelenses. Esse tom penetrante de desrespeito, proferido diante de um oficial americano ou britânico, alienaria os espectadores e, diante de um comandante árabe, provocaria acusações de racismo. Esta linha de questionamento, repetida diariamente nas redes da mídia,  trai uma ingênua e incompreensível disposição para crer, e encoraja os espectadores a crerem, na noção absurda de que as Forças de Defesa de Israel são comandadas e compostas de alto a baixo por psicopatas assassinos de crianças. Sugerir que a incompetência militar seja a única explicação para as mortes de civis, além do deliberado assassinato em massa, revela uma ignorância de tirar o fôlego,  mas não surpreendente, das realidades do combate.

      Embora raramente tenham permissão para completarem uma única sentença, as tentativas dos israelenses de explicarem as políticas de alvejamento das FDI são inevitavelmente rejeitadas como mentiras deslavadas. A verdade é muito diferente. As FDI têm desenvolvido as mais abrangentes e sofisticadas medidas para minimizar as mortes de civis durante os ataques contra alvos militares legítimos. O uso obrigatórios de sistemas de inteligência multissensorial e de segurança, para confirmar a presença ou ausência de civis, precede os ataques em todos os alvos vistos do ar. Mensagens de texto, chamadas telefônicas e mensagens por rádio em árabe avisam os ocupantes para evacuarem aquela área. Folhetos são lançados do ar e incluem mapas mostrando onde estão as áreas de segurança. Quando os avisos são ignorados ou não são percebidos, aeronaves jogam explosivos não-letais para avisar a população que um ataque acontecerá em breve. Somente quando pilotos e controladores do vôo têm certeza de que os civis estão fora do alvo é que é dada a autorização para atacar. Quando os pilotos usam munições dirigidas por laser, eles devem pré-designar áreas de segurança para onde desviar os mísseis que já foram disparados, caso apareçam civis repentinamente.

           Forças de terra têm procedimentos de combate equivalentes, embora a natureza do combate no solo implica que este é mais direto e menos sofisticado. As discussões com os homens da infantaria das FDI, recém-chegados da fronteira com Gaza, confirmam, entretanto, que evitar a morte de civis está predominantemente em suas mentes, mesmo quando eles próprios estão debaixo de fogo. Entrementes, de volta à segurança do estúdio, a visível fúria da entrevistadora contra o porta-voz das FDI sobrepuja a objetividade profissional:

 "Vocês ficam falando interminavelmente sobre todos os avisos que dão, mas o fato é que mataram mil e quinhentas pessoas, senda a maioria esmagadora composta por civis!".

          Evidentemente o coronel não tem permissão para dar uma resposta adequada, que poderia ajudar os espectadores a entenderem a realidade da situação. Com raras exceções, repórteres, comentaristas e analistas aceitam sem questionamento as estatísticas sobre as baixas fornecidas pelas autoridades médicas controladas pelo Hamas em Gaza, que atribuem todas as mortes às Forças de Defesa de Israel (FDI). Há alguém em Gaza morrendo de causas naturais? A execução em massa dos "colaboradores" e de civis mortos por mau funcionamento dos foguetes do Hamas, é sempre atribuída ao fogo das FDI. Será que a "maioria esmagadora" dos mortos é mesmo composta por civis? Pareceria que sim. Vemos uma grande quantidade de filmes grotescos e aflitivos de mulheres e crianças mortas ou sangrando, mas nunca vemos nada sobre combatentes mortos ou feridos. Tampouco os repórteres questionam ou comentam sobre a completa ausência de mortes dentre os combatentes de Gaza, um fenômeno extraordinário, exclusivo desse conflito. A realidade é, logicamente, que o Hamas faz grandes esforços para esconder a morte de seus militantes para preservar a ficção de que Israel está matando somente civis. Há também crescentes indicações de que o Hamas, através de força direta ou de ameaças, está impedindo jornalistas de filmarem seus combatentes, estejam estes vivos ou mortos.

         Não chegaremos à verdade enquanto a batalha não terminar. Mas sabemos que o Hamas deu ordens a seu povo para reportar todas as mortes como se fossem de civis inocentes. Sabemos também que o Hamas tem um sólido histórico de mentiras sobre baixas. Depois da Operação Chumbo Moldado, os combates de 2008-2009 em Gaza, as FDI estimaram que dos 1.166 palestinos mortos 709 eram combatentes. O Hamas, sustentado por várias ONGs,  afirmou que apenas 49 de seus combatentes haviam sido mortos, e que os restantes eram civis inocentes. Muito tempo depois, foi obrigado a admitir que as FDI tinham falado a verdade o tempo todo, e que entre 600 e 700 mortes haviam sido, de fato, dos combatentes. Mas a mídia de memória curta é incapaz de ponderar sobre isto antes de divulgar amplamente suas afirmativas erradas e inflamadas. Análises dos detalhes sobre as baixas divulgados pela Al-Jazeera, com base no Qatar, indicam que a grande maioria daqueles que foram mortos em Gaza são homens jovens em idade de combate; não mulheres, crianças ou pessoas idosas. De acordo com um analista, a despeito de representarem 50% da população, a proporção de mulheres entre os mortos é de 21%. Análises preliminares, feitas pelo Centro Meir Amit de Inteligência e Informações Sobre Terrorismo, sugerem que 71, ou seja, 46,7% dos primeiros palestinos mortos eram combatentes, e 81, ou seja, 53,3% eram civis não-envolvidos.

       Nenhuma dessas análises é definitiva. Mas elas lançam dúvidas sobre as acusações de ataque indiscriminado contra a população pelas FDI e sobre as estimativas da ONU,  divulgadas amplamente como fato pela mídia e pelas não exatamente imparciais Nações Unidas,  de que 70% a 80% das baixas palestinas foram de civis. Não obstante, tragicamente, muito civis inocentes foram mortos. Como isto aconteceu, se as medidas das FDI tinham como objetivo diminuir o número de tais mortes? Comandantes das FDI dizem que nunca abrem fogo intencionalmente contra alvos nos quais civis não-envolvidos estão presentes, uma política que vai muito além das exigências da Convenção de Genebra. Esta política tem sido confirmada a mim por soldados no campo de batalha e por pilotos de F16 realizando ataques sobre Gaza. Mas, erros acontecem. Vigilância e inteligência nunca são infalíveis. Tem havido relatos de que o Hamas força civis a voltarem para os prédios que foram evacuados. Às vezes, há efeitos inesperados dos ataques, por exemplo, quando desmorona um edifício adjacente, no qual havia civis, o que é freqüentemente causado por explosões secundárias das munições do próprio Hamas, armazenadas no local. Erros podem ser cometidos na interpretação das imagens, na passagem de informações, e na entrada de dados sobre o alvo. [...] Às vezes, sistemas de direcionamento de armamentos funcionam mal e bombas, balas e mísseis podem atingir lugares que não deveriam. Mesmo os sistemas de comunicação mais avançados tecnologicamente podem falhar em momentos críticos. Em nenhum lugar esses erros são mais freqüentes e catastróficos do que em combate no solo, onde os comandantes e os soldados experimentam o caos, o barulho, a fumaça, o medo, a exaustão, o choque, a mutilação, a morte e a destruição, que estão além da compreensão de nossa entrevistadora, em seu estúdio de TV com ar condicionado.

          Esses erros e maus funcionamentos acontecem em todos os exércitos e em todos os conflitos. E, em todos os conflitos, os erros incluem a morte de soldados pelo fogo amigo. Será que aqueles que condenam a morte de civis palestinos como atos deliberados das FDI sugerem que os incidentes de fogo amigo em Gaza também são intencionais? Contudo, é provável que a política israelense de não atacar alvos nos quais civis estejam presentes seja deliberadamente posta de lado em uma situação específica. Se as tropas estiverem debaixo de fogo letal a partir de uma posição do inimigo, as FDI têm direito de atacar o alvo mesmo tendo certeza de que civis serão mortos, sujeitos que estão às regras usuais de proporcionalidade. Por definição, as vidas dos soldados israelenses estão colocadas em um risco maior pelas regras restritivas do combate com a intenção de minimizar as mortes de civis. Mas os comandantes no campo de batalha devem equilibrar suas preocupações pelos civis com a preservação das vidas de seus próprios homens e a efetividade da luta. À parte dessas realidades, a morte de todos os civis palestinos nesse conflito resulta, em última análise, da agressão dos terroristas de Gaza contra Israel, e do uso que o Hamas faz de escudos humanos,  a mais importante plataforma da política de combate do Hamas.

Um comandente militar do Hamas relata na TV palestina (assista aqui) como as forças israelenses o alertaram com antecipação para que evacuasse sua casa antes que ela fosse bombardeada. Ele prossegue, descrevendo como, após o alerta, correu para juntar amigos, familiares e vizinhos no topo do edifício.
Escudos humanos palestinos aglomerados sobre edifícios a respeito dos quais a Força Aérea de Israel tinha dado avisos antecipados de bombardeio iminente.

     Guardar armas e abrir fogo com elas dentro de áreas densamente povoadas, forçar civis a permanecerem num determinado lugar quando foram avisados para sair, atrair as forças israelenses para atacarem e matarem seu próprio povo, mostra que o número de vítimas palestinas é vital para a guerra de propaganda do Hamas, que tem por objetivo pressionar Israel e incitar o ódio contra Israel e anti-semita em todo o mundo. Esta exploração doentia do sofrimento de seu próprio povo e a cumplicidade da mídia nessa exploração não poderia ser mais cinicamente demonstrada do que nas salas de emergência da Faixa de Gaza. Sem a menor consideração pela higiene necessária no salvamento de vidas, ou pelo cuidado, privacidade e dignidade dos feridos, os militantes palestinos empurram entusiasticamente as equipes de filmagem para dentro das salas de emergência à medida que os cirurgiões, desesperados, lutam para manter a vida de uma criança ensanguentada.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Cientista é demitido por questionar idade dos dinossauros


Os advogados de um cientista da Universidade Estadual da Califórnia (UEC), em Northridge, que foi demitido de seu emprego depois de descobrir tecidos moles em um fóssil de Tricerátops, entraram com uma ação judicial contra a universidade. Enquanto no local da escavação de Hell Creek, em Montana, o pesquisador Mark Armitage descobriu o que ele acreditava ser o maior chifre de Tricerátops já desenterrado no local, de acordo com o advogado Brad Dacus do Instituto de Justiça do Pacífico. Após examinar o chifre com um potente microscópio na UEC, Dacus diz que Armitage ficou “fascinado” por encontrar tecidos moles na amostra – uma descoberta que Bacus disse ter espantado os membros do departamento de biologia da escola e até mesmo alguns estudantes, “porque indica que os dinossauros viviam na Terra há apenas milhares de anos, ao invés de terem sido extintos há 60 milhões de anos”.

“Uma vez que alguns criacionistas, como [Armitage], acreditam que os ossos tricerátops têm apenas 4.000 anos de idade, no máximo, o trabalho [de Armitage] comprovou sua tese de que esses dinossauros viviam no planeta há relativamente pouco tempo”, de acordo com a denúncia (PDF) efetuada a 22 de julho, no Supremo Tribunal de Los Angeles.

A ação judicial contra o conselho de curadores da UEC cita discriminação por crenças religiosas reconhecidas. As descobertas de Armitage foram finalmente publicadas em julho de 2013 em uma revista científica com revisão por pares.

Mark Armitage
De acordo com documentos judiciais, logo após a descoberta original dos tecidos moles, um oficial da UEC disse a Armitage: “Nós não vamos tolerar sua religião neste departamento!”

Armitage, um cientista que tem obras publicadas há mais de 30 anos, foi posteriormente demitido após a UEC alegar abruptamente que sua nomeação de 38 meses na universidade tinha sido temporária, alegando a falta de financiamento para a sua função, de acordo com os advogados.

“Demitir um empregado por causa de suas crenças religiosas é totalmente inapropriado e ilegal”, disse Dacus em um comunicado. “Mas fazer isso em uma tentativa de silenciar o discurso científico em uma universidade pública é ainda mais alarmante. Isso deve ser um alerta e aviso para todo o mundo académico.”

A porta-voz da UEC, Carmen Ramos Chandler, disse à CBSLA que Armitage foi uma contratação temporária entre 2010-2013 e trabalhou como técnico de microscopia eletrônica. Ela não pôde comentar o processo, uma vez que os responsáveis da universidade ainda não tinham recebido a queixa. A descoberta é a última de vários recentes – e controversos – achados de tecidos moles por arqueólogos: em novembro passado, pesquisadores reivindicaram que a controversa descoberta de suposto tecido mole de 68 milhões de anos a partir dos ossos de um tiranossauro rex pode ser explicada pelo ferro no corpo do dinossauro, que dizem ter preservado o tecido antes que pudesse degradar-se.



 (CBS Los Angeles; tradução de Filipe Reis) Via Criacionismo

 "E é desta forma que a teoria da evolução se mantém como a “melhor explicação para a origem das espécies” (como nos dizem os evolucionistas): através da censura, da intimidação e da demissão de quem encontra dados que não se ajustam à “verdade estabelecida”. Note-se que para demonstrar que a Terra não tem milhões de anos, Armitage não precisou citar a Bíblia nem qualquer outro documento religioso, mas, sim, encontrar uma única evidência cientifica que claramente não está de acordo com o que é consensual. Pensemos assim: se os milhões de anos estão assim tão fortemente suportados pelas evidências, por que é necessário despedir quem encontra evidências contra essa posição? Existe outra “teoria científica” protegida pela lei dessa forma, ou é só a crença nos milhões de anos? Por que os evolucionistas não estão dispostos a analisar as evidências em favor dos “milhões de anos”? Será por que eles sabem que a ciência não está de acordo? A forma mais fácil de demonstrar que a teoria da evolução é um farsa é mostrando como a Terra não tem os milhões de anos que os evolucionistas pensam que tem. Deve ser precisamente por isso que analisar de uma forma honesta as evidências em favor dessa posição é algo que os evolucionistas evitam a todo custo. Os outros cientistas que justificadamente notam que há algo de fundamentalmente errado com a teoria da evolução e com os milhões de anos ficaram agora avisados: colocar em cheque os milhões de anos pode custar o emprego. O melhor é ficar calado e fingir que está tudo bem. Censura? Não. Isso é “ciência”."

Nota do blog Darwinismo

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Apostasia Universal

     "Quem passou pela Avenida Celso Garcia na tarde e noite de ontem (31) ficou curioso não apenas para as luzes acesas que destacavam a grandiosidade do Templo de Salomão, mas também pelo cordão humano que cercava a mega igreja e seus arredores. Em um trecho da avenida, cujo tráfego foi impactado causando lentidão e congestionamento, um tapete vermelho foi estendido em um percurso de mais de 50 metros ligando a central da Igreja Universal no número 499 até o novo templo que estava sendo inaugurado. Um tapete vermelho foi estendido para a entrada Triunfal da "Arca da Aliança", objeto cujo significado é a presença de Deus, foi levado por “sacerdotes” (bispos)  - vestidos de branco – da catedral para o Templo tendo a ajuda de “levitas” (pastores) – com as mesmas vestimentas dos sacerdotes – que tiraram a estola que cobria o objeto de ouro somente quando as portas principais do templo foram abertas". Assim começam as principais manchetes sobre a inauguração do Templo. Pois é. Quando a gente pensa que não tem mais como inventarem moda, a Universal nos surpreende com mais uma de suas aberrações teológicas. Mas por que essa postagem tem o título de apostasia Universal?

       Primeiro devemos definir qual o significado da Palavra apostasia. Apostasia é uma palavra grega (apostasia), que significa abandono ou negação da fé e o afastamento das pessoas da vontade de Deus. Mas porque afirmo que essa instituição religiosa tem incorrido nesse erro? Por que ela, infelizmente, a cada dia que passa tem se distanciado dos propósitos divinos para sua Igreja. A arca da Aliança, o Tabernáculo, depois o Templo, o Menorá, os sacrifícios, incensos e holocaustos eram apenas representações transitórias que apontavam para Cristo e sua Obra Redentora. Trazer essa simbologia de volta e sincretizá-la com a Igreja, é voltar aos rudimentos do Judaísmo. A IURD está ressuscitando a antiga Aliança e crucificando e sepultando novamente Jesus e sua Nova Aliança, a qual ele estabeleceu pelo Seu Sangue, isso é, pela sua morte expiatória,  retroagindo na fé. 

     Mas porque fazem isso, tentando usar toda essa simbologia, e elementos que já não subsistem mais sob a Nova Aliança, se utilizando do Antigo Testamento, como se ele ainda fosse vigente sobre a Igreja? Por que o Novo Testamento não dá brecha para os mercadores da fé, daí a necessidade de se lançar mão do Antigo e "colocar vinho novo em odres velhos". Não que o Antigo Testamento não tenha valor para a Igreja, de forma alguma. O A.T. é um tesouro para nós, fonte de inspiração e do cuidado de Deus pelo Seu povo eleito, Israel e o plano de Deus para a humanidade desde a fundação do mundo. Mas utilizá-lo, hoje da mesma forma que era usado antes do nascimento e ministério de Jesus, é regredir na fé. E o pior, é negar a Obra de Jesus e a libertação que Ele nos trouxe pela sua mensagem e Salvação. Por isso a Apostasia. Negaram a fé, negaram os fundamentos do cristianismo, toda sua história e obra dos grandes mestres e apologistas, que deram sua vida para defendera a "fé que uma vez foi dada aos santos", escarnecerem da Reforma e de todo sangue derramado pelos mártires para conscientização da verdadeira fé, voltaram ao Nicolaísmo, ao culto Medieval, onde as indulgências e misticismo pairavam como uma sombra sobre a Igreja. 

     Além da mais descarada mentira e usurpação da fé alheia, chamando os "pastores" de Levitas, trazendo a "Arca da Aliança". São por acaso israelitas? Pertencem a tribo de Levi? Por acaso o ministério Levítico deveria ser restaurado pela Igreja?  Deus hoje, se manisfesta através da suposta Arca? Ainda existem altares de sacrifícios? Faça algumas dessas perguntas aos membros, tão enganados dessa seita, e simplesmente vão responder que "isso é inveja", "recalque", "que não podemos julgar", "que deveríamos estar ganhando almas para Jesus, ao invés de ficar criticando", entre outras escapadas, sem dar uma resposta bíblicas á essas indagações. Os membros são manipulados ao limite e escravizados num sistema religioso que vai contra todo bom senso religioso. 
     
        Mas eles são bons em usurpação da fé alheia, fazendo um verdadeiro Self-service religioso, servindo de tudo ao gosto do freguês. Criaram uma teologia sincretista, buscando elementos de vária religiões para completarem seu arsenal religioso. Imitam muito bem o catolicismo, centralizando a figura do bispo, como autoridade máxima, e criando pontos de contato entre as pessoas e Deus. Usam de elementos do espiritismo, como seção de descarrego, banho de sal grosso e vestimentas brancas. Utilizam de nomes, como fechamento de corpo, sexta-feira forte, oração forte, entre outros elementos tão comum no Candomblé e na Umbanda. Pegam tudo isso, com mais uma pitadinha de Judaísmo, com seu Kipá e Talit, engrossam o caldo com um pouquinho de cristianismo, misturam num grande caldeirão e criam toda essa aberração que estamos vendo diante de nossos olhos. É lastimável.


     Diante de um cenário tão desanimador quanto esse, devemos nos apegar ás promessas do Nosso Senhor Jesus Cristo e orar para que os olhos dessas pessoa sejam abertos e venham experimentar o valor restaurador do verdadeiro Evangelho de Cristo.

"Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão." (Gálatas 5:1)

Paz aos que estão em Cristo.
Prof. Saulo Nogueira


terça-feira, 29 de julho de 2014

Rubem Alves: lembranças pouco agradáveis. Patrulhamento teológico ou responsabilidade cristã?

“... exortando-vos a batalhardes diligentemente pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos”. Judas 1.3

     Vivemos em meio a heresias e distorções do cristianismo histórico, e somos impelidos, pela própria Bíblia a, repetidamente, reafirmar os ensinamentos das Escrituras. É verdade que por vezes cansamos e chegamos a duvidar se vale a pena gastar tempo em tanta discussão. Alguns críticos, neste nosso blog, várias vezes aventaram se não estávamos forçando um pouco a barra em cima dos liberais. Deveríamos falar de outras coisas; de pontos mais positivos. É verdade que ninguém gosta muito de controvérsia. Apesar de umas poucas pessoas darem a impressão de serem alimentadas por dissonâncias de opiniões, a grande maioria, principalmente do Povo de Deus, procura a concórdia e a harmonia. Não nos sentimos bem discutindo questões a toda hora e isso é um reflexo de que Deus nos tem chamado “à paz” (1 Co 7.15). No entanto existe “paz” que pode ser enganosa, superficial e até mortal. Controvérsias doutrinárias, por mais desagradáveis que sejam, ocorrem no seio da igreja. Muitas vezes somos sugados a uma batalha que não nos alegra, nem representa o nosso desejo. Estas ocorrem na época e na providência divina, exatamente para nos testar, para que o nosso testemunho possa ser renovado, para que aqueles que introduzem falsos ensinamentos sejam revelados e identificados na igreja visível. A história já provou como a doutrina verdadeira é depurada, triunfa e é cristalizada e esclarecida às gerações futuras, no cadinho da controvérsia.

     Como bem indica Judas 1.3 (acima), esta é uma luta não só de especialistas ou de algum "clero especializado, mas de todos nós. Temos que ter a consciência de que vivemos uma batalha na qual nossas mentes e corações são testados pelas mais diferentes correntes de pensamento. Ela é vencida quando brandimos a Espada do Espírito – a Palavra de Deus; quando nos empenhamos no estudo das Escrituras e enraizamos suas doutrinas nas nossas vidas, de tal forma que vamos ficando equipados a reconhecer o erro e seus propagadores. Sempre mantendo uma postura cristã no trato, devemos ter firmeza doutrinária sobre o que cremos, principalmente porque existem aqueles que não possuem o mínimo apreço pela Bíblia, mas sorrateiramente possuem seguidores em nossos arraiais.

     Um grande exemplo claro disso foram os convites que eram feitos ao famoso educador, escritor e ex-pastor Rubem Alves para conferências e palestras em igrejas presbiterianas, no início deste século (>2000). Ele estava sendo convidado, apresentado e reverenciado em certos círculos presbiterianos e isso motivou até uma decisão do concílio maior da igreja - para que ele não tivesse a plataforma eclesiástica, contra a qual havia se pronunciado e se insurgido em tantas ocasiões. Agora, com o seu falecimento neste dia 19 de julho de 2014, ressurgem pronunciamentos enaltecendo não apenas as qualificações literárias do falecido, mas também a presença de um suposto espírito cristão elevado e uma mensagem essencialmente cristã em suas palavras e textos.

      Ora, ninguém disputa as grandes qualificações acadêmicas e o enorme talento que o Sr. Rubem Alves possuiu. Ele encantou multidões, principalmente educadores, com suas palestras e livros de histórias. No entanto, como desconhecer que foi uma pessoa que abjurou publicamente da fé? Como ignorar que ele, tanto explicitamente como nas entrelinhas, propagou uma mensagem destrutiva contra os ensinamentos da Palavra de Deus? Se a situação de tietagem teológica equivocada estava se alastrando a um ponto em que o Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, definiu explicitamente que ele não deveria ocupar púlpitos da denominação, será que com a sua morte haverá o esquecimento disso e caminhamos para uma quase "canonização" protestante? É claro que o seu nome é alvo da abordagem politicamente correta que, em ocasiões do falecimento, oblitera as falhas e exalta as virtudes, mas o problema é que essa visão enaltece pronunciamentos metafísicos do Rubem Alves, que são letais para a alma. Não podemos passar às gerações à frente a ideia de que tombou no campo de batalha um grande general, ou mesmo soldado, cristão, que foi injustiçado ou incompreendido em suas proposições.

      Se você duvida da propriedade dessa análise (ou até da decisão conciliar da Igreja Presbiteriana), veja algumas frases que Rubem Alves proferiu, em 2004, em uma igreja presbiteriana do Rio de Janeiro que o havia convidado para uma cerimônia (pasmem!) de comemoração da Reforma do Século 16 – logo ele, que é contra tudo o que os reformadores ensinaram. Disse ele: “... Deus criou o homem e viu que era bom. Ser homem deve ser, na realidade, melhor do que ser Deus tanto que Deus se encarnou como homem. Somente um Deus cruel e sádico enviaria seu próprio filho para morrer daquela forma para pagar os pecados humanos. Essa ideia é construção do medievalismo. Acho que Deus quis ser homem porque ser homem deve ser melhor do que ser Deus”.

     Acho que dá para entender por que não podemos deixar passar esse resgate de sua biografia em branco. Faz parte do "batalhar pela fé". Deus é todo-poderoso e não precisa de nós para cumprir seus propósitos. Na realidade, é o próprio Cristo que nos ensina que “as portas do inferno” não prevalecerão sobre a sua igreja. No entanto, é a sua Palavra que nos comissiona a vigiar e orar; a estarmos alerta porque Satanás está nos rodeando, almejando a nossa queda. Que Deus nos capacite e nos dê discernimento sobre a multidão de ensinamentos falsos que estão infiltrados no meio dos evangélicos pela ação dos falsos mestres. Rubem Alves pode ser lembrado como um grande escritor e exímio contador de estórias, mas nunca como um teólogo, ou como alguém que tinha uma mensagem verdadeira das coisas espirituais.

***
Fonte: O Tempora, o mores! 
Comentário do Púlpito Cristão (Leonardo Gonçalves):

     Morreu Rubem Alves. Agora um monte de gente que nunca leu uma linha do que ele escreveu está postando mensagens melosas sobre a genialidade do cara. Muitas notas absurdas acerca da contribuição teológica de Rubem Alves foram postadas nas redes sociais, como se ele fosse um grande teólogo a quem todos deveríamos ouvir. Nada mais distante da verdade.
Alves negou as principais doutrinas cristãs e se referia ao cristianismo histórico com desprezo e zombaria:
"Hoje as ideias centrais de teologia cristã em que acreditei não significam nada para mim: são cascas de cigarras vazias. Não as entendo. Não as amo. Não posso amar um Pai que mata o Filho para satisfazer sua justiça" (Alves, Rubem. Isto É, 20/12/2000, p. 90)
      Como qualquer outro, lamento a morte dele. Mas verdade seja dita: Rubem Alves era um apóstata. Seus escritos eram cheios de religiosidade "hippie" (Paz e amor sem cristianismo nem cruz) e nenhuma base biblica. Ele deixou de ser evangelico e protestante ha muito tempo. Seus escritos teologicos eram engendros do inferno. Lamento sua morte. Gostaria que ele tivesse se arrependido antes de partir.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

A IURD quer costurar o véu que Jesus rasgou.

No próximo dia 31 de Julho, será a inauguração do grande "templo de Salomão", na cidade de São Paulo e a igreja Universal do Reino de Deus divulgou um vídeo falando sobre as regras para poder entrar no Santuário. O bispo Renato Cardoso, genro do bispo Edir Macedo, aparece no vídeo narrando as regras e avisando aos visitantes do Templo que todos serão revistados na porta e que não serão permitidos máquinas fotográficas, celulares, tablets e outros aparelhos eletrônicos que registrem imagem ou áudio. A revista também vai barrar objetos cortantes e outros utensílios que podem ser usados como arma. Segundo ele, o objetivo é preservar o templo e a integridades de seus visitantes. Nesse primeiro momento, só poderão entrar no Templo de Salomão os participantes das caravanas vindas dos cenáculos da IURD espalhados pelo país, onde todos os Iurdianos  receberão uma credencial com a data exata da visita e terão que chegar com 45 minutos de antecedência para o culto, faltando 15 minutos para iniciar a reunião as portas serão fechadas e ninguém mais poderá entrar.
     No vídeo o bispo Renato Cardoso reforça sobre as vestimentas, dizendo que pessoas vestidas com decotes, roupas curtas, bermudas, bonés, camisetas com dizeres comerciais, políticos ou esportivos serão impedidas de entrar na megaigreja. Bom, até aí tudo bem, pois em relação as vestimentas e como se portar no Templo (lugar de adoração), isso deveria ser observado em qualquer culto cristão. O grande problema é que a Universal quer costurar o véu, que Jesus Cristo rasgou, conforme nos diz o livro de Hebreus:
"Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne,E tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus," (Hebreus 10:20-21) (cf. Mt. 27.51)
A IURD está restaurando o que Jesus rasgou, o véu do Templo.
      No próprio vídeo acima, percebemos que no finalzinho aparece um grande véu na frente do púlpito, onde com certeza, atrás desse véu estará a imponente "Arca da Aliança", representando a "presença de Deus" e os "sacerdotes", prontos para os mais variados sacrifícios financeiros. O próprio Líder dessa Seita, o bispo Edir Macedo, já está com sua "barba de molho", só esperando para começar seus trabalhos. Além disso os pastores serão chamados de Levitas, além de Menorah, óleo consagrado, Shofares e outras usurpações do culto no Antigo Testamento. 
     Além de ser uma clara usurpação da fé dos Judeus, a IURD deixa bem claro que o seu templo não é apenas mais uma de suas Mega igrejas, mas de fato esse é o verdadeiro Templo de Salomão, pois fica bem explícito no vídeo essa intenção, já no início quando ele diz que as pessoas deverão se vestir como se fossem encontrar com o próprio Deus, fazendo uma clara alusão ao texto de 2Cr. 7.12-22, 
"... o Templo de Salomão é a casa de Deus. O Próprio Deus chamou o Templo de a Minha Casa".
     Fazendo uma ligação com o texto de de 2 Crônicas, o bispo Renato tenta fraudar o texto original, fazendo parecer que o texto faz referência ao atual Templo, construído no Bráz, demonstrando sua grande desonestidade exegética. O pastor e teólogo Bruno dos Santos cita: "8 RAZÕES PORQUE NÃO IREI AO TEMPLO DE SALOMÃO DA IURD!"
      "Pela grandiosidade, este templo é mais uma obra faraônica do que cristã, porém existem alguns motivos que me levam a crer que estamos diante de um problema para a fé evangélica. Por que acredito que este templo não pode glorificar a Deus? Algumas objeções:"
1 – As pessoas vão cultuar espaços físicos no lugar de Deus.
2 – Haverá peregrinações como se fosse um lugar sagrado.
3 – Se criará mais um fomento do mercado religioso brasileiro.
4 – Voltar a “adorar” a simbologia do Antigo Testamento é um retrocesso da fé cristã.
5 – Apesar da afirmação “Feito para a glória de Deus”, o templo de Salomão não servirá ao pobre, à viúva, ao necessitado, ao desalojado e ao órfão, mas todas as pessoas servirão o templo e sustentarão seus gastos.
6 – Deus não está em templos feitos por mãos humanas, mas habita em pessoas através do seu Espírito. Os cristãos são o verdadeiro templo do Espírito de Deus. (At 17:24)
7 – A obra abrigará a tumba da família MACEDO.
8 – Por último deixo a opinião deste rabino do Temple Institute, em relação ao Templo de Salomão, uma usurpação à fé alheia. Vejam:
      O que esses pastores estão precisando é parar de bobagens e começar a ler a Bíblia, a Palavra de Deus, para compreenderem um pouco mais á respeito da simplicidade do Evangelho.
"Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês?Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; pois o santuário de Deus, que são vocês, é sagrado." (1 Coríntios 3:16-17 ) (NVI)    
"Nossos antepassados adoraram neste monte, mas vocês, judeus, dizem que Jerusalém é o lugar onde se deve adorar". Jesus declarou: "Creia em mim, mulher: está próxima a hora em que vocês não adorarão o Pai nem neste monte, nem em Jerusalém. Vocês, samaritanos, adoram o que não conhecem; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade". (João 4:20-24) (NVI)
"O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há é o Senhor do céu e da terra, e não habita em santuários feitos por mãos humanas. Ele não é servido por mãos de homens, como se necessitasse de algo, porque ele mesmo dá a todos a vida, o fôlego e as demais coisas." (Atos 17:24-25) (NVI)

     "Edir Macedo está explorando uma doutrina chamada “Templocentrismo”. Onde o conceito de adoração à uma divindade está relacionada apenas com o templo físico, assim como se fazia no Egito antigo e em outras religiões e culturas politeístas. Devemos lembrar que o templo era destinado apenas para atos religiosos e sacrifícios, e administrado pelo sumo sacerdote. Já as sinagogas eram várias, e eram destinadas à oração, ensino, leitura da Palavra, e interpretação do Velho Testamento. Muito mais parecido com qualquer igreja séria de nossos dias."

     Além disso o próprio Jesus repudiou veementemente os Judeus do seu tempo, por transformarem o Templo que Deus permitiu que Salomão construísse, em um centro religioso, que valorizava mais uma religiosidade vazia do que a misericórdia e o amor, transformando a espiritualidade do povo em comércio, exatamente como faz a IURD. Jesus em momento algum faz referência ao Templo de sua época, como primordial para a fé que estava sendo difundida por ele, a saber o cristianismo, mas ao contrário disse: 
"Eu lhes digo que aqui está o que é maior do que o templo. (Mateus 12:6) e posteriormente, após seus discípulos lhe mostrarem a grandiosidade do Templo reformado por Herodes, Ele disse:
"Vocês estão vendo tudo isto? ", perguntou ele. "Eu lhes garanto que não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas".(Mateus 24:2)
      "Jesus revolucionou conceitos e padrões impostos pela interpretação da Lei e o rigor religioso judaico. Jesus usava as sinagogas, mas também os campos e os montes. Ele jamais impôs um lugar apropriado para adorar a Deus. Por isso temos a liberdade de adorarmos o Senhor num templo ou mesmo em nossos lares. Em uma fazenda ou dentro da mais humilde e simples igreja construída. Jesus não aprovou um lugar específico. Por isso podemos ser discípulos de Jesus onde estivermos.

    Jesus aboliu qualquer templocentrismo. A atitude de Macedo reforça novamente o rigor das regras, os preceitos duros, os atos religiosos, e os votos pagãos. Podemos notar isso dentro do próprio esquema proposto pelo Templo de Salomão em São Paulo.

1. Edir Macedo juntamente com outros pastores faz o “voto” de não cortar a barba até a conclusão das obras.
2. Existe uma série de regras para adentrar o Templo da Universal, fazendo assim acepção de pessoas.
3. O lugar é considerado sagrado e deve ser adorado. Esta idéia esta baseada nos “pontos de contato”, doutrina difundida por Edir Macedo, em que a pessoa usa um utensílio físico para aumentar a sua fé.
4. O investimento levantado para a construção do lugar exigirá um retorno deste recurso, a ênfase deste templo será a exploração financeira e o marketing  para a IURD."
5. Não existe em toda a construção qualquer símbolo relacionado com o Novo Testamento, apenas com o Velho Testamento. A menorá, a arca da aliança, etc...Um retorno ou retrocesso à Lei."

     Jesus valorizava a verdadeira fé, que não dependia mais do Templo, (tanto é que Jesus profetizou sua destruição pelos romanos no ano 70 d.C.), nem de sacrifícios, mas baseada no Amor e na Misericórdia.

      Diante do exposto, devemos orar à Deus que abra os olhos da liderança dessa denominação dita cristã, para que eles se lembrem de onde caíram e voltem á pratica do Verdadeiro Evangelho do Nosso Senhor Jesus Cristo.

Professor Saulo Nogueira

Fonte:Gospel Prime, Blog do Bruno







quinta-feira, 17 de julho de 2014

Os "gigantes" sobreviveram ao Dilúvio?

    Recentemente, o Pastor Caio Fábio em uma entrevista dada ao programa The noite, conforme postado aqui, disse que os gigantes (nefilins)  haviam sobrevivido ao dilúvio e que Noé e sua família não eram os únicos sobreviventes. Para ele a narrativa de Gênesis era apenas o "olhar de um observador finito", ou seja, aquela narrativa estava mostrando apenas o ponto de vista do observador Noé em relação ao Dilúvio. Porém essa afirmativa contraria a inspiração divina do aludido Livro, além de contradizê-lo.

      A primeira pergunta que nos vem á mente é quem são esses nefilins?

 
     Os nefilins eram homens de grande estatura, gigantes e poderosos sobre a face da terra. Não eram frutos de uma relação sobrenatural entre anjos e humanos, conforme foi desmistificado nesse artigo e nem eram homens com vários metros de altura, mas possivelmente com seus 3,10 m como era Golias. Eles já existiam antes dos casamentos entre a linhagem piedosa de Sete, com os descendentes de Caim e simplesmente eram homens comuns, com uma força e estatura acima da média, ou como trazem algumas traduções, eram os homens de poder e influência da época. Algumas pessoa pensam que pelo fato deles serem mencionados em Gn. 6 (antes do Dilúvio) e em Nm. 13.33, eles sobreviveram á catástrofe.
"Também vimos ali gigantes, filhos de Anaque, descendentes dos gigantes; e éramos aos nossos olhos como gafanhotos, e assim também éramos aos seus olhos. (Números 13:33)
     O fato deles serem descendentes dos gigantes, não significa necessariamente que eles mantiveram uma linhagem ininterrupta, sobrevivendo ao Dilúvio e chegando aos dias de Josué. Eram da descendência, mantinham as mesmas características genéticas dos seus antecessores, repassadas pela linhagem dos filhos de Noé, seus parentes. Hoje mesmo, vemos pessoas que nascem com uma estatura bem acima da média, sendo seus pais de estatura mediana, sem sofrerem de qualquer anomalia. Claro que não podemos comparar homens grandes de hoje, com aqueles homens da antiguidade, que talvez devido a uma genética mais privilegiada, (que talvez com o tempo e aos grandes cruzamentos e variações de genes, essa característica tenha se perdido) chegavam a um tamanho e força de forma natural, sem a necessidade de uso de qualquer substância anabólica.

     Não eram tão comuns, como se percebe nos textos de Samuel, e quando existiam, eram prontamente colocados como os seus "campeões", para travarem batalhas individuais, que resultariam em entrega do exército inimigo conforme o texto de 1Sm. 17:8-10
"E parou, e clamou às companhias de Israel, e disse-lhes: Para que saireis a ordenar a batalha? Não sou eu filisteu e vós servos de Saul? Escolhei dentre vós um homem que desça a mim. Se ele puder pelejar comigo, e me ferir, a vós seremos por servos; porém, se eu o vencer, e o ferir, então a nós sereis por servos, e nos servireis.Disse mais o filisteu: Hoje desafio as companhias de Israel, dizendo: Dai-me um homem, para que ambos pelejemos."
     Em relação ao fato de que algum gigante ou qualquer outra pessoa tenha sobrevivido ao Dilúvio, o próprio livro de Gênesis diz, sem sombra de dúvida, que não sobrou ninguém:
"Porque eis que eu trago o dilúvio sobre a terra, para destruir, de debaixo do céu, toda a carne em que há espírito de vida; tudo o que há na terra expirará. (Gênesis 6:17)
     Essa era a intenção do Senhor, purificar a terra através da destruição do dilúvio. E percebemos que isso foi cumprido cabalmente:
"Pereceu toda a carne que se movia sobre a terra, tanto ave como gado, animais selvagens, todo réptil que se arrasta sobre a terra, e todo homem." (Gênesis 7:21) (grifo meu)    
     Bom, isso já seria suficiente. Mas vamos ver se conseguimos mai argumentos para o nosso ponto de vista. Será que os escritores do Novo Testamento acreditavam que gigantes sobreviveram ao Dilúvio? 

   Pedro na sua segunda carta nos diz:
"se não poupou ao mundo antigo, embora preservasse a Noé, pregador da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios;" (2 Pedro 2:5) (grifo meu).
     Deus reduziu a população global para apenas oito pessoas, destruindo completamente o restante da população. Se alguém crê num Dilúvio universal deve também crer nessa afirmativa. 
      Agora vamos ver o que O Senhor Jesus nos diz sobre quantos sobreviveram ao Dilúvio:
"Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem." (Mateus 24:38-39). (grifo meu)
     Para quem crê na inerrância Bíblica e na sua inspiração Divina e infalibilidade, como eu creio, esses versículos são suficientes para refutar a argumentação de que outras pessoas se salvaram. Além do mais, Deus mandou essa grande catástrofe hídrica, justamente para exterminar toda a raça humana, e tenho certeza de que o Senhor não cometeria tão grosseiro erro de permitir que alguns "gigantes" escapassem pelo Seu descuido. Dizer que alguns se salvaram sem se utilizar da Arca, é como dizer que é possível se salvar hoje por outro caminho a não ser Jesus Cristo.    

     Mas não seria possível, essa ser uma afirmação apenas do ponto de vista do observador, como disse Caio Fábio? A resposta é não! Vejamos:

- Quem escreveu o livro de Gênesis foi Moisés, não Noé;
- Moisés tinha uma visão universal dos fatos, pois foi o próprio Deus quem o revelou;
- Jesus no Novo Testamento, também com sua visão Divina e universal, confirma que todos foram destruídos;
-Pedro, inspirado na sua segunda epístola confirma a visão de Jesus;
-Não nos resta outra opção a não ser ficar com a opinião de Jesus, que com certeza sabe mais sobre algo que Ele presenciou.

Prof. Saulo Nogueira
Paz a todos que estão em Cristo Jesus.



segunda-feira, 14 de julho de 2014

Grandes heresias Neo pentecostais

"apóstolo" Agenor Duque ungindo o sal da campanha
     É com lágrimas nos olhos e com uma indizível dor no coração que posto esses vídeos, denunciando mais uma vez a fraude, a falsidade e a heresia. Esse é o fardo do apologista, condenar as invencionices e mentiras de todas as religiões, seitas e seguimentos hereges muitas vezes dentro da própria "igreja". A bola da vez é o "apóstolo" Agenor Duque, da igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus. Esse coloca o Macedo no bolso e inventa cada campanha que "até Deus duvida". Esses rituais tem tido uma repercussão tão grande que atraiu a atenção da mídia internacional. Um dos “atos proféticos” da Igreja Apostólica da Plenitude do Trono de Deus em que o apóstolo “ungiu” 50 Kg de sal e espalhou o condimento no templo para que os fiéis participassem do rito foi destaque no portal em língua espanhola Acontecer Cristiano.

     A ideia é representar a batalha de Davi, no livro de 2Sm 8.13, quando o rei enfrentou 18 mil soldados no vale do sal (a questão é que a vitória de Davi não tem nada a ver com o sal, o texto fala simplesmente que a batalha se deu no vale do sal). Fiéis, obreiros e pastores auxiliares caminharam ajoelhados por cima do sal, e ao término do “ritual sagrado”, os frequentadores da igreja jogavam sal em seus corpos, como se preparassem para uma guerra. A foto do momento em que o apóstolo ora pelo sal mostra os fiéis da denominação à espera do final do ritual para que possam ser “ungidas” através do condimento.


Assista o Vídeo:

Vale do sal

     Até que ponto chega a insanidade desse povo, dizer que "em qualquer lugar em que se lançasse esse sal a maldição ia ser quebrada." Peraí gente. Agora o negócio ficou sério. Isso chega a ser blasfêmia. Aqui há uma total substituição do sacrifício de Jesus, pelo sal da campanha, além de contradizer e corromper brutalmente o texto Bíblico. Maldições só são quebradas mediante a fé verdadeira em Jesus Cristo, submissão completa ao Seu Senhorio e observância da sua Palavra. Não tem ritual, não tem mandinga, não tem sal. Estão tentando distorcer a a simplicidade do Evangelho, em prol de uma teologia fajuta, corrompida e mentirosa. Pra não ficar só nas minhas palavras:
"Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;" (Gálatas 3:13)
     É claro que num primeiro momento, o texto acima se refere a maldição da Lei, mas nos dá  base para relacionar o texto com qualquer maldição sobre as nossas vidas. Os pastores devem ensinar as pessoas que se elas querem ficar livres de seus vícios, enfermidades espirituais, depressões e angústias, elas devem se lançar nas profundezas da Graça de Deus, receber o Seu Santo Espírito, que é o único agente transformador de vidas e fazer parte da videira Verdadeira que é o próprio Cristo. Receita simples e infalível. Mas por quê não ensinam assim? Porque eles querem show, não Evangelho. Querem espetáculo, não santidade. Querem amuletos para que as pessoas sejam escravizadas por eles, não compromisso com as Sagradas letras. Querem promessas, não o Deus da promessas. Querem facilidade, e não tomarem sua cruz e abrir mão do seu eu. Mas esse tipo de Evangelho ninguém quer, pois ele saiu de moda numa sociedade hedonista que só busca satisfação própria e alimentar seu próprio ego. São soberbos e nada sabem, e dão força com seus discursos inflamados, recheados de auto ajuda e prosperidade, prometendo aquilo que o Evangelho não promete:
"Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos,e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas." (2 Timóteo 4:3-4)
"E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição." (2 Pedro 2:1)
Abaixo mais alguns vídeos das campanhas mais absurdas e mirabolantes:

As 7 águas mais poderosas do mundo
óleo de fogo

Via : Gnotícias