quarta-feira, 15 de julho de 2015

A sociedade está se tornando cada vez mais imoral?

       Na mesma semana em que a Suprema Corte dos EUA oficializou a união homossexual em todo o país, uma pesquisa de opinião do Instituto Gallup mostra que a sociedade hoje considera “aceitáveis” comportamentos que antes rejeitava. Antes considerados como “tabu” e moralmente inaceitáveis, vários tipos de comportamento foram, de certa forma, absorvidos e agora aceitos como algo “natural”. Por exemplo, chegou a um índice recorde o apoio a relações de pessoas do mesmo sexo, o nascimento de um bebê fora do casamento e sexo entre um homem e uma mulher solteira. Há também uma crescente aceitação do divórcio, da pesquisa com células-tronco e da poligamia, indica o Gallup. Se em 2001, apenas 40% das pessoas disseram não ter problemas com as relações gays, em 2015 o índice chegou a 63%, um aumento de mais de 50% em 14 anos. Em 2001, apenas 45% das pessoas diziam que ter um bebê fora do casamento era aceitável. Agora a aceitação chega a 61%, um aumento de 16 %. Sexo entre um homem e uma mulher solteira era vista como moralmente aceitável por 53% dos entrevistados em 2001. Agora 68% consideram isso moral, um aumento de 15%.
       A aceitação do divórcio aumentou de 59% para 71 % desde 2001, um aumento de 12%. Pesquisas com células-tronco eram aceitas por 52%, agora são 64%, um salto de 12%. A poligamia (ter mais de um cônjuge ao mesmo tempo) era “moralmente aceitável” por apenas 7% das pessoas em 2001, agora mais que dobrou, sendo aprovados por 16%, da população. A clonagem de seres humanos tinha igualmente 7% de aceitação em 2001, chegando a 15% agora, mais de 100% de aumento. A clonagem de animais variou menos, indo de 31 para 34%. O suicídio assistido por médicos tinha aceitação 49% 14 anos atrás, alcançando o patamar de 56 % agora. Cometer suicídio passou de 13% para 19% na aceitação moral, um aumento de quase 50%. Aceitação moral do aborto aumentou de 42 para 45% desde 2001. Um aspecto com menor variação foi a pergunta “Você aceitaria que seu cônjuge tivesse um caso?”. Somente 7% disseram que sim em 2001; 8% aceitariam essa situação agora. A popularidade da pena de morte foi a única que diminuiu. Tinha o apoio de 63% da população em 2001, caindo para 60% em 2015.

Diminui a confiança na Igreja

     O Instituto Gallup publicou outra pesquisa que mostra uma mudança distinta na sociedade. Os americanos mostram ter o menor índice de confiança na religião organizada da história. Antes considerada “um pilar da liderança moral na cultura da nação”, a Igreja cristã – como religião predominante – estava em primeiro lugar na confiança durante os anos 1980. Lydia Saad, autora do relatório divulgado recentemente, explica que ao se falar em confiança, remete-se a “um juízo de valor sobre a forma como a instituição é percebida, uma marca da quantidade de respeito que lhe é devido”.
          Houve um ligeiro aumento na confiança dos católicos, por exemplo, que parece ser devido à popularidade do Papa Francisco. De modo geral, igreja/religião agora está em quarto lugar na pesquisa do Gallup. Fica atrás dos militares, empresas de pequeno porte e da polícia. Atrás dela vem o sistema de saúde, o Congresso e a mídia. “Quase todas as organizações perderam na confiança, mas a popularidade da religião caiu mais que todas”, disse Saad.
      Na primeira pesquisa do tipo, em meados da década de 1970, a confiança da sociedade em geral na igreja ou religião organizada beirava os 70%. Em 2015, o índice é de apenas 42%. Um dos resultados mais significativos desta pesquisa é que ela corrobora com as estatísticas que mostram um abandono crescente da Igreja. O aumento dos “sem religião” é muito em consequência dessa perda de confiança, reitera Saad.
        Na análise estratificada, o Instituto Gallup mostra que evangélicos e católicos tem o mesmo percentual de confiança. Cinquenta e um por cento de cada grupo diz confiar plenamente na Igreja. A sucessão de escândalos envolvendo líderes religiosos atingiu mais os evangélicos, uma vez que 73% diziam confiar na Igreja em 1985. Por outro lado, a confiança dos católicos teve seu ponto mais baixo (41%) durante o auge dos escândalos de abuso sexual em 2002. Analistas creditam essa recuperação de 10 pontos percentuais à atuação do Papa Francisco. Com informações de Religion News e Prophecy News Watch
Gospel Prime

Nota do Blog: Esse é o resultado da influência da Mídia com seus valores corrompidos sobre a sociedade. O relativismo proposto pela pós modernidade tem destruído os valores morais e levado a sociedade para um abismo sem fim. Infelizmente, os valores cristãos que moldaram o conceito social, que transformaram nações e vidas, tem sido deixado de lado em detrimento de um hedonismo exacerbado e uma afronta ao Criador. 

Maranata.

Prof. Saulo Nogueira

terça-feira, 14 de julho de 2015

Preparativos para a construção do Terceiro Templo avançam em Israel

     O Instituto do Templo tem mostrado com regularidade os avanços na preparação para o restabelecimento dos cultos no Templo, segundo o modelo do Antigo Testamento. Eles se dedicam a isso há 27 anos. Depois de vários dias anunciando que fariam uma grande revelação, neste domingo (12) veio a notícia que depois de quase dois mil anos, Israel voltará a criar novilhas vermelhas, de acordo com o mandamento bíblico de Números 19.
      Em parceria com um experiente criador de gado de Israel, cujo nome não foi revelado, o Instituto explica que os animais serão gerados em condições específicas e num ambiente controlado. Embora existam várias espécies de gado desse tipo sendo criados pelo mundo, até hoje não se encontrou um que se encaixe na descrição bíblica. De acordo com o Israel National News, os embriões congelados da raça Red Angus foram levados para Israel e em breve devem ser fecundadas as primeiras matrizes. A novilha precisa ser perfeita e com o pelo totalmente vermelho. Ela é fundamental para o trabalho dos sacerdotes do Templo na realização dos sacrifícios. Segundo o livro de Números, suas cinzas são usadas ​​para a purificação ritual. Essa é a penúltima peça para a restauração plena do trabalho sacerdotal em Jerusalém.  A última será, sem dúvida, a Arca da Aliança.
      Vários especialistas em profecias estão comentando o anúncio do Instituto do Templo. A opinião quase unânime é que daqui a três anos os animais estariam prontos para serem abatidos e usados no serviço do templo segundo os requisitos bíblicos (Gn 15:9). Considerando que o Estado de Israel completará 70 anos em 2018, essa data é vista como o cumprimento de um tempo profético, pois marcaria o fim de uma geração. Ou seja, se tudo estiver pronto em três anos, Israel poderá retomar os sacrifícios rituais na mesma época em que se espera o fechamento de um ciclo profético. Chama atenção o fato de o anúncio ser feito nas vésperas do período anual de três semanas, quando os judeus de todo o mundo lamentam a destruição do Templo de Salomão e do Segundo Templo (ou Templo de Herodes).

As preparações para o Terceiro Templo

      O Instituto do Templo já anunciou que produziu mais de 70 objetos sagrados, com destaque para as vestes do sumo-sacerdote, incluindo o peitoral incrustado de pedras preciosas. Somente o peitoral custou quase 500 mil reais. Há também trombetas de prata e harpas de madeira, bandejas para coletar o sangue dos sacrifícios, um incensário e a mesa onde fica o pão ritual. O candelabro (menorá) feito com 90 kg de ouro e pesando 1,5 tonelada está exibido ao público perto do muro das lamentações. Seu custo aproximado foi 3,2 milhões de reais. Os 20 estudiosos do Talmude, que trabalham para o Instituto em tempo integral, elaboraram em detalhes todos os procedimentos seguindo as leis elaboradas cerca de 3.000 anos atrás. O Instituto afirma que já gastou mais de 30 milhões de dólares até o momento. Os sacerdotes e levitas estão sendo treinados para os sacrifícios segundo a revelação de Moisés e o novo véu que separa o santo dos santos já está pronto.
       O líder e fundador do Instituto, rabino Chaim Richman, em outras ocasiões confirmou que sabe exatamente onde está a Arca, desaparecida desde a tomada de Jerusalém pelos babilônicos. Questionado novamente sobre o assunto, reiterou hoje que eles mantiveram uma tradição há séculos e afirma que ela estaria num túnel cavado no tempo de Salomão. Quando chegar a hora, irá mostra-la ao mundo. No mês passado, ele anunciou que teria condições de financiar a construção do Terceiro Templo assim que o governo os autorizar. Uma campanha on-line já tem arrecadado dinheiro para isso desde o ano passado. O único empecilho para isso é que o local hoje é ocupado por duas mesquitas muçulmanas, num local que embora esteja no centro de Jerusalém não está sequer sob o controle do governo israelense.
      Para os judeus que estudam as profecias sobre o final dos tempos, a restauração dos sacrifícios rituais em Jerusalém é o início do processo de aparecimento do Messias esperado por eles.  Para a maioria dos cristãos que estudam escatologia, o surgimento do Anticristo depende da restauração do templo e dos sacrifícios, segundo a interpretação de Daniel 9:27. Existe uma divisão de opiniões sobre o Terceiro Templo. Uma corrente teológica defende que ele só será construído durante a Grande Tribulação. Outros acreditam que ele só estará de pé novamente durante o reino milenar de Cristo na Terra.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

O maravilhoso design do olho humano

     Ao contrário do consenso evolucionista, estudos realizados tanto por cientistas evolucionistas quanto do design inteligente revelaram a ocorrência de acúmulo de mutações deletérias nos seres vivos, levando à degeneração e à perda de informação genética em curto espaço de tempo.[1-4]. O que não se observa é um aumento de nova informação genética, já que para o “surgimento” de novos órgãos funcionais e planos corporais seria necessário acréscimo de muita informação complexa e específica. Dito isto, vamos nos ater à complexidade revelada atualmente no olho humano. Por exemplo, o olho é um órgão bastante excepcional em termos de função.[5] A luz passa através da córnea e, em seguida, através da lente, onde é focada na retina, que contém os fotorreceptores (cones e bastonetes) para detectar essa luz. Cada haste e cone que recebe luz dispara um sinal para o aparelho neural, que transmite o sinal para o nervo óptico, que passa para o cérebro a fim de realizar o processamento. Esse processo inclui a inversão da imagem e a interpretação do que é visto.

       O design da retina também é muito peculiar. A retina é composta de fotorreceptores que enfrentam a entrada de luz, seguida pela camada neural e as camadas subjacentes que fornecem nutrientes e oxigênio por meio de um leito capilar.[5] Os evolucionistas dizem que a retina humana é “invertida”, uma vez que as camadas neurais estão expostas à luz enquanto as células fotorreceptoras estão afastadas da luz incidente. Para eles, esse arranjo foi o resultado da evolução improvisada em que os supostos erros no projeto se deram através de sucessivas alterações mutacionais a fim de torná-lo funcional. 

       De acordo com Richard Dawkins,[6] um dos principais defensores da evolução, “qualquer engenheiro poderia naturalmente supor que as fotocélulas apontariam para a luz, com seus fios sendo conduzidos para trás em direção ao cérebro. Ele iria rir de qualquer sugestão de que as fotocélulas [ficam longe da incidência da luz], com seus fios partindo do lado mais próximo da luz. [...] Cada fotocélula é, efetivamente, ligada atrás, com seu fio saindo no lado mais próximo da luz. O fio tem de viajar sobre a superfície da retina a um ponto onde ele mergulha através de um furo na retina [...] para se juntar ao nervo óptico. Isso significa que a luz, em vez de ser garantida uma passagem livre para as fotocélulas, tem que passar através de uma floresta de fios de ligação, provavelmente sofrendo, pelo menos, alguma atenuação e distorção (na verdade, provavelmente não muito, mas, ainda assim, é o princípio da coisa que poderia ofender qualquer engenheiro neuronal). Eu não conheço a explicação exata para esse estranho formato” (p.93).

         Dawkins não sabe o motivo de a retina dos vertebrados ser projetada de maneira invertida porque ele realmente não entende como o olho funciona. Na verdade, a retina é projetada com capacidades ligeiramente subóptimas de captação de luz, com suas extremidades sensoriais localizadas em um abrigo contra a luz incidente, de modo a garantir sua funcionalidade por pelo menos muitas décadas.[5, 7] Se a retina fosse projetada pelos “engenheiros neuronais” de Dawkins, ela certamente não funcionaria tão bem. Isso porque todo o sistema óptico é impactado pelos raios ultravioleta.[5]

          O olho contém uma camada especial de células, o epitélio pigmentar da retina (EPR), que tem mecanismos complexos para lidar com moléculas tóxicas e radicais livres produzidos pela ação da luz. Enzimas específicas, tais como as superóxidodismutase, catalases e peroxidases estão presentes para eliminar moléculas potencialmente prejudiciais. Os antioxidantes, tais como a-tocoferol (vitamina E) e o ácido ascórbico (vitamina C) também estão disponíveis para reduzir o dano oxidativo. Mas, devido ao dano contínuo causado pela luz, os discos (juntamente com os fotopigmentos) das células fotorreceptoras são continuamente substituídos pelo EPR.[8, 9] Se não fosse esse o caso, os fotorreceptores acumulariam rapidamente defeitos fatais, o que impediria sua função. 

       Além disso, as células EPR contêm o pigmento melanina, que absorve a luz difusa e dispersa para melhorar a acuidade visual.[8, 9] O EPR se encontra em contato com a camada coroide, que contém um grande leito capilar com o maior fluxo sanguíneo por grama de qualquer tecido do corpo. Mas por que existe um fluxo de sangue tão alto na coroide? Uma vez que as células fotorreceptoras estão em constante regeneração, elas exigem uma elevada taxa de troca de oxigênio e nutrientes. Além disso, verifica-se que a elevada taxa de fluxo de sangue é necessária para remover o calor da retina e para evitar danos resultantes do foco de luz.[10]

        Então, por que o projeto dos “engenheiros” de Dawkins é uma péssima ideia? Dawkins acha que a camada neural deve estar sob os fotorreceptores, colocando-os entre os fotorreceptores e a coroide. Mas para onde iria o EPR (que é necessário para regenerar os fotorreceptores)? Se fosse entre a camada neural e a coroide, o EPR estaria muito longe dos fotorreceptores para ser regenerado. Além disso, esse projeto iria colocar outra camada entre os fotorreceptores e o seu fornecimento de sangue, reduzindo a troca de oxigênio e nutrientes, e minimizando a eficácia da coroide na remoção de calor dos receptores. A ideia de Dawkins impediria os fotorreceptores de serem regenerados e provavelmente levaria a danos causados ​​pelo calor. Esse projeto certamente falharia no primeiro ano de utilização. Nessa perspectiva, ainda bem que qualquer que seja o designer inteligente ele não tenha projetado o olho da mesma forma que os evolucionistas o fariam! Ademais, alguns evolucionistas afirmam que a retina invertida (em que fotorreceptores se encontram na superfície, expostos à luz incidente) de cefalópodes, tais como lulas e polvos, é mais eficiente do que a retina invertida do ser humano.[11] Mas isso pressupõe que a retina invertida é ineficiente em primeiro lugar. No entanto, eles não conseguiram demonstrar que a retina invertida seja um projeto ruim que funciona mal. Eles ignoram as muitas boas razões para isso.

      Os evolucionistas também não mostraram que cefalópodes realmente enxergam melhor. Pelo contrário, os olhos desses animais apenas se aproximam de alguns olhos de pequenos vertebrados em termos de eficiência, e eles provavelmente são daltônicos.[7] Evidências indicam que a retina de cefalópodes é menos complexa do que a retina “invertida” em humanos.[12] Sabe-se também que os cefalópodes em seu ambiente natural são expostos a uma intensidade de luz muito menor do que são os humanos, e eles geralmente vivem apenas dois ou três anos, no máximo. Nada se sabe sobre a vida útil da lula gigante que vive em grandes profundidades em que há pouca luz.[7] Assim, os cefalópodes necessitam de menos proteção contra danos em células fotorreceptoras. Devido a ser projetado de forma diferente para um ambiente diferente, o olho dos cefalópodes pode funcionar bem com uma retina “invertida”.

     É fácil de perceber que os evolucionistas são muito tendenciosos em fazer comparações “científicas” quando lhes convém. Mas o que dizer do olho humano em comparação com o das lulas?[13] Embora o olho da lula seja maior que o do ser humano, ambos os olhos são muito parecidos em termos de estrutura - são compostos de íris, pupila e retina. Mas por que ninguém sugere ancestralidade comum entre essas espécies? Os cientistas do design inteligente sabem que usar a homologia estrutural e fisiológica entre as espécies como base para a ancestralidade comum é ilógico, pois sabem que as semelhanças são apenas um projeto comum que deu certo.

          Explicado isso, vamos às descobertas da complexidade desse órgão tão privilegiado. Em 2007, cientistas alemães descobriram no olho uma sofisticada rede de fibras ópticas de alta performance, que canaliza toda a luz com menos distorção antes de chegar às células fotorreceptores, sem qualquer perda, assim como uma placa óptica.[14] É uma camada de células em forma de cone − chamadas de células Müller - que funciona como uma segunda lente dentro do olho, canalizando a luz incidente através da camada opaca e colocando-a exatamente onde ela é necessária. Os autores comparam esse sistema a uma placa óptica, mas tais placas normais têm pacotes simples de fibras ópticas. Os pesquisadores descobriram que o olho dos vertebrados é mais complexo, pois as células em forma de funil recolhem mais luz na superfície do olho. Para eles, essa descoberta pode ter aplicações técnicas úteis para engenheiros ópticos. 

         Em 2010, pesquisadores israelenses descobriram que as células Müller fazem muito mais do que apenas transportar a luz para os fotorreceptores.[15] Elas agem como filtros de ruído, afinadoras e focalizadoras de cor. Pelo menos dois tipos de luz entram nos olhos: luz informativa, que vem diretamente através da pupila, e “ruído” que já foi refletido múltiplas vezes dentro do olho. As simulações mostraram que as células Müller transmitem maior proporção das primeiras, enquanto as últimas tendem a se esvair. Isso sugere que as células agem como filtros de luz, mantendo as imagens nítidas e as cores em foco. Do mesmo modo que a luz se separa num prisma, as lentes dos nossos olhos separam as diferentes cores fazendo com que algumas frequências fiquem fora do foco na retina. O largo topo das células Müller permite que elas recolham qualquer cor separada e voltem a focá-la para dentro da mesma célula-cone. Isso garante que todas as cores de uma imagem fiquem no foco.

     Em 2011, estudo realizado por cientistas norte-americanos sugeriu complexidade no olho humano ao encontrar uma proteína que age como bússola.[16, 17] Essa proteína chamada criptocromo está presente no olho humano e é responsável pela sensibilidade ao campo magnético da Terra no que se refere ao senso de orientação. Em 2012, estudo cingapuriano sugeriu a capacidade do olho humano de funcionar como detector óptico de alta sensibilidade.[18] As células fotorreceptoras da retina detectam a diferença entre distintas fontes de luz, ou seja, interpretam as propriedades estatísticas da luz. Isso é algo que só pode ser mensurado pelas propriedades quânticas da luz. O estudo ainda sugere que a complexidade do olho humano supera qualquer dispositivo artificial desenvolvido. Como podemos observar, a ciência tem feito grandes descobertas, mas, mesmo assim, a complexidade do olho humano ainda não foi totalmente compreendida. 


(Everton Fernandes Alves, enfermeiro e mestre em Ciências da Saúde pela UEM; seu e-book pode ser lido aqui)


Referências:
[1] Lynch M. “Rate, molecular spectrum, and consequences of human mutation.” Proc Natl Acad Sci USA. 2010; 107(3):961-8.
[2] Lamb TD. “A Fascinante evolução do olho.” Scientific American Brasil. Edição 111 [Ago. 2011]. Disponível em:
[3] Harjunmaa E, Kallonen A, Voutilainen M, Hämäläinen K, Mikkola ML, Jernvall J. “On the difficulty of increasing dental complexity.” Nature. 2012; 483(7389):324-7.
[4] McLean CYReno PLPollen AABassan AICapellini TDGuenther CIndjeian VBLim XMenke DBSchaar BTWenger AMBejerano GKingsley DM. “Human-specific loss of regulatory DNA and the evolution of human-specific traits.” Nature. 2011; 471(7337):216-9. 
[5] Deem R. “Bad Designs in Nature? Why the ‘Best’ Examples Are Bad.” [mar. 2013]. Disponível em: http://www.godandscience.org/evolution/designgonebad.html
[6] Dawkins R. The Blind Watchmaker: Why the evidence of evolution reveals a universe without design. New York: W.W. Norton and Company, 1986.
[7] Gurney PWV. “Is our ‘inverted’ retina really ‘bad design’?” Journal of Creation 1999; 13(1):37–44. http://creation.com/is-our-inverted-retina-really-bad-design#r53
[8] Young RW. “The Bowman Lecture: Biological renewal: Applications to the eye.” Trans. Ophthalmol. Soc. UK 1982; 102:42-67.
[9] Guerry RK, Ham WT, Mueller HA. “Light toxicity in the posterior segment.” In Tasman W, Jaeger EA. Clinical Ophthalmology, v. 3, New York: Lippincott-Raven, 1998.
[10] Parver LMAuker CCarpenter DO“Choroidal blood flow as a heat dissipating mechanism in the macula.” Am J Ophthalmol. 1980; 89(5):641-6.
[11] Diamante J. “Voyage of the Overloaded Ark.” Discover 1985, p. 82-92.
[12] Budelmann BU. “Cephalopod sense organs, nerves and brain.” In: Pörtner HO, O’Dor RJ, Macmillan DL. Physiology of cephalopod molluscs: lifestyle and performance adaptations. Basel, Switzerland: Gordon and Breach, 1994.
[13] Nilsson DEWarrant EJJohnsen SHanlon RShashar N. “A unique advantage for giant eyes in giant squid.” Curr Biol. 2012; 22(8):683-8.
[14] Franze KGrosche JSkatchkov SNSchinkinger SFoja CSchild DUckermann OTravis KReichenbach AGuck J. “Muller cells are living optical fibers in the vertebrate retina.” Proc Natl Acad Sci USA. 2007; 104(20):8287-92.
[15] Labin AMRibak EN. “Retinal glial cells enhance human vision acuity.” Phys Rev Lett. 2010; 104(15):158102.
[16] Baker RR. “Goal orientation by blindfolded humans after long-distance displacement: possible involvement of a magnetic sense.” Science. 1980; 210(4469):555-7.
[17] Foley LEGegear RJReppert SM. “Human cryptochrome exhibits light-dependent magnetosensitivity.” Nat Commun. 2011; 2:356.
[18] Sim N, Cheng MF, Bessarab D, Jones CM, Krivitsky LA. “Measurement of photon statistics with live photoreceptor cells.” Phys. Rev. Lett. 2012; 109:113601. 

sábado, 4 de julho de 2015

Sugestões aos apologetas

     Defender a fé cristã é parte do Cristianismo desde o seu nascimento. Homens e mulheres do presente e do passado dedicaram suas vidas para apresentar a fé cristã de modo compreensível e acessível especialmente para aqueles que são críticos da mesma. Foi Priscila e Áquila que defenderam e apresentaram a fé cristã a Apolo (At.18-19); foi Paulo quem defendeu a fé em Atenas entre filósofos (At.17); foi Pedro que defendeu e apresentou a fé cristã entre os judeus (At.2). Diferentes métodos e abordagens foram usadas nas escrituras, mas o objetivo era sempre o mesmo: Defender a Jesus Cristo como o centro da fé cristã. Historicamente o ministério apologético foi entregue a homens e mulheres preparados para defender a fé. Eram cristãos que conheciam a Cristo e a mensagem cristã e que poderiam abordar as críticas ao cristianismo e defendê-lo de modo adequado. Era uma forma acadêmica de expressão, apresentação e defesa do evangelho. O resultado disso é que o cristianismo histórico tem centenas de livros, argumentos e propostas apologéticas que continuam valiosos para os nossos dias.

     Infelizmente, entretanto, com o recente advento da blogsfera, o ministério apologético foi usurpado por cristãos que não tem condições de assumir tal ministério. São homens e mulheres absolutamente despreparados para essa tarefa. São cristãos imaturos, neófitos e normalmente mal preparados para tal tarefa. Em algumas ocasiões, o teor e o conteúdo dos artigos publicados são ruins e equivocados. É assustador a quantidade de artigos mal escritos, mal fundamentados e equivocados são produzidos na internet dos nossos dias. Esse tipo de apologética é desnecessária, por que envergonha o evangelho. Aquele ministério que no passado deu ao cristianismo orgulho, nos nossos dias tem demonstrado nossa vergonhosa situação de despreparo.

       Tal despreparo não é apenas acadêmico, é também religioso e pessoal. Apologetas dos nossos dias se esquecem que em primeiro lugar eles devem santificar a Cristo como Senhor em seus corações (1Pedro 3:15). A defesa da fé que não nasce do relacionamento pessoal com nosso Senhor não pode ser bem sucedida. Além disso, o modo como alguns fazem apologética viola a moral cristã. Foi Paulo que nos ensinou: “Sejam sábios no procedimento para com os de fora; aproveitem ao máximo todas as oportunidades. O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um.” (Colossenses 4:5,6). O ministério apologético tem que ser fundamentado na sabedoria cristã e na sensatez do uso das nossas palavras. O ministério apologético que viola esses princípios envergonha a igreja e o evangelho.

       Por isso, nós precisamos que homens e mulheres maduros em sua fé se aventurem na defesa pública da fé cristã. Precisamos de homens e mulheres que estejam dispostos a conhecer mais do Senhor, de Sua palavra e deste mundo, para que aprendam a como apresentar as verdades do evangelho do modo claro e convincente. No artigo Cheque Sempre suas Fontes, eu terminei o artigo com algumas sugestões de natureza mais prática no que se refere a pesquisa, que acredito podem ser repetidas aqui:

(1) Cheque sempre suas Fontes: Na pesquisa teológica é fundamental que o apologeta conheça suas fontes. É impressionante o quanto da apologética online é feita a partir de um recorte de frases de teólogos ‘famosos’. Em algumas ocasiões é possível perceber que o autor nunca leu os livros que cita. Esse tipo de pesquisa é vergonhosa! Nós temos que modelar a excelência na metodologia de pesquisa por que nosso objetivo é mais do que apenas apresentar um bom argumento, mas é apresentar evidências que auxiliem cristãos duvidosos a firmarem sua fé, ou a críticos a repensarem sua oposição ao cristianismo. Honestidade acadêmica é fundamental, bem como a excelência.

(2) Conheça as evidências primárias da sua pesquisa: Um dos equívocos recorrentes entre apologetas é o uso exclusivo de literatura apologética como base para suas pesquisas. Observe que no livro Não Tenho Fé Suficiente para ser Ateu, Geisler basicamente cita seus próprios livros no capítulo 9 e outros livros igualmente apologéticos. O problema desse tipo de prática é que o apologeta é um especialista em defesa da fé e não um especialista em todas as áreas do conhecimento necessárias para se fazer a defesa da fé. Ao fazer isso, ele passa longe da evidência primária de sua pesquisa e apresenta apenas a evidência digerida por outros apologetas. Foi esse tipo de método de pesquisa que levou Geisler a publicar repetidas vezes dados equivocados sobre a quantidade de variantes textuais conhecidas no NT.

Um excelente modelo para a apologética é dada por Lee Strobel no livro Em Defesa de Cristo, no qual entrevista especialistas de diferentes áreas do conhecimento para apresentar a defesa da doutrina de Cristo. Por isso, é importante que o apologeta tenha conhecimento das evidências primárias de sua pesquisa, mesmo que seja pela instrumentação da teólogos e pesquisadores nas áreas do conhecimento nas quais são especialistas. É fundamental que o apologeta saiba onde buscar tais referências para sua pesquisa.

(3) Conheça bem os argumentos em oposição: Outro problema recorrente é que muitos apologetas não profissionais, não conhecem exatamente o que pensam aqueles que discordam de nós. Não há como fazer uma boa defesa da fé sem saber onde estão os ataques a nossa fé. É por isso que a tarefa da defesa da fé não pode ser entregue a cristão imaturos e despreparados. É necessário que o apologeta seja um cristão consciente, capaz de pesquisar em nível acadêmico com excelência e habilitado a compreender os argumentos da oposição. A intenção do apologeta não é publicar muitos artigos, mas publicar bons artigos. No submundo da internet o que menos se precisa são artigos mal escritos e mal pesquisados. É hora dos apologetas cristãos implementarem um padrão exemplar na pesquisa acadêmica para que possam ser considerados como dignos no tratamento da evidência, mesmo por aqueles que discordam do cristianismo. Que não seja nossa inabilidade de pesquisa a razão da rejeição de Cristo, mas a exclusiva volição daqueles que a Cristo se opõem.

(4) O Apologeta deve ser propagador do melhor da academia cristã: Infelizmente, nem tudo que se publica em defesa da fé é digno dessa tarefa. Existem na academia cristã excelentes livros de referência para a pesquisa teológica e o apologeta deve ser capaz de tornar público o melhor desse material. Para fazer isso, o apologeta deve desenvolver o hábito de se expor ao conhecimento teológico para aprender a diferenciar um livro ruim de um livro bom. É fundamental que a igreja brasileira tenha acesso a materiais bem escritos, bem pesquisados e que tenham contato com a produção cristã de nível acadêmico. Como defensores da fé, nós precisamos tornar público e acessível aquilo que a academia tem produzido de melhor.

(5) Reconheça e corrija seus erros: Ninguém é infalível! Nem mesmo Norman Geisler. Apesar da qualidade dos materiais apologéticos que escreveu, Geisler reconheceu vários dos erros que cometeu no livro e prontamente os corrigiu. Na defesa da fé cristã, esse tipo de humildade é fundamental. É necessário que os homens e mulheres de Deus que estão defendendo a fé cristã tenham esse tipo de atitude. Mais do conhecer as evidências, mais do que excelência e honestidade na pesquisa, humildade para lidar com as diferentes opiniões e disposição para reconhecimento e correção dos equívocos.

       A tarefa da apologética é necessária no Brasil, e por isso, aqueles que se dedicam a ela devem realizar tal tarefa com excelência acadêmica. Nós precisamos que homens e mulheres que levem o cristianismo a sério se dediquem a pesquisa em nível acadêmico para defender aquilo que consideramos fundamental: A nossa fé em Cristo.

Soli Deo Gloria!

Marcelo Berti




sexta-feira, 3 de julho de 2015

Bíblia para gays?

     O lançamento de uma edição polêmica da Bíblia Sagrada com comentários contextualizados a partir da teologia inclusiva vem causando muita discussão nas redes sociais por causa do suposto envolvimento da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) no projeto. A informação sobre o lançamento da “Bíblia Graça sobre Graça” foi veiculada pela coluna Nas Asas do Planalto, no site da revista Veja Brasília. O responsável, pastor Marvel Souza, afirmou que a proposta é, através da Bíblia inclusiva, atrair pessoas de todos os segmentos: “Teremos um olhar especial para os homoafetivos, mas também para negros e toda sorte de excluídos”. Marvel é homossexual e casado(sic) com Raphael Lira, e ambos dirigem a igreja inclusiva Comunidade Cidade de Refúgio, em Taguatinga, no Distrito Federal. A Redação do Gospel+ entrou em contato com o pastor e o questionou sobre os detalhes do projeto.

“Surgiu em nosso coração o desejo de produzir uma Bíblia que trouxesse comentários concernentes ao espaço das mulheres nas igrejas cristãs, o combate ao racismo, a inclusão de pessoas com necessidades especiais, e a inclusão eclesial dos homossexuais – as minorias, dentre outros assuntos. Para tanto, buscamos autorização para utilizar o texto da Almeida Revista e Corrigida – ARC, o que nos foi concedido em maio de 2014, então, passamos a formalizar tudo que tínhamos em relação ao projeto – trabalhos gráficos, pedido de ISBN, etc. Devido às oposições, temos procurado trabalhar com paráfrases e traduções do Hebraico e Grego também”, explicou Marvel Souza.
       
     De acordo com o pastor gay, as igrejas que não reconhecem a teologia inclusiva têm feito pressão para que o projeto não siga adiante: “Desde que saiu uma matéria na Revista Veja Brasília, em abril de 2015, temos sofrido retaliações por parte de cristãos evangélicos que querem nos forçar a abortar o projeto, em vista de a obra contemplar, em especial, a inclusão eclesial dos homossexuais. As oposições se intensificaram após ter saído uma nota na Folha de São Paulo, do dia 25 de maio de 2015”, afirmou.

     A SBB, mencionada pela Veja Brasília como parceira no projeto, negou a informação. Em uma nota enviada ao portal Gospel+, a editora negou que tenha se envolvido na publicação da “Bíblia Graça sobre Graça”: “Em relação à nota ‘A Bíblia de Todas as Cores’, publicada na revista Veja Brasília, em abril último, a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) gostaria de fazer um esclarecimento. É importante ficar claro que esta Bíblia não é da SBB e nem o tema faz parte de sua linha editorial. Com a expectativa de ter esclarecido o assunto, a SBB agradece a atenção e coloca-se à disposição para dirimir eventuais dúvidas que ainda possam surgir”, afirmou Erní Walter Seibert, secretário de Comunicação, Ação Social e Arrecadação da SBB. O lançamento da Bíblia inclusiva deverá acontecer em agosto, na cidade de Brasília, e posteriormente em Rio de Janeiro e São Paulo, segundo Marvel Souza.
*****
     Em 2012, o portal Gospel Prime divulgou que estava sendo lançada nos Estados Unidos a primeira “Bíblia Gay”. Chamada de “Bíblia Rainha James”, fazia uma provocação à versão mais conhecida da língua Inglesa, chamada de “rei James” por ter sido autorizada por esse monarca. Segundo o grupo responsável pela sua edição, “A Bíblia Rainha James resolve quaisquer interpretações homofóbicas da Bíblia, mesmo assim sabemos que a Bíblia ainda está cheia de contradições”. O website que promoveu a publicação dessa versão explicou: “Não há Bíblia perfeita. Esta também não é. Nós queríamos fazer um livro cheio da palavra de Deus, que ninguém poderia usar para condenar incorretamente os filhos de Deus que nasceram LGBT, e conseguimos. ” Seus autores fazem várias ponderações sobre as dificuldades de tradução de termos como “sodomita” e “abominação”. Afirmam ainda que a palavra “homossexual” não foi colocada no livro sagrado até 1946 e que esse termo não existe em nenhum verso dos manuscritos originais. Essa nova versão é supostamente “mais pura”.
     Segundo a Revista Veja, em 2015 chega ao Brasil a primeira edição “inclusiva”. O diferencial são os comentários bíblicos pró-LGBT. A iniciativa é do “pastor” Marvel Souza, que passou dois anos esperando o aval da SBB para publicar sua versão. Responsável pela igreja inclusiva “Cidade de Refúgio” no Distrito Federal, Marvel está ligado ao ministério da missionária ex-ex-gay Lanna Holder. A iniciativa do pastor Marvel é inédita. Na obra, o pastor afirma que trará uma nova visão das Escrituras – ou seja, gay. “Teremos um olhar especial para os homoafetivos, mas também para negros e toda sorte de excluídos”, explica. Com o nome de “Bíblia Graça sobre Graça”, deverá estar nas livrarias de todo país a partir do mês que vem.

Nota do Blog: Olha o ponto que esse movimento chegou: mudar, mutilar e distorcer os ensinamentos da Palavra de Deus. Não seria muito mais fácil eles dizerem que não acreditam nos ensinamentos da Bíblia? Mutilar os versículos ou distorcê-los fará com que Deus mude de opinião? Ou trarão sobre si maldições prescritas sobre aqueles que acrescentarem ou tirarem da Sua Santa e inerrante Palavra? Creio que a resposta é a segunda opção.

"E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro." (Apocalipse 22:19)

Fico imaginando se cada pecador tirasse da Bíblia aquilo que ele considerasse ofensivo. Ladrões, homicidas, bêbados, adúlteros, prostitutas... Ia ter que criar uma Bíblia para cada indivíduo! Bom, pelo menos temos a plena convicção que a Palavra está cumprindo seu propósito: "incomodar" os pecadores. Maranata!

Prof. Saulo Nogueira

terça-feira, 30 de junho de 2015

Lei dá a pastores o direito de não celebrar casamento gay

     O governador Greg Abbott assinou em cerimônia pública a lei 2065, que marca uma vitória de um movimento que uniu diversos movimentos evangélicos do Texas. A “Lei de proteção ao Pastor” assegura aos ministros o direito de não celebrarem cerimônias de casamento homossexual nas igrejas pelas quais são responsáveis. O imbróglio jurídico começou no ano passado, após o reconhecimento da legalidade do casamento gay em diversos estados norte-americanos. Seguindo a linha liberal da administração Obama, o governo federal fez pressão em vários níveis em favor da comunidade LGBT. Houve casos de empresas serem proibidas de se recusar a prestar serviço a casais homossexuais.
     No conservador Estado do Texas, a prefeita da cidade de Houston, Annise Parker, foi a primeira prefeita abertamente gay eleita em uma grande cidade dos EUA. A prefeitura de Houston logo emitiu um decreto-lei permitindo que indivíduos transgêneros podiam fazer queixa-crime se sentirem-se discriminados de alguma maneira. Alguns pastores mostraram-se contrariados depois que surgiram denúncias que eles estavam promovendo “discurso de ódio” nas igrejas. A prefeitura pediu então que eles submetessem cópias de seus sermões para que autoridades investigassem se havia homofobia. O recado era claro: os pastores ou padres que se manifestarem do púlpito contra o público LGBT terão de responder juridicamente por discriminação.
      A pressão dos evangélicos do Estado inteiro forçou a prefeitura a voltar atrás. Iniciou-se então um embate legal no tocante aos limites da liberdade de expressão nos púlpitos. Os cerca de 400 pastores de Houston conseguiram a suspensão do decreto municipal que limitaria sua liberdadeA partir de então um projeto de lei que recebeu o apoio de deputados dos dois partidos predominantes do sistema eleitoral começou a tramitar. Lobbies de organizações pró-LGBT como a ACLU, Iquality Texas e a Texas Freedom Network não tiveram sucesso. O embate ganhou força quando diversas igrejas e organizações religiosas e pró-família como o Conselho de Pastores do Texas, a Conferência Católica do Texas, Convenção Batista do Texas, Eagle Forum, Liberty Institute, Focus on the Family, Coalizão de Pastores Afro-americanos – entre outros – uniram forças.
     Com a aprovação da nova lei, nenhuma igreja ou organização religiosa do Texas poderá ser forçada a realizar um casamento e tampouco forçados a prestar serviços, acomodações, instalações ou ceder bens para qualquer atividade que viole suas crenças religiosas. Uma vez que foi aprovado com dois terços dos votos, o projeto passou a ser lei imediatamente. Jonathan Saenz, presidente da Texas Values Action, ONG jurídica que defende a liberdade religiosa, comemorou: “Hoje comemoramos com pastores e membros do clero que são guiados por suas crenças religiosas sinceras e asseguramos que o Texas desfruta de liberdade religiosa sem interferência do governo”. Com informações de Texas Value